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Diego Ribas/PxImages

UFC

Bisping defende Dillashaw das críticas em relação ao polêmico caso de doping

TJ Dillashaw se prepara para voltar ao octógono mais famoso do mundo após ficar mais de dois anos afastado. Em janeiro de 2019, o ex-campeão do peso-galo (61 kg) do UFC testou positivo para a substância proibida EPO e foi punido pela USADA (agência antidoping americana). Livre da suspensão, o veterano ainda convive com críticas de parte da comunidade do MMA quanto ao caso de doping, mas Michael Bisping, ex-número um do peso-médio (84 kg) da companhia, está ao seu lado.

Em seu canal oficial no ‘YouTube’, o atual comentarista, que é totalmente contra a utilização de substâncias proibidas e sofre até hoje com as consequências de sua luta contra Vitor Belfort que lesionou seus olhos, defendeu Dillashaw, porque o lutador pagou o preço por sua escolha. Ao contrário de parte dos atletas flagrada pela USADA, o ex-campeão do peso-galo do UFC não inventou desculpas ou procurou culpados para justificar sua decisão e sim admitiu que tentou burlar o controle antidoping. Agora, o veterano volta ao UFC contra Cory Sandhagen, neste sábado (24), em Las Vegas (EUA), e Bisping reconheceu que o fato de encarar um dos adversários mais perigosos define a perseverança de ‘Viper’.

“Eu sou contra os esteróides. Se você conhece minha história, sabe que posso estourar esse globo ocular agora mesmo. Lutei com um cara, o Vitor Belfort, a maioria das pessoas deve saber quem ele é, não gosto muito dele. Lutei com o Vitor, fui pego com um chute na cabeça e agora estou com esse olho para fora. Nesse esporte, não estamos tentando colocar uma bola na cesta, chutar uma bola para o fundo da rede. Tentamos nocautear nosso oponente, causar danos. Você pode dizer que é uma questão de disciplina e respeito e é até certo ponto, mas o objetivo final é deixar seu oponente inconsciente, sufocá-lo, colocá-lo para dormir ou infligir tanta dor que ele não tenha escolha a não ser desistir de suas esperanças e sonhos”, analisou Bisping, antes de completar.

“É um negócio muito sério e qualquer pessoa que opte por tomar esteróides, eu não tenho o menor respeito. Dillashaw cumpriu uma suspensão de dois anos, confessou e respeito isso. Todos conhecem minha postura sobre esteróides, mas o fato de que ele assumiu e confessou é revigorante. A maioria das pessoas inventa alguma bobagem, dizem que foi um remédio ou suplemento, qualquer coisa. Eles apresentam com coisas estranhas para compensar, em vez de apenas admitir. Ele cumpriu uma suspensão de dois anos. Talvez, você ache que ele não mereça estar aqui, que tem que ser banido para sempre, mas isso não importa porque a punição foi aplicada e ele cumpriu. Para ele voltar depois de dois anos e enfrentar esse cara? Respeito Dillashaw por fazer isso. Será uma grande luta e mal posso esperar para ver”, concluiu.

Após testar positivo para EPO, substância proibida, em 2019, TJ Dillashaw cumpriu a suspensão de dois anos aplicada pela USADA e se tornou alvo dos principais nomes do peso-galo do UFC. Além de Cory Sandhagen, o ex-campeão da categoria foi desafiado por Cody Grabrandt, José Aldo, Pedro Munhoz, entre outros atletas. Apesar de expressar o interesse em se tornar o número um da divisão pela terceira vez na carreira, ‘Viper’ também faz questão de reforçar que busca um acerto de contas com Henry Cejudo, atualmente aposentado.

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