A exatamente um mês para sua realização, o card do UFC 332 ainda não conta com nenhuma disputa de título prevista e, consequentemente, está sem uma luta principal no momento. Mas enquanto a alta cúpula do Ultimate trabalha nos bastidores para anunciar uma solução para o evento numerado do dia 3 de outubro, em Salt Lake City (EUA), uma alternativa interessante pode ter sido encontrada de forma natural. Ex-campeã peso-pena (66 kg) da companhia, Cristiane Justino, a ‘Cyborg’, sugeriu uma revanche contra Amanda Nunes como opção para liderar e “salvar” o show.
Livre no mercado após cumprir seu contrato com a PFL, liga onde também se sagrou campeã, Cyborg se mantém atenta às movimentações da bolha dos esportes de combate. Ciente de que o confronto entre Natália Silva e Valentina Shevchenko, que serviria como luta principal do UFC 322, acabou sendo cancelado por uma lesão da campeã peso-mosca (57 kg), a veterana não perdeu tempo e levantou a possibilidade de protagonizar uma possível revanche histórica contra sua maior algoz: a ‘Leoa’.
“Amanda Nunes, está cansada de esperar a Kayla Harrison? Está com vontade de salvar um evento do UFC?”, escreveu a curitibana, em sua redes sociais (veja abaixo ou clique aqui), marcando a ‘Leoa’, em resposta a uma publicação do perfil ‘Championship Rounds’, que repercutia a saída de Valentina do ‘main event’ do UFC 332.
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Chance remota
Por mais que tenha se colocado à disposição para competir de última hora, a chance de uma revanche contra Amanda sair do papel de última hora é ínfima. Afinal de contas, no momento, a ‘Leoa’ aguarda a campeã peso-galo (61 kg) Kayla Harrison voltar a competir após passar por uma cirurgia no pescoço. Além disso, a divisão em que Cyborg atua, o peso-pena, não existe mais entre as mulheres no plantel do Ultimate.
Outro fator que pesa contra é a delicada relação de Cris com a alta cúpula do UFC, sobretudo com Dana White. Sendo assim, por mais que do ponto de vista esportivo e comercial um duelo entre as brasileiras represente uma boa saída para liderar o evento, na prática, a chance da organização promover tal confronto é bastante remota. Quando se enfrentaram pela primeira e, até então, única vez, em 2018, quem levou a melhor foi Amanda Nunes, que nocauteou Cyborg em menos de um minuto.
Futuro em aberto
Atualmente aos 41 anos de idade, Cyborg se mantém no mais alto nível. No fim de agosto, a brasileira derrotou a compatriota e ex-lutadora do UFC Ketlen Vieira, defendendo o cinturão peso-pena da PFL com sucesso. Agora, sem mais vínculo previsto com a liga, a striker curitibana já desperta interesse de outras empresas, como o Bare Knuckle FC — evento de boxe sem luvas que conta com Conor McGregor como um de seus sócios. Ainda não se sabe, entretanto, se Cris pretende se manter ativa daqui em diante.
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