Campeão peso-médio (84 kg) e uma das principais estrelas do UFC, Israel Adesanya é um dos atletas mais bem-remunerados do plantel da organização atualmente. Mas isso não significa que o nigeriano está completamente de acordo com a política salarial do Ultimate, pelo menos no que diz respeito às bonificações distribuídas ao final de cada evento para os lutadores donos das melhores performances.
Em recente participação no podcast ‘Impaulsive’, Adesanya questionou a ausência de um reajuste no valor pago pelo UFC aos ganhadores dos bônus de performance – o mesmo há quase uma década. Para corroborar sua opinião de que a quantia deveria ser atualizada, o campeão citou a recente fusão do Ultimate com a WWE – principal evento de pro-wrestling do mundo, que aumentou ainda mais o patrimônio da liga.
“Apenas os meus nocautes valem 50 mil dólares. Como o meu último, bônus, 50 mil dólares. O UFC, às vezes eles sobem para 100 (mil dólares) para alguns cards, UFC 200, UFC 100 eles fizeram, os bônus eram 100 mil dólares. Quando eu nocauteio alguém, normalmente eu ganho um bônus, então eu sei que só os meus nocautes valem 50 mil. Mas tipo, o UFC e a WWE fundiram, uma companhia de 21,4 bilhões de dólares. E eu fiquei tipo: ‘Eles podem aumentar isso’. Já tem alguns anos, a inflação está subindo. Os bônus tem que subir, é o que eu penso. Bem, eu disse isso a eles, eu já disse publicamente, não é nenhuma loucura”, ponderou Izzy.
Campeão sem medo
Esta não é a primeira vez que Adesanya fala publicamente sobre um dos temas mais sensíveis na relação entre o UFC e os atletas do seu plantel. Quando o ex-campeão peso-pesado Francis Ngannou deixou a entidade após não conseguir chegar a um acordo para renovar seu contrato, muito em função das divergências salariais, o nigeriano saiu em defesa do amigo, que depois de sua saída do Ultimate assinou um lucrativo contrato com a PFL.