Logo após ser derrotada por Wang Cong no UFC Vegas 113, no último dia 7 de fevereiro, a lutadora brasileira Eduarda Moura veio a público para revelar – sem entrar em detalhes – que estava travando uma guerra longe do octógono. Agora, passado mais algum tempo, ‘Ronda’ – como a sergipana é conhecida – resolveu abrir o jogo e detalhar os problemas que tem enfrentado em sua vida pessoal, através de uma publicação no seu perfil oficial no ‘Instagram’ (veja abaixo ou clique aqui).
De acordo com a atleta que agora representa a equipe baiana ‘Fight House’, tudo começou com o diagnóstico de transtorno bipolar – uma condição psiquiátrica caracterizada por episódios alternados de mania e depressão. A partir de então, o preconceito da lutadora por sofrer com problemas relacionados à saúde mental, como a própria reconhece, passou a ‘jogar contra’, culminando inclusive em um camp de preparação para sua última luta no UFC pouco produtivo.
Agora, consciente da necessidade de aceitar a condição e buscar ajuda, Eduarda decidiu contar sua história para não apenas esclarecer aos fãs sua declaração anterior, como também passar uma mensagem positiva para pessoas que possam estar passando pela mesma situação. Além disso, a sergipana promete retornar mais forte aos octógonos.
“Hoje eu decidi abrir um pouco aquilo que tem acontecido comigo. O camp dessa luta foi o mais difícil da minha vida. Eu não consegui treinar como deveria, não bati o peso e acabei perdendo. Isso não é desculpa, isso é a verdade. Ano passado eu recebi um diagnóstico de transtorno bipolar, e no começo foi muito difícil, muito difícil aceitar. Eu mesma tinha preconceito, achava que era fraqueza, achava que era coisa que dava para controlar sozinha. E tentei, por quase um ano. Mas eu entendi que saúde mental é tão importante quanto treino físico. Eu entendi que tratar, acompanhar e respeitar o meu corpo e a minha mente é fundamental para continuar vivendo o meu sonho”, relatou Eduarda.
Confira abaixo o pronunciamento na íntegra:
“Hoje eu decidi abrir um pouco aquilo que tem acontecido comigo, porque vocês sempre caminharam comigo nessa jornada. O camp dessa luta foi o mais difícil da minha vida. Eu não consegui treinar como deveria, não bati o peso e acabei perdendo. Isso não é desculpa, isso é a verdade.
Ano passado eu recebi um diagnóstico de transtorno bipolar, e no começo foi muito difícil, muito difícil aceitar. Eu mesma tinha preconceito, achava que era fraqueza, achava que era coisa que dava para controlar sozinha. E tentei, por quase um ano. Mas eu entendi que saúde mental é tão importante quanto treino físico.
Eu entendi que tratar, acompanhar e respeitar o meu corpo e a minha mente é fundamental para continuar vivendo o meu sonho. Iniciei o tratamento, estou aprendendo a lidar, e isso tem me mostrado força, e não fraqueza como eu achava. Hoje eu quero que minha mensagem seja essa, que ninguém é menos por precisar de ajuda, todo mundo tem batalhas que não aparecem no octógono, mas isso não nos define e não vai nos definir nunca.
Eu sigo lutando, sigo acreditando e sigo construindo a minha história. Queria agradecer a todos os meus fãs, os que acreditam, à minha equipe e aos meus patrocinadores por estarem comigo mesmo quando eu não estou na minha melhor fase. Eu prometo que vou estar muito mais forte, mais preparada e mais madura. Eu não desisti e nunca vou desistir. Obrigado a todo mundo por tudo.”
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