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Com o filho no colo, Do Bronx celebra conquista do cinturão BMF no UFC 326
Apesar das críticas, o brasileiro ampliou seu legado no esporte com a conquista do cinturão 'BMF' - Alejandro Salazar/Ag Fight

UFC

Charles Do Bronx rebate críticas sobre performance no UFC 326: “Inveja”

No dia 7 de março, na luta principal do UFC 326, em Las Vegas (EUA), Charles Oliveira protagonizou um verdadeiro monólogo diante de Max Holloway. Com um domínio absoluto sobre o rival, o brasileiro teve o braço erguido e, por tabela, conquistou o cinturão ‘BMF’ (atleta mais casca-grossa) da companhia. Mas o resultado positivo não foi suficiente para privar ‘Do Bronx’ de muitas críticas. Passado pouco mais de dez dias do combate, o maior finalizador da história do Ultimate se manifestou sobre os julgamentos que recebeu por conta de sua performance.

Em recente entrevista ao canal ‘Olhar da Luta’, Charles frisou que críticas não são novidades em sua carreira ao relembrar sua icônica derrota para Ilia Topuria, na disputa do cinturão dos pesos-leves (70 kg). No entendimento do faixa-preta, qualquer estratégia adotada para um confronto está sujeita a ser questionada por fãs e imprensa especializada. Desta forma, sendo agora o primeiro brasileiro campeão BMF do UFC, Do Bronx busca ‘se blindar’ e manter o foco em seus feitos esportivos.

Quando eu lutei com o Topuria, a galera me criticou para c***: ‘Pô, por que você foi trocar porrada? Tinha o caminho de botar para baixo’. Falaram muita coisa e fiquei quieto na minha. Agora, de novo (criticaram). Ninguém vai agradar todo mundo. Vim de uma luta contra um cara (Holloway) que ninguém tinha dominado, ninguém tinha botado ele para baixo. Todos que botaram, ele levantou. E vim de uma luta que, com todo o respeito do mundo, eu tirei o cara (Max) para nada. A melhor parte em pé, foi eu que conectei. O chão foi impecável. Ele também foi malandro porque defendeu (finalizações). Mas não tive nenhum momento que ficou ruim para mim”, relembrou o brasileiro.

Certas críticas incomodam

Lidar com críticas faz parte do processo de basicamente toda pessoa pública. E para Charles Do Bronx não é diferente. No entanto, quando os questionamentos e ataques não partem dos fãs e sim de outros lutadores profissionais, o brasileiro admite que gera um incômodo consideravelmente maior. Sem papas na língua, Oliveira afirmou que os atletas que adotam esse tipo de postura provavelmente sentem inveja do que ele construiu em sua trajetória.

“Faltando dez segundos, eu que chamei ele para o meio. E eu que comecei conectando. A única mão dele que entrou pegou no meu ombro, que foi o que me desequilibrou. Aí recebi crítica que não troquei porrada, recebi crítica que só foi chão, recebi crítica que foi uma má luta. Acho que para quem é lutador, os profissionais, falar que aquilo foi uma luta ruim, acho que é inveja. Porque dominar um cara como o Max Holloway, com o nome que tem, por cinco rounds. Aí falar que não troquei porrada? Não sei o que eles querem. Mas querendo ou não, agradando ou não, o campeão é nós”, resumiu o atleta da ‘Chute Boxe Diego Lima’.

Atual número 3 do ranking até 70 kg e dono do cinturão BMF, Charles Do Bronx tem um leque variado de possibilidades para a próxima rodada no UFC. Seu foco principal, entretanto, segue o mesmo: voltar a se tornar campeão linear dos pesos-leves. Tal posto será colocado em disputa no dia 14 de junho, no embate entre Ilia Topuria e Justin Gaethje, na luta principal do UFC Casa Branca.

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Natural do Rio de Janeiro, Gaspar Bruno da Silveira estuda jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fascinado por esportes e com experiência prévia na área do futebol, começou a tomar gosto pelo MMA no final dos anos 2000.

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