UFC

Jean Silva e Diego Lopes dividem o país com clássico brasileiro no Noche UFC

Neste sábado (13), em San Antonio (EUA), o Ultimate promove a terceira edição do Noche UFC. E no evento originalmente criado para homenagear a história da Independência do México, talvez seja o Brasil o país mais engajado com o card. Afinal de contas, na luta principal do show, Jean Silva e Diego Lopes fazem um aguardado clássico nacional que mobiliza e, ao mesmo tempo, divide a torcida local.

Donos de estilos de lutas empolgantes e personalidades opostas, os pesos-penas (66 kg) criaram uma rivalidade acalorada que cativou a atenção do público nacional. Para apimentar ainda mais a disputa, o confronto pode render ao vencedor o posto de próximo desafiante ao cinturão da categoria.

Detalhes que dividem a torcida

Os dois principais pesos-penas do Brasil no momento, Jean e Diego, se distinguem em alguns aspectos e, até por isso, polarizaram a torcida nacional. Dono de uma personalidade extravagante e adepto do tradicional ‘trash talk’, ‘Lord’ esbanja autoconfiança e frequentemente provoca seus adversários. Em contrapartida, Lopes preza pelo respeito e raramente se envolve em confusões na empresa.

Essa dicotomia de personalidades já divide certa parte dos fãs de acordo com sua preferência pessoal. Outro fator relevante para polarizar a torcida nesse combate é a nacionalidade. Enquanto Jean é nascido e criado no Brasil, o manauara Diego está radicado no México há anos e, dado o contexto, faz questão de representar os dois países dentro do UFC. Essa opção frequentemente faz com que alguns fãs tupiniquins questionem o vínculo real do atleta com o país sul-americano.

Quando escalados contra atletas estrangeiros, Jean e Diego normalmente contam com uma torcida brasileira mais uníssona, mesmo que não necessariamente unânime. Agora, porém, a dupla conta com um apoio parcial e reduzido de um público que escolheu um lado nesta que promete ser uma verdadeira guerra no octógono mais famoso do mundo.

Rixa pessoal

Aliando esporte e entretenimento, o UFC consegue promover melhor e com mais alcance duelos que contam com uma rivalidade genuína. E esse parece ser o caso na luta principal do Noche UFC. Assim que anunciado, o confronto ficou em alta por conta de Jean Silva, que constantemente atacou e provocou Diego, que, à época, permanecia em silêncio, sem réplicas.

Na semana da luta, porém, o ‘Franja’ virou a chave e passou a responder na mesma moeda. Com uma rixa entre os brasileiros instaurada, o clima nos bastidores do evento pesou ao ponto de Diego e Jean se estranharem em duas oportunidades antes da luta. Enquanto o atleta da ‘Fighting Nerds’ garante que ‘entrou na mente’ do rival, o manauara descarta tal possibilidade, chamando Silva de “duas caras”.

“É engraçado ver um cara que falava que nunca ia falar nada. Que isso não incomoda ele. E aí eu vejo vários vídeos dele falando meu nome, sem ninguém perguntar. Eu vi ele dizendo: ‘Se tiver coletiva, vou falar umas verdades’. Eu ri muito. Pensei: ‘O bicho está incomodado’”, alfinetou Jean, em entrevista à Ag Fight.

“Não (vai ficar no passado o clima). Vai ficar aí. Pessoas duas caras na minha frente, eu não quero (comigo). Tenho ficado calado o tempo todo. Nunca falei nada, mas essa semana as pessoas têm perguntado muito. E a galera até fala: ‘Ah, entrou na cabeça do Diego porque começou a responder’. Não é isso. Eu só respondo o que me perguntam. Nunca falo demais”, explicou Diego, também em conversa exclusiva com a Ag Fight.

Outro clássico gerou ‘boom’ no Brasil

Guardada as devidas proporções, o confronto entre Diego Lopes e Jean Silva remete a outro clássico entre brasileiros do UFC, que mudou para sempre a história da modalidade no país. Em 2011, o combate entre Anderson Silva e Vitor Belfort representou um verdadeiro divisor de águas para a história do MMA no Brasil. À época, o duelo dos astros locais reverberou em um extremo ‘boom’ de popularidade do esporte em território nacional.

A rivalidade instaurada entre o ‘Fenômeno’ e o ‘Spider’ talvez seja a maior prova do potencial que um clássico entre brasileiros têm de movimentar o mercado interno. Mais de uma década depois, outra luta principal do UFC entre atletas tupiniquins agita o debate entre os fãs locais, mesmo que em menor escala, já que Diego Lopes e Jean Silva ainda não alcançaram o status de ídolos que Belfort e Anderson atingiram.

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