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Divulgação/UFC

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Após primeira derrota no UFC, Léo Santos agradece apoio e promete: “Estarei de volta”

Invicto há mais de uma década, Léo Santos sofreu a primeira derrota no octógono mais famoso do mundo no último sábado (20), ao ser nocauteado no último segundo de luta por Grant Dawson, em duelo válido pelo card preliminar do UFC Vegas 22. E assim como o período de sua recém-perdida invencibilidade, o pronunciamento divulgado pelo peso-leve (70 kg) em sua conta oficial no ‘Instagram’ também foi longo (veja abaixo ou clique aqui).

Na publicação, Léo agradeceu as mensagens de apoio recebidas por ele após o revés e, até mesmo, os comentários negativos sobre sua atuação, que, de acordo com ele, servem como motivação para evoluir. O veterano ainda fez questão de parabenizar seu algoz e prometeu retornar em breve à ação.

Vencedor da 2ª temporada da versão brasileira do reality show ‘The Ultimate Fighter’, Léo Santos entrou no UFC em 2013 e, desde então, ostentava um currículo de seis vitórias e um empate pela organização, até ser derrotado no último sábado por Grant Dawson. Aos 41 anos, o faixa-preta – tetracampeão mundial de jiu-jitsu – soma, ao todo em sua carreira, 18 triunfos e quatro reveses, além do empate contra Norman Parke, em sua estreia no Ultimate.

Confira abaixo a declaração completa de Léo Santos:

“Fala galera, está tudo bem comigo, graças a Deus. Obrigado por todas as mensagens de apoio, incentivo e empatia. Ontem, foi mais um dia de trabalho. Apenas mais um dia da minha vida, que vivi diferente do que eu havia planejado ou imaginado.

Ser atleta do maior evento de MMA do mundo, o UFC, é sem dúvida o sonho de muito atleta, sejam jovens ou mais velhos. E, sou imensamente agradecido a Deus, minha família, amigos, treinadores e fãs por todo o suporte que me dão, todos os dias da minha vida e me fazem ser um ser humano e um atleta melhor.

E até mesmo, sou grato a você, que escreve o que quer, para críticas negativas sobre atletas de MMA, mas que nunca vestiu um quimono, ou uma luva, que fica no sofá, e tem inúmeros argumentos e estratégias que seguiria se estivesse no meu lugar. Pessoas como você nos fazem querer ser melhor e melhor do que já somos, nos fazem querer superar não outros atletas, mas a nós mesmos. Obrigado.

O que torna o MMA especial não é apenas sobre o que ganhamos, mas como nós nos sentimos quando subimos ao cage. Toda vez que luto, sou grato por estar tendo uma nova oportunidade de fazer o que eu amo. Somos humanos e voltamos pra casa. Ganhar ou perder tem a mesma chance de acontecer, 50%. Saiba que erramos 100% das vezes que não tentamos. Mas, são apenas números.

Parabéns ao Grant Dawson, que sem dúvida está construindo uma excelente carreira. Em breve estarei de volta”.

Nascido em Niterói (RJ), Neri Fung é jornalista e apaixonado por esportes desde a infância. Começou a acompanhar o MMA e o mundo das lutas no final dos anos 90 e começo dos anos 2000, especialmente com a ascensão do evento japonês PRIDE.

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