Amanda Nunes deixou claro que não considera a possibilidade de disputar um cinturão interino no UFC após a lesão de Kayla Harrison. Em meio às especulações sobre possíveis substitutas e cenários alternativos para a divisão peso-galo (61 kg), a brasileira foi direta ao afirmar que só retorna ao octógono para lutar pelo título linear da categoria.
A superluta entre a ex-campeã e a bicampeã olímpica de judô precisou ser adiada após Harrison passar por uma cirurgia no pescoço para corrigir hérnias de disco, o que movimentou os bastidores do Ultimate. Nomes como Norma Dumont, Julianna Peña e até a campeã mundial de boxe Amanda Serrano chegaram a se colocar à disposição da organização, mas a própria ‘Leoa’ tratou de esfriar qualquer possibilidade de um confronto alternativo neste momento.
“Todo mundo fala de cinturão interino, alguém para lutar e tal, mas, gente, isso não existe. Eu só luto pelo cinturão mesmo. Se o UFC tirar o cinturão da Kayla agora e botar alguém para lutar, eu luto. Mas cinturão interino, isso não existe. Eu lutar com outra oponente agora, do nada, não existe nada disso. Então, é esperar para ver se a Kayla vai voltar ou não, ver o que vai acontecer”, afirmou a veterana, em vídeo publicado nas redes sociais do UFC.
Apesar da indefinição sobre a data do duelo, Amanda garante que segue em plena atividade e altamente motivada. Aos 37 anos, a baiana destacou que continua treinando intensamente e que a pausa forçada não diminuiu sua ambição de voltar ao topo da categoria de forma definitiva.
“A chama está viva. A Leoa continua na selva e estou pronta para pegar o meu cinturão de volta, seja contra quem for”, declarou a lutadora.
Martelo batido
O posicionamento da brasileira coincide com o discurso adotado pelo UFC nas últimas semanas. Recentemente, o presidente da organização, Dana White, descartou publicamente a adoção de um “plano B” e reforçou que a intenção é remarcar a superluta assim que Kayla Harrison estiver liberada para competir.
Para o dirigente, o confronto reúne apelo esportivo e comercial suficientes para justificar a espera. A avaliação reforça que, ao menos nos planos atuais da entidade, não há espaço para cinturões interinos ou disputas paralelas na divisão.
Sem pressa e sem atalhos, Amanda Nunes adota uma postura firme em relação ao próximo passo da carreira. Ao rejeitar a hipótese de um título interino, a ex-campeã reafirma que seu foco está em disputas que façam sentido esportivo — e que preservem o peso histórico de uma eventual luta contra Kayla Harrison no UFC.
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