Jon Jones recebeu reforços inesperados na sua recente briga com o UFC. Em meio a uma batalha de narrativas com a organização liderada por Dana White sobre uma suposta tentativa de negociação para sua participação no card especial do Ultimate na Casa Branca, no dia 14 de junho, o ex-campeão meio-pesado (93 kg) e peso-pesado viu dois dos seus maiores rivais saírem em sua defesa: Francis Ngannou e Tom Aspinall.
Apesar de um passado com trocas de farpas e acusações mútuas de fuga de um duelo que nunca saiu do papel, Francis Ngannou utilizou sua conta oficial no ‘X’ para demonstrar apoio a Jon Jones e condenar o UFC pela forma como tem tratado um de seus maiores nomes da história. Vale destacar que, de acordo com ‘Bones’, o Ultimate teria tentado lhe oferecer um valor muito abaixo do mercado para que ele entrasse em ação no card da Casa Branca, provavelmente contra o brasileiro Alex Poatan – alegação que foi prontamente negada por Dana White, que afirmou que a entidade sequer fez uma proposta para o ex-campeão.
“Vendo essa história se desenrolar ontem foi muito interessante. Tenho muito a dizer, mas por agora, Jonny, meu garoto, se você conseguir ganhar sua liberdade, então me avise. Você merece aqueles mais de 30 milhões de dólares depois de tudo que você fez pelo esporte, e eles deveriam estender o tapete vermelho para você”, escreveu Ngannou no ‘X’ (veja abaixo ou clique aqui).
Aspinall faz coro
Outro antigo desafeto de Jon Jones a se posicionar a favor do americano e contra o Ultimate foi Tom Aspinall, em entrevista ao programa ‘The Ariel Helwani Show’. Apesar de ter esperado por meses uma resposta de ‘Bones’ por uma disputa pela unificação do título peso-pesado do UFC, que acabou nunca acontecendo, o gigante inglês criticou a falta de reconhecimento por parte da organização presidida por Dana White e defendeu uma justa compensação financeira ao ex-rival.
“Isso vai soar meio louco para muita gente, mas por que o UFC não está dando ao Jon o respeito que ele merece financeiramente? Isso é loucura para mim. Se alguém deveria estar recebendo muito dinheiro nesse esporte, esse alguém deveria ser Jon Jones. E sou eu quem está dizendo isso, depois da história que eu tenho com Jon Jones. Eles ofereceram 30 milhões a ele para me enfrentar, por que não oferecer o mesmo de novo? Não entendo. Esses caras – Conor McGregor, Jon Jones e caras assim – são eles que trouxeram receita (para o UFC) por mais de dez anos. Eles precisam receber o que merecem, na minha opinião”, afirmou Tom.
Certo ou errado, fato é que o UFC priorizou outros atletas na hora de montar sua seleção de estrelas para o card na Casa Branca, evento comemorativo que está previsto para acontecer no dia 14 de junho, na sede do governo dos Estados Unidos, em Washington DC. Na vaga que seria de Jon Jones, o Ultimate escalou o francês Ciryl Gane como adversário do brasileiro Alex Poatan, em disputa pelo cinturão interino dos pesos-pesados.
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