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  • Crises de pânico e ansiedade: Ariane Lipski conta bastidores de sua luta fora do octógono

    Crises de pânico e ansiedade: Ariane Lipski conta bastidores de sua luta fora do octógono

    Em entrevista exclusiva ao canal Direto de Vegas, novo projeto da Ag Fight, a ex-lutadora do UFC Ariane Lipski falou abertamente sobre os desafios psicológicos que enfrentou ao longo da carreira. A curitibana revelou ter convivido com crises de pânico e ansiedade, que chegaram a se manifestar fisicamente momentos antes de algumas de suas lutas na organização.

    Segundo a atleta, os episódios começaram durante sua trajetória no UFC e se tornaram recorrentes em períodos de maior pressão. A peso-mosca (57 kg) destacou o impacto que o problema teve em sua preparação e na rotina competitiva.

    “Eu já lutei com crise de ansiedade. Momentos antes de entrar no cage, eu estava vomitando. Foi uma fase. Depois busquei ajuda psicológica, comecei a fazer acompanhamento e comecei a melhorar. Tive crise de ansiedade no dia da pesagem cerimonial. Quando a gente entrou no ginásio… já no UFC. Foi contra a Molly (McCann). Eu estava aquecendo, aí vomitava, voltava, começava a aquecer de novo e vomitava. Já tive crise de ansiedade e de pânico, aquela sensação de que algo ruim vai acontecer, de que você vai morrer e nada está acontecendo”, relatou.

    Mesmo em meio às dificuldades, a paranaense fez questão de ressaltar que os problemas emocionais jamais serviram como justificativa para seus resultados dentro do octógono. Ela reconheceu que, apesar das crises, conseguiu se apresentar em bom nível e manter o foco competitivo em diversas ocasiões.

    “Essa crise de pânico que eu tive foi contra a Casey O’Neill. Ganhei a luta. E isso que eu quero falar. Não vou dizer que perdi por causa disso. Eu tive boas performances, mas era algo que eu precisava lidar”, completou.

    Saída amarga

    Apontada como uma das grandes promessas brasileiras no MMA feminino, Lipski não teve o seu contrato renovado com o UFC após três derrotas consecutivas. A lutadora encerrou sua passagem pelo maior evento de artes marciais mistas do mundo com um cartel de seis vitórias e oito reveses, além de ter falhado na balança em sua última apresentação, contra Wang Cong.

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  • Fim da linha! Sem contrato renovado, Ariane Lipski deixa o UFC após sequência negativa

    Fim da linha! Sem contrato renovado, Ariane Lipski deixa o UFC após sequência negativa

    A trajetória da lutadora brasileira Ariane Lipski no Ultimate chegou ao fim. Depois de acumular três derrotas consecutivas, a mais recente delas no último sábado (7), no card do UFC 316, a peso-mosca (57 kg) não teve seu contrato renovado e foi dispensada pela organização.

    A informação foi divulgada em primeira mão pelo perfil ‘FullContactMTWF’ e confirmada pela equipe de reportagem da Ag Fight junto à fontes próximas ao evento. A lutadora curitibana se despede do UFC tendo vencido apenas seis das 14 lutas disputadas no octógono mais famoso do mundo.

    Despedida amarga

    Mais do que a derrota para a chinesa Wang Cong, que ajudou a sacramentar o fim de sua passagem pelo principal evento de MMA do planeta, a participação de Ariane Lipski no UFC 316 deixou um sabor amargo. Isso porque a brasileira também cometeu uma grave falha na balança da pesagem, na véspera do combate, e precisou contar com a benevolência da adversária para que a luta fosse mantida no card.

    Currículo de Ariane Lipski

    Aos 31 anos, Ariane Lipski compete profissionalmente no MMA desde 2013, somando um cartel de 17 vitórias e 11 derrotas até o momento. Antes de sua passagem pelo UFC, a brasileira brilhou no evento polonês ‘KSW’, onde se sagrou campeã peso-mosca, com direito a duas defesas de título bem-sucedidas. Resta saber qual será o próximo passo na carreira da atleta curitibana.

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  • Ariane Lipski é superada por Wang Cong no UFC 316 e se complica no Ultimate

    Ariane Lipski é superada por Wang Cong no UFC 316 e se complica no Ultimate

    A brasileira Ariane Lipski foi derrotada por decisão unânime pela chinesa Wang Cong, neste sábado (7), em duelo válido pelo card preliminar do UFC 316, realizado em Newark (EUA). O resultado amplia a fase negativa da curitibana, que agora acumula três reveses seguidos e passa a viver um momento de forte pressão dentro do Ultimate.

    A preparação da “Rainha” já havia sido marcada por contratempos. Durante o camp, a atleta enfrentou problemas médicos que afetaram seu desempenho. Para piorar, ela não conseguiu bater o peso da categoria dos moscas (57 kg), ficando cerca de 2,7 kg acima do limite permitido. Ocupando a 13ª colocação no ranking, o novo revés pode custar sua posição entre as 15 melhores da divisão.

    A luta

    No octógono, a chinesa adotou desde os primeiros instantes uma estratégia clara e eficiente: investir nos chutes baixos para comprometer a base da adversária. Ainda assim, Lipski mostrou garra e personalidade, respondeu com boas sequências de golpes, além de conectar um joelho e um chute alto que chegaram a desestabilizar Wang no primeiro round. No entanto, o castigo na perna esquerda dificultou sua movimentação e passou a afetar seu desempenho.

    Na segunda parcial, a brasileira tentou mudar o rumo da luta ao buscar uma queda, mas esbarrou na sólida defesa da oponente. Apesar da frustração na tentativa de grappling, ainda teve bons momentos em pé, balançando a rival com dois cruzados de direita. A chinesa, no entanto, manteve o plano de jogo e continuou castigando a perna já bastante comprometida, o que chegou a fazer Ariane cair de dor.

    O round final começou com Wang acelerando o ritmo em busca de uma interrupção. A curitibana tentou reagir na base da força e da agressividade, mas teve dificuldades para encontrar o melhor momento. Nos instantes finais, partiu para o tudo ou nada, tentando um nocaute salvador, mas não conseguiu reverter o cenário.

    Resultados UFC 316

    Wang Cong venceu Ariane Lipski por decisão unânime;

    Joosang Yoo nocauteou Jeka Saragih no primeiro round;

    Quillan Salkilld venceu Yanal Ashmoz por decisão unânime;

    Marquel Mederos venceu Mark Choinski por decisão unânime.

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  • Treinador revela que tumor no cérebro originou falha de Ariane Lipski na balança do UFC 316

    Treinador revela que tumor no cérebro originou falha de Ariane Lipski na balança do UFC 316

    Na manhã desta sexta-feira (6), Ariane Lipski roubou a cena na pesagem oficial do UFC 316, em Newark (EUA), mas não por um bom motivo. Isso porque, ao subir na balança, a atleta da divisão dos moscas (57 kg) excedeu em 6 libras (cerca de 2,7 kg) a marca limite da categoria, colocando até mesmo sua participação no evento em risco. Mas, aparentemente, há uma explicação para o problema no corte de peso da curitibana.

    Em bate-papo com a reportagem da Ag Fight, Renato Rasta – treinador e marido da peso-mosca – revelou que a grave falha na balança cometida por Ariane teve origem em um mudança provocada por um tumor no cérebro da lutadora. De acordo com o profissional, após a descoberta da massa do tumor benigno, durante o camp de preparação, ficou decidido que a lutadora passaria a ser acompanhada por um nutricionista no processo de dieta e corte de peso – função que antes era de responsabilidade do próprio treinador.

    Com isso, um novo protocolo de corte de peso foi incorporado pela dupla na preparação para o UFC 316. E segundo o treinador, a mudança acabou se mostrando prejudicial, impedindo que Ariane conseguisse cumprir com sua obrigação na pesagem desta sexta-feira e fazendo com que a brasileira cometesse uma grave infração na balança.

    “Durante o camp, fizemos exames de sangue que apresentaram alterações hormonais. Nossos médicos pediram um exame do cérebro para ver o que fazia a prolactina ficar tão elevada. Aí descobriram um pequeno tumor na pituitária. É um tumor benigno, bem pequeno, tipo uma verruga que formou no cérebro dela, e esse tumor fez com que desse essa alteração hormonal. Faltavam quatro semanas para a luta e, com ajuda de um nutricionista, fizemos alterações na dieta para reduzir o cortisol, além da prolactina. No corte de peso, ele fez algo diferente do que normalmente fazemos. No procedimento, infelizmente, houve um erro de estratégia. O corpo dela deu um choque antes da hora e travou. Ela não baixava mais o peso”, explicou Renato Rasta.

    Luta de pé

    Apesar da falha na balança, a participação de Ariane Lipski no UFC 316, neste sábado, está de pé. A informação, que já havia sido compartilhada pela adversária da brasileira, a chinesa Wang Cong, foi confirmada também pelo treinador da curitibana. Assim, Ariane Lipski vs Wang Cong segue no card da edição 316, em Newark.

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  • Ariane Lipski cita treinos de wrestling com Henry Cejudo como trunfo para o UFC 316

    Ariane Lipski cita treinos de wrestling com Henry Cejudo como trunfo para o UFC 316

    Em 2023, Ariane Lipski da Silva passou pela temporada perfeita no UFC, conquistando três vitórias em três lutas disputadas no período. O retrospecto positivo alçou a brasileira ao ranking dos pesos-moscas (57 kg). No último ano, entretanto, sua ascensão foi freada por duas derrotas em sequência. Disposta a deixar a má fase no passado e voltar à coluna dos triunfos, ‘The Queen’, como é conhecida, se forçou a sair da zona de conforto. E isso, para a especialista em muay thai, significa mergulhar de cabeça no mundo da luta agarrada.

    De olho em aparar as principais lacunas de seu jogo no MMA, Ariane decidiu migrar temporariamente para Phoenix (EUA), onde treinou por quase um mês na academia ‘Fight Ready’. Por lá, a brasileira teve o acompanhamento de ninguém mais ninguém menos que Henry Cejudo, campeão olímpico de wrestling. Ao lado de ‘Triple C’ e companhia, Lipski conseguiu experienciar uma verdadeira imersão na modalidade – experiência que agregou ao seu arsenal, conforme a própria relatou em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight.

    “A gente passou três semanas lá no começo de janeiro, ainda não estava com luta marcada. Mas desde a última luta, eu decidi focar muito no wrestling. O wrestling completo, não só voltado para o MMA, mas a base mesmo. Então fui para Phoenix, tive ótimos treinos lá. Consegui treinar com o Angel Cejudo, o irmão do Henry Cejudo, que dá aula em uma das melhores turmas de wrestling nos EUA. Tive a oportunidade de treinar com o Henry Cejudo também, com a Tracy (Cortez), então foi uma experiência muito boa. Conheci uma atleta olímpica da França que também me ajudou bastante nos treinos. Consegui evoluir muito o meu jogo de wrestling. A gente deu um gás desde a última luta, nesses meses focando só na parte de grappling”, relembrou.

    Saída da zona de conforto

    Com os resultados negativos das últimas rodadas, Ariane decidiu inovar e sair da zona de conforto para buscar um desfecho positivo na próxima rodada. Conhecida por sua agressividade em pé, a representante da ‘Rasthai Temple’ não quer desviar de suas raízes, e sim agregar novas armas e habilidades para evoluir como artista marcial. Curiosamente ou não, em sua última derrota, contra Jasmine Jasudavicius, Lipski foi finalizada. O revés foi o combustível necessário para a brasileira focar no setor.

    “Todas as artes marciais estão em constante evolução. Então temos que estar sempre evoluindo e aprendendo. Lógico que não podemos perder a essência. Sou uma striker e sempre quero colocar isso em ação quando vou para a luta. Mas é MMA, também sou finalizadora e agora estou trabalhando a parte do wrestling. O MMA nos desafia a sair da zona de conforto, a não ficar só onde gosto ou quero. Tenho que estar evoluindo junto com o esporte, sair da minha zona de conforto e me surpreender com o que posso fazer em todas as artes marciais”, frisou a curitibana.

    Neste sábado (7), em Newark (EUA), Ariane enfrenta Wang Cong no card preliminar do UFC 316. Além de tentar espantar a má fase, a brasileira defende a sua 13ª posição do ranking. E, diante da rival chinesa, uma striker de elite, Lipski pode ter a oportunidade ideal para testar sua evolução no wrestling e ter o braço erguido novamente após um ano e meio de jejum.

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  • Dose dupla! Ultimate confirma dois atletas brasileiros para o card do UFC 316, em junho

    Dose dupla! Ultimate confirma dois atletas brasileiros para o card do UFC 316, em junho

    O UFC 316, agendado para o dia 7 de junho em Newark, Nova Jersey (EUA), começa a se desenhar com lutas que chamam a atenção dos fãs ao redor do mundo. E para o público brasileiro, o evento também já reserva expectativas, visto que dois atletas do país estão oficialmente confirmados no card: Ariane Lipski e Bruno ‘Bulldog’, ambos em ação na categoria dos pesos-moscas (57 kg).

    Ariane enfrentará a chinesa Wang Cong em luta prevista para três rounds. A atleta curitibana tenta interromper a sequência de duas derrotas no UFC e busca um resultado positivo para se manter ativa na organização. Já sua oponente vem embalada por vitória contra Bruna Brasil e chega ao confronto com status de promessa em ascensão na categoria.

    Ex-campeã do ‘KSW’, Lipski estreou no UFC em 2019. Desde então, somou altos e baixos no octógono. Entre suas principais vitórias estão os triunfos contra Mandy Böhm e JJ Aldrich, que demonstraram seu potencial ofensivo, especialmente na trocação.

    Outro brasileiro confirmado no card é Bruno Silva, popularmente conhecido como ‘Bulldog’. O peso-mosca vai enfrentar Joshua Van, em combate originalmente marcado para o UFC 313, mas adiado após uma lesão do paulista. A luta agora tem nova data e promete ser um desafio relevante para ambos os atletas.

    Bruno vinha de uma sequência de quatro vitórias antes de ser derrotado por Manel Kape, em dezembro de 2024. Natural de Piracicaba (SP), ele estreou no Ultimate em 2022 e, desde então, tenta se consolidar na divisão. Já seu rival tem chamado atenção pela consistência e agressividade, o que o posiciona como um nome em ascensão no peso-mosca.

    Disputas de cinturão movimentam o evento

    Além dos brasileiros, o UFC 316 contará com duas disputas de cinturão. No peso-galo (61 kg), Merab Dvalishvili defenderá o título em revanche contra Sean O’Malley. Já entre as mulheres, o cinturão do peso-galo feminino estará em jogo com o duelo entre a campeã Julianna Peña e a ex-PFL Kayla Harrison. O card ainda está em construção e novos nomes devem ser anunciados nas próximas semanas.

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  • UFC 312: Bruna Brasil é dominada na trocação e perde para rival chinesa

    UFC 312: Bruna Brasil é dominada na trocação e perde para rival chinesa

    Depois de iniciar sua trajetória no Ultimate nos pesos-palhas (52 kg) de maneira promissora, Bruna Brasil optou em subir de categoria e se aventurar nos moscas (57 kg). Mas a estreia da brasileira na nova divisão não foi como ela esperava. Neste sábado (8), no card do UFC 312, diante de Wang Cong, a atleta da ‘Fighting Nerds’ não apresentou um bom desempenho e acabou superada na decisão unânime dos juízes.

    Diante de uma rival com uma carreira consolidada no kickboxing, Bruna não conseguiu achar o tempo e distância necessária para incomodar Wang. A chinesa, por sua vez, demonstrou sua especialidade na trocação com uma belo arsenal de golpes, com direito a chutes, joelhadas e cruzados. Agora resta saber se após o mais recente tropeço a brasileira irá se manter nos moscas ou se optará por retornar aos palhas.

    A luta

    No início do duelo, as atletas trocaram chutes baixos na panturrilha. Especialista na trocação, Wang soltou mais as mãos, enquanto Bruna seguiu apostando nos chutes na perna da rival. Com um volume maior de golpes, a chinesa abriu uma margem no primeiro assalto. Nos segundos finais, a brasileira arriscou um chute rodado alto, mas viu Cong segurar sua perna e a derrubar.

    Assim como o primeiro round, a segunda parcial começou com bastante estudo de ambas as partes. Com uma variedade maior de golpes em pé e marchando para frente, Cong seguiu um passo à frente no confronto. Mais apática no período, Bruna não conseguiu achar a distância para conectar seus ataques. Nos segundos finais, a chinesa deu uma ‘blitz’, acuando a oponente contra a grade até o soar do gongo.

    Cong acelerou o ritmo no terceiro round com bons cruzados e um pisão frontal. No melhor momento da chinesa, Bruna surpreendeu com um cruzado de contragolpe que balançou a adversária. Após o susto, Wang voltou a controlar as ações do combate, com um kickboxing do mais alto nível. 

    Confira os resultados do UFC 312 até então:

    Wang Cong venceu Bruna Brasil por decisão unânime

    Aleksandre Topuria venceu Colby Thicknesse por decisão unânime

    Rong Zhu venceu Kody Steele por decisão unânime

    Jonathan Micallef venceu Kevin Jousset por decisão unânime

    Quillan Salkilld venceu Anshul Jubli por nocaute técnico no primeiro round

  • Bruna Brasil exalta trabalho do amigo Caio Borralho como técnico: “É um cara genial”

    Bruna Brasil exalta trabalho do amigo Caio Borralho como técnico: “É um cara genial”

    Bruna Brasil e Caio Borralho fazem parte da mesma equipe, a ‘Fighting Nerds’, de São Paulo (SP). Mas a relação entre os dois vai além do fato de serem parceiros de time. Na verdade, o top da divisão dos médios (84 kg) – mesmo ainda em atividade – se tornou treinador da peso-palha (52 kg) e, inclusive, estará no corner da lutadora neste sábado (8), no UFC 312, na Austrália. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, ‘The Special One’ abriu o jogo sobre sua relação com o amigo e colega de treinos.

    Mesmo ciente de possíveis ausências de Caio em momentos importantes, já que o maranhense pode ter compromissos próprios agendados pelo UFC, Bruna tomou a decisão de nomeá-lo como o responsável pelo planejamento de seus combates, confiante na inteligência demonstrada pelo parceiro de time. Outro fator fundamental para a escolha da lutadora foi o aspecto emocional. Além de terem uma boa relação de amizade, Borralho parece ter entendido qual a melhor forma de se comunicar com a peso-palha.

    O Caio é o meu treinador, desde a luta da Molly McCann a gente definiu isso. Ele disse que vai estar comigo. Claro que a gente sabe que ele tem a carreira dele. Então, eu falei para ele: ‘Zero expectativas. Quando você não tiver disponibilidade, eu estou super tranquila’. Mas enquanto eu tiver ele do meu lado, enquanto eu puder ter ele do meu lado, vai ser muito bom. É um cara genial. Mesmo que ele não possa vir como corner, ele vai estar presente em todos o planejamento das minhas lutas. É um cara muito inteligente. Ele trabalha com a verdade, com a verdade do que é a luta. Ele não mistifica ou cria coisas irreais. A gente trabalha muito com o que realmente é, ele é um cara que sabe fazer isso muito bem”, contou Bruna.

    Relação de irmãos

    Mais do que o QI de luta do peso-médio, que de fato chama a atenção inclusive nos seus próprios combates no octógono do UFC, o que parece ter atraído a lutadora na parceria com Borralho foi a empatia e confiança demonstrada pelo colega de time em um momento difícil de sua carreira, quando foi derrotada por Loma Lookboonmee, em fevereiro do ano passado. A partir deste momento, inclusive, Bruna acredita que, mais do que a relação profissional, os dois passaram a nutrir um carinho de irmãos um pelo outro.

    “A nossa relação começou em Vegas, no ano passado, nessa mesma época do ano, quando eu fiz a minha luta contra a tailandesa. Foi uma luta que, para mim, foi muito difícil lidar com o resultado. E ele foi um cara que me apoiou bastante. A gente ficou um tempo a mais em Vegas juntos. Então, a gente criou uma relação muito boa. E ele foi muito empático comigo, realmente me abraçou de um jeito que eu nem imaginava. Ele falou: ‘Você tem uma capacidade como atleta muito grande e eu quero muito te ajudar nisso, a desenvolver’. Eu acho que ele meio que me pegou e colocou debaixo do braço e falou: ‘Vou te ajudar, estamos juntos’. E eu tenho uma admiração muito grande por ele, a gente tem uma amizade muito grande, e é quase essa relação mesmo que ele fala, de irmão mais velho e irmã mais nova”, concluiu.

    Neste sábado, Bruna Brasil volta ao octógono mais famoso do mundo para encarar a chinesa Wang Cong, no card do UFC 312, na Austrália. Com Caio Borralho mais uma vez ao seu lado, como treinador, a peso-palha vai em busca de sua primeira sequência positiva no principal evento de MMA do planeta, onde, até o momento, intercalou vitórias e derrotas nos seus quatro primeiros compromissos.

  • UFC encaminha Bruna Brasil vs Wang Cong para card numerado na Austrália, em fevereiro

    UFC encaminha Bruna Brasil vs Wang Cong para card numerado na Austrália, em fevereiro

    No início de dezembro, o Ultimate anunciou as duas lutas principais do UFC 312, que lideram o card com disputas de cinturões previstas. Com a porção principal encaminhada, o evento com sede em Sydney, na Austrália, como um todo, também passa a ganhar corpo e tomar uma versão quase definitiva. A mais nova adição ao show programado para o dia 8 de fevereiro é o confronto entre Bruna Brasil e Wang Cong. A disputa, válida pela divisão dos moscas (57 kg), foi apurada em primeira mão pela equipe de reportagem da Ag Fight.

    Depois de trilhar seu caminho no Ultimate até aqui na divisão dos palhas (52 kg), Bruna sobe de categoria para enfrentar a renomada striker chinesa. A representante da Fighting Nerds chega embalada pela vitória sobre Molly McCann, em julho de 2024. Já Wang Cong tenta se reabilitar após perder a invencibilidade no MMA profissional contra a também brasileira Gabriela Fernandes, em novembro passado.

    Cinturões em jogo

    Além do embate entre Bruna e Cong, o UFC 312 contará com duas disputas de cinturão. Entre os homens, Dricus du Plessis tenta defender o título dos pesos-médios (84 kg) em uma revanche contra Sean Strickland, que serve como a atração principal da noite. Já no ‘co-main event’, entre as mulheres, a chinesa Weili Zhang tenta se manter como soberana na divisão dos palhas contra a invicta no MMA profissional Tatiana Suarez.

  • Deiveson Figueiredo bate o peso e confirma luta principal do UFC China contra Petr Yan

    Deiveson Figueiredo bate o peso e confirma luta principal do UFC China contra Petr Yan

    O card do UFC China deste sábado (23) será realizado em um horário alternativo, mais cedo do que de costume. Desta forma, a pesagem oficial do evento também contou com alteração na data e horário, sendo promovida na noite da última quinta-feira. E, durante a cerimônia, Deiveson Figueiredo e Petr Yan, protagonistas do show sediado em Macau, venceram a balança e confirmaram a luta principal da atração.

    Quinto colocado do ranking, Deiveson cravou 61,2 kg na balança. Já Petr Yan, que ocupa a terceira posição da categoria, surgiu cerca de 200 gramas mais pesado, com a marca de 61,4 kg. O confronto de ex-campeões, além de liderar o card do UFC China, tende a aproximar o vencedor de uma eventual disputa de título na categoria dos pesos-galos – que atualmente pertence ao georgiano Merab Dvalishvili.

    Co-main event

    No co-main event do show, um duelo Brasil vs China também promete movimentar a parte de cima do ranking das pesos-palhas (52 kg). Número 10 do ranking, Tabatha Ricci enfrenta a número dois e ex-desafiante ao cinturão Yan Xiaonan. De olho em um primeiro title shot dentro da organização, ‘Baby Shark’ passou pela balança com a marca de 52,3 kg. Sua rival, por sua vez, surgiu cerca de 300 gramas mais pesada, com 52,6 kg.

    Brasileira vs Coringa?

    Durante as encaradas, realizadas logo após a pesagem, quem roubou a cena foi Wang Cong, adversária de Gabriella Fernandes. Mais conhecida como ‘Joker’, a striker asiática surgiu no palco com a maquiagem em alusão ao personagem e vilão ‘Coringa’. Com direito a interpretação, Cong chegou a fingir um disparo de arma contra sua oponente, que não se intimidou (veja abaixo ou clique aqui). Para a ocasião, a brasileira e a chinesa atingiram o mesmo peso, com a marca de 57,1 kg.

    Já no card preliminar, em confronto que abre o UFC China, Nikolas Motta mede forças contra Maheshate. Com 70,3 kg na balança, o brasileiro confirmou sua participação no card. Já o atleta da casa também cumpriu sua obrigação e pesou cerca de 200 gramas a mais que o oponente, com a marca de 70,5 kg.

    Confira abaixo todos os pesos atingidos pelos atletas do UFC China:

    Petr Yan (61,4 Kg) x Deiveson Figueiredo (61,2 Kg)

    Yan Xiaonan (52,6 Kg) x Tabatha Ricci (52,3 Kg)

    Song Kenan (77,5 Kg) x Muslim Salikhov (77,3 Kg)

    Wang Cong (57,1 Kg) x Gabriella Fernandes (57,1 Kg)

    Volkan Oezdemir (93,4 Kg) x Carlos Ulberg (93,2 Kg)

    Zhang Mingyang (92,9 Kg) x Ozzy Diaz (92,9 Kg)

    Baergeng Jieleyisi (61,2 Kg) x Su Young Yu (61,4 Kg)

    Kiru Sahota (57,1 Kg) x Dong Hun Choi (56,9 Kg)

    Shi Ming (52,3 Kg) x Feng Xiaocan (52,1 Kg)

    Nyamjargal Tumendemberel (56,9 Kg) x Carlos Hernandez (56,9 Kg)

    Lone’er Kavanagh (57,1 Kg) x Jose Ochoa (56,7 Kg)

    Xiao Long (61,2 Kg) x Quang Le (61,6 Kg)

    Maheshate (70,5 Kg) x Nikolas Motta (70,3 Kg)