No mais alto nível dos esportes de combate, é raro que um atleta consiga implementar mudanças significativas em seu estilo de luta em um período de menos de um ano. Mas é exatamente isso que busca Diego Lopes. E por um motivo mais que especial: o cinturão peso-pena (66 kg) do UFC. Após ser derrotado por Alexander Volkanovski em abril de 2025, o brasileiro está a poucas semanas de uma revanche contra o australiano. E para conquistar um desfecho diferente e positivo em sua segunda disputa de título na categoria, o ‘Franja’ aposta suas fichas em ajustes durante sua preparação.
Em entrevista ao ‘FOX Sports Austrália’, o manauara admitiu que o revés sofrido para o campeão trouxe valiosas lições – dentro e fora do octógono. Para além da estratégia, Diego também modificou a forma com que tem treinado para o combate. De forma mais reclusa e focada, o brasileiro radicado no México acredita que possui as ferramentas necessárias para frustrar os fãs australianos na luta principal do UFC 325, programado para o dia 31 de janeiro, em Sydney.
“Eu aprendi muito. Quando eu lutei com o Volk em abril, eu tinha um pouco de ego. Uma sequência de vitórias. Achava que não precisava consertar nada no meu camp, que estava tudo certo. Mas após a luta, percebi muitas coisas que não estavam boas no meu camp. Então consertei muitas coisas. Agora me sinto muito melhor. Peguei uma academia privada só para mim e minha equipe. Sem distrações. Aprendi a lição. Não estou pressionado. Na primeira vez que enfrentei o Volk, eu só tentei acabar (com a luta) com um grande soco. Esqueci muitas outras coisas. E esqueci da melhor coisa da vida: aproveitar o momento. Quando eu aproveito o momento, sou o cara mais perigoso da categoria. Vou lutar em território inimigo. Preciso acabar com a luta. Finalização, nocaute ou dominância completa por cinco rounds. Esse é meu objetivo”, frisou Lopes.
Projeção do campeão
Quando duelaram pela primeira vez, no UFC 314, Volkanovski e Diego travaram um confronto de cinco rounds movimentados. Ao fim da disputa, ‘The Great’, como o australiano é conhecido, teve o braço erguido na decisão unânime dos juízes. E se por um lado, o brasileiro quer mostrar ser capaz de reverter o resultado na revanche, por outro, o campeão esbanja confiança e prevê que, diante de seu público, conquistará o triunfo de forma ainda mais convincente. Agora resta saber, na prática, qual palpite será mais certeiro no dia 31 de janeiro.
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