UFC

Dana White cita imparcialidade para justificar ausência do UFC no controle dos rankings

O ditado popular que afirma que “se você quer algo bem feito, faça você mesmo” não pode ser aplicado em uma situação específica dentro do UFC: o controle dos rankings. Ao menos é isto que garante Dana White. Crítico ferrenho do atual modelo de classificação e seus critérios, o presidente do Ultimate já prometeu mudanças para o futuro. Entretanto, o dirigente explicou que sua empresa não pode se envolver diretamente para solucionar o problema, pois provavelmente haveria um conflito de interesses envolvido, afetando, assim, a imparcialidade do processo.

Durante a coletiva de imprensa do último episódio da atual temporada do ‘Contender Series’, nesta terça-feira (15), Dana admitiu que seria impossível atualizar os rankings de maneira independente sem, também, pensar nos interesses de sua empresa no que diz respeito aos negócios. E o presidente da companhia foi além, destacando, inclusive, que possui lutadores com quem possui uma relação mais amistosa e outros do atual plantel do UFC com quem não se relaciona tão bem. Por esses motivos, o ranqueamento das categorias passando pelas mãos do Ultimate está fora de cogitação.

“Nós não podemos fazer isso (controlar o ranking). Não acho certo nós fazermos os rankings. Não importa o quão imparcial você tente ser, é impossível. Vou ser sincero, há alguns lutadores que eu não gosto. Há alguns outros lutadores que eu realmente adoro. Há coisas que são boas para os negócios. Não quero essa (responsabilidade) em nossas mãos de jeito nenhum. Nem nas minhas, nem nas do Sean (Shelby) ou do Mick (Maynard) ou do Hunter (Campbell). Na de ninguém. Tem que haver uma terceira parte envolvida, ou uma IA, algo que faça os rankings. É impossível não ser tendencioso. Acredito que também haja parcialidade com a imprensa (votando). É impossível não ser”, explicou White.

Atual modelo e possíveis mudanças

Atualmente, a classificação semanal dos rankings é atualizada baseada na opinião de um grupo de jornalistas selecionados no passado através de seus respectivos veículos. Entretanto, tais portais e sites hoje em dia parecem obsoletos e não reúnem os ativos da mídia especializada no momento. Desta forma, uma reformulação nesta lista poderia ser uma alternativa para viabilizar uma melhor análise qualitativa. Entretanto, Dana White parece irredutível, indicando que a imprensa deixará que ter um papel primário no controle dos rankings.

Outra possibilidade de minimizar as críticas à atual metodologia seria a inserção da inteligência artificial, projetada por Dana White recentemente. Entretanto, em um segundo momento, apesar de admitir que o uso da IA pode representar o futuro, o dirigente ressaltou que, neste momento, pretende adotar outra alternativa. Agora resta saber qual será a saída que o cartola apresentará nas próximas semanas.

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