Tag: julgamento

  • Jon Jones se pronuncia após ser absolvido por suposta fuga de acidente: “Nunca estive lá”

    Jon Jones se pronuncia após ser absolvido por suposta fuga de acidente: “Nunca estive lá”

    Na tarde da última terça-feira (2), Jon Jones se viu livre de mais um eventual problema com a lei. Acusado criminalmente de supostamente se envolver em um acidente e fugir do local, o ex-campeão do UFC, após investigação do caso, viu as acusações contra seu nome serem retiradas, sendo absolvido judicialmente. E não demorou muito para que ‘Bones’ se pronunciasse sobre o episódio. Através de suas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui), o ‘GOAT’ do MMA quebrou o silêncio, reforçou sua inocência e questionou o ‘modus operandi’ da Polícia de Albuquerque para lidar com a situação.

    Vale ressaltar que, anteriormente, antes mesmo de ter sido inocentado oficialmente, o advogado de Jones, Christopher Dodd, já havia acusado o departamento de polícia local de perseguição contra o astro do UFC, alegando insuficiência de provas para indiciar seu cliente das acusações. Essa linha de raciocínio foi ratificada pelo próprio lutador, que ainda relembrou que a ‘bomba’ envolvendo seu nome ainda colocou em segundo plano um momento importante de sua carreira, o anúncio de sua então aposentadoria.

    “Gostaria de agradecer ao Ministério Público por revisar cuidadosamente os fatos e, por fim, me absolver completamente. Sempre acreditei na importância da verdade e da justiça, e sou grato pelas evidências falarem por si. O simples fato é este: eu nunca estive lá. Nem saí de casa naquela noite (do acidente), e todas as evidências provaram isso”, frisou Jones, em parte de seu comunicado.

    Relembre o caso

    De acordo com os registros policiais, o incidente – que não contou com lesões graves ou mortes – ocorreu no dia 24 de fevereiro. Entretanto, Jones só foi indiciado meses depois, mais precisamente no dia 17 de junho. Na cena do acidente, uma mulher foi encontrada no banco do passageiro “apresentando sinais de embriaguez significativa e sem roupas da cintura para baixo”. Na chegada da polícia, a mulher teria dito aos agentes que Jon Jones era o motorista do carro. Em seguida, ela ligou para o astro do UFC e entregou seu celular para um dos oficiais, que relatou que o homem que atendeu, ao qual eles acreditavam ser o ex-campeão, “parecia estar fortemente embriagado e fez declarações violentas”.

    A mulher admitiu à polícia que ingeriu álcool e consumiu cogumelos na casa de Jones e, quando se deu conta, já estava no local do acidente. Ela disse à polícia que a última pessoa de quem se lembrava dirigindo seu veículo era Bones. O lutador, por sua vez, interrogado dias depois, alegou que a mulher de fato esteve em sua residência com sinais de embriaguez, e que teria ligado para ele após se envolver no acidente de trânsito

    Confira o pronunciamento completo abaixo:

    “Gostaria de começar agradecendo ao Ministério Público por revisar cuidadosamente os fatos e, por fim, me absolver completamente. Sempre acreditei na importância da verdade e da justiça, e sou grato pelas evidências falarem por si. O simples fato é este: eu nunca estive lá. Nem saí de casa naquela noite (do acidente), e todas as evidências provaram isso.

    Neste caso, houve uma pressa em julgar antes que qualquer evidência real fosse reunida. Entendo que, no tribunal da opinião pública, as alegações podem ter parecido críveis, especialmente considerando meus erros passados. Mas, quando essas alegações se tornaram públicas, eu tinha acabado de me aposentar das competições, e esse momento foi roubado de mim por alguém que fez falsas acusações para evitar responsabilização real por uma infração por dirigir sob efeito de álcool.

    Espero sinceramente que essa pessoa seja responsabilizada pelas autoridades policiais de Albuquerque. Eles não apenas atrapalharam minha aposentadoria, como também fizeram nosso departamento de polícia parecer negligente no processo. É profundamente preocupante que, no mundo de hoje, uma única acusação falsa possa tirar tanto de alguém antes mesmo que qualquer evidência seja considerada”, escreveu Bones.

    Siga nossas redes sociais e fique ligado nas notícias do mundo da luta: XInstagramFacebookYoutube e TikTok

  • Campeão olímpico se declara culpado após ser preso em operação contra prostituição

    Campeão olímpico se declara culpado após ser preso em operação contra prostituição

    No início do mês, Kyle Snyder foi preso pela Polícia de Columbus, em Ohio (EUA), acusado de envolvimento com prostituição. Pouco mais de uma semana após ser flagrado durante uma operação secreta, o campeão olímpico de wrestling respondeu judicialmente pelo caso. Nesta segunda-feira (19), o americano compareceu ao Tribunal, onde se declarou culpado e encerrou seu processo.

    Acusado inicialmente de envolvimento com prostituição, Snyder se declarou culpado de uma acusação menor, por conduta desordeira. De acordo com o site ‘MMA Fighting’, a juíza responsável pelo caso, Cynthia Ebner aceitou sua confissão depois que o condecorado wrestler assumiu responsabilidade por suas ações.

    Para ver o caso ser encerrado, Kyle precisou ser alvo de duas sanções. O americano foi multado em 250 dólares (R$ 1.417), além das custas judiciais, após se declarar culpado por conduta desordeira. Além da taxa a ser paga, Snyder precisou passar pela ‘John School’ – uma espécie de curso educacional para pessoas presas por acusações de prostituição.

    “Eu aprendi bastante durante este processo. Me ensinou muito sobre mim mesmo e agora planejo fazer escolhas bem melhores. O ‘John School’ foi muito bom. É um ótimo curso onde aprendi o porquê eu tomei a decisão que tomei. Eu tinha muito orgulho. Aprendi sobre o impacto que essas decisões têm não somente sobre minha família, mas em toda a comunidade”, destacou o wrestler americano durante seu julgamento, de acordo com o site ‘MMA Fighting’.

    Relembre o caso

    Kyle foi um dos 16 homens flagrados durante uma operação secreta que visava diminuir os níveis da prática de sexo remunerada em Ohio – conduta ilegal em todos os estados dos Estados Unidos, com exceção de Nevada. Para efetuar possíveis prisões, a polícia publicou anúncios falsos de algumas acompanhantes online como parte da estratégia, a fim de monitorar as respostas.

    Um sujeito, posteriormente identificado como Snyder, teria mandado uma mensagem de texto para o número listado na divulgação, aceitando se encontrar com a suposta mulher em um hotel local de Columbus. Ao chegar no local, Kyle teria pago uma policial disfarçada com dinheiro em espécie e solicitado sexo oral. O wrestler olímpico foi então preso em flagrante por envolvimento com prostituição, mas posteriormente liberado.

    Carreira brilhante no wrestling

    Snyder é uma das maiores referências da modalidade nos EUA da última década. Nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, ele se tornou o americano mais jovem da história a conquistar a medalha de ouro no wrestling. Na edição seguinte, em Tóquio, Kyle bateu na trave, mas conseguiu levar a medalha de prata. Além do currículo olímpico, o atleta de 29 anos é sete vezes medalhista em Mundiais e três vezes campeão nacional, quando ainda representava a Universidade Estadual de Ohio.

    Siga nossas redes sociais e fique ligado nas notícias do mundo da luta: XInstagramFacebookYoutube e TikTok

  • Ex-campeão do UFC desabafa às vésperas de julgamento por tentativa de homicídio

    Ex-campeão do UFC desabafa às vésperas de julgamento por tentativa de homicídio

    O futuro de Cain Velasquez deve ser definido nesta segunda-feira (24). Afinal de contas, esta é a data programada do julgamento do veterano, acusado de tentativa de homicídio. Prestes a se deparar com a sentença final no Tribunal de Justiça de Santa Clara, em San Jose, na Califórnia (EUA), o ex-campeão peso-pesado do UFC – até então discreto sobre o episódio – quebrou o silêncio e desabafou sobre o caso às vésperas de sua iminente sentença.

    Em recente participação no ‘Kyle Kingsbury Podcast’, Cain se mostrou arrependido de sua conduta, alegando que ‘fazer justiça com as próprias mãos’ é um erro grave. Após já ter tido a experiência de ficar oito meses preso por conta do episódio, até ter direito à fiança estabelecido, o ex-astro do Ultimate destacou que está disposto a acatar qualquer que seja a decisão do Tribunal. Dado à magnitude do caso, Velasquez pode receber uma pena longa.

    “O que posso dizer é que a forma que lidei com as coisas não foi a forma (certa) a se fazer. Não podemos colocar a lei em nossas próprias mãos. Já me declarei culpado, então vou receber uma sentença (segunda-feira). Sei o que fiz e sei que foi muito perigoso para outras pessoas, sabe? Não só as envolvidas no caso, mas pessoas inocentes. Compreendo o que fiz e estou disposto a fazer tudo que for preciso para pagar por isso. O que quer que o Tribunal considere correto, aceitarei de cabeça erguida, sem jogar o ‘jogo da culpa’. Fui eu que fiz aquilo e reagi daquela forma”, frisou o ex-lutador do Ultimate.

    Relembre o caso

    Preso em fevereiro de 2022, Cain foi acusado de tentativa de homicídio, dentre outros crimes, após supostamente se envolver em uma perseguição de carro em alta velocidade e disparar vários tiros em um veículo contendo Harry Goularte, acusado de abusar sexualmente de seu filho de, na época, apenas quatro anos, em uma creche. Um dos disparos acabou acertando o padrasto do alvo original, Paul Bender, resultando em um ferimento no braço.

    Após oito meses detido na prisão, Velasquez teve o direito à fiança concedido e estabelecido em 1 milhão de dólares (R$ 5 milhões na cotação da época). Após pagar a multa, em novembro de 2022, o ex-campeão do UFC foi liberado e passou a responder o processo em liberdade, de sua casa. Após ser solto, o veterano de 42 anos já participou, inclusive, de eventos pontuais na função de corner – mediante a liberação prévia da Justiça.

    No entanto, apesar de responder sobre o caso em liberdade, o drama de Velasquez pode aumentar significativamente no Tribunal. Afinal de contas, caso seja considerado culpado no julgamento por tentativa de homicídio, o peso-pesado pode pegar uma pena pesada e, de acordo com o código penal da Califórnia, amargar uma longa sentença na prisão.

  • Ex-campeão do UFC, Cain Velasquez reforça a GFL no cargo de gerente de equipe

    Ex-campeão do UFC, Cain Velasquez reforça a GFL no cargo de gerente de equipe

    Criada no fim de 2024, a Global Fight League tem se movimentado bastante no mercado. Depois de contratar inúmeros lutadores de destaque para seu plantel, a liga de MMA assinou com outra lenda da modalidade: Cain Velasquez. Ex-campeão do UFC, o peso-pesado, porém, não entrará em ação na companhia como atleta. Aos 42 anos, o wrestler americano cumprirá uma função diferente, como gerente de equipe.

    A novidade foi anunciada pela própria organização, através de um comunicado enviado à imprensa. Sendo assim, Velasquez será um dos líderes das seis equipes que serão formadas para dar início à temporada regular. Ainda de acordo com o ‘release’, Cain escolheu seu fiel escudeiro, Javier Mendez, como o treinador de seu time. Líder da ‘American Kickboxing Academy’, o experiente profissional já afiou as habilidades de lendas do MMA como Daniel Cormier, Khabib Nurmagomedov e Islam Makhachev.

    Timing problemático para Cain

    Além da novidade, outro fator que chamou bastante a atenção dos fãs foi o ‘timing’, no mínimo, problemático para Velasquez. Afinal de contas, o ‘draft’ da GFL está programado para o dia 24 de janeiro. Entretanto, no mesmo dia em que serão formadas as equipes da nova liga de MMA, Cain terá que comparecer ao Tribunal para uma audiência de sentença. Acusado de tentativa de homicídio, o ex-campeão do UFC pode, inclusive, cumprir uma pena de 20 anos até a prisão perpétua caso seja considerado culpado no julgamento.

    Modelo de disputa original

    De acordo com Darren Owen, co-fundador da liga, seis equipes vão disputar a temporada regular e inaugural da GFL e cada uma será composta por 20 lutadores, sendo dois representando cada uma das dez categorias de peso (sete masculinas e três femininas). Os times serão formados através de um ‘draft’, assim como nos principais esportes americanos, programado para acontecer no dia 24 de janeiro.

    Assim como acontece na PFL, a GFL vai utilizar um sistema de pontuação ao longo de sua temporada regular. Se o profissional vencer a luta por via rápida (finalização ou nocaute), irá ganhar quatro pontos para o seu respectivo time. O atleta que vencer por decisão receberá três pontos. O empate vale dois pontos. Já o lutador que for derrotado por decisão soma um ponto. Quem perder pela via rápida não pontua. Sendo assim, as quatro equipes com a maior pontuação na primeira fase avançam para a semifinal.

  • Conor McGregor é declarado culpado em caso de agressão sexual na Irlanda

    Conor McGregor é declarado culpado em caso de agressão sexual na Irlanda

    Acusado de abuso sexual em um processo civil que já durava mais de duas semanas no Tribunal de Dublin, na Irlanda, Conor McGregor foi declarado culpado nesta sexta-feira (22). Confirmada com o veredito do júri como a vítima do caso, Nikita Hand será indenizada pelo lutador irlandês com uma quantia de 248,6 mil euros (cerca de R$ 1,5 milhão). Por não se tratar de uma acusação criminal e sim uma ação civil, o ex-campeão peso-pena (66 kg) e peso-leve (70 kg) do UFC não corre risco de ser preso. As informações foram dadas em primeira mão pelos portais ‘Irish Mirror’ e ‘Yahoo Sports’.

    O julgamento do caso no Tribunal teve início no início de novembro, quando Nikita testemunhou contra McGregor e admitiu que temeu pela própria vida durante a interação entre os dois. Dias depois, o lutador irlandês negou as acusações, admitindo a prática sexual com a mulher, mas relatando que o ato teria sido consensual. Após análise de evidências e depoimentos, o júri chegou ao veredito que Conor foi culpado no episódio. Com uma multidão de membros da imprensa à sua espera, ‘Notorious’ deixou o estabelecimento sem comentar a decisão da Justiça (veja abaixo ou clique aqui).

    Pronto para receber o desfecho do caso, McGregor compareceu ao Tribunal nesta sexta-feira acompanhado de sua esposa Dee Devlin e outros membros de sua família, assim como sua equipe jurídica. Apesar do apoio massivo, o irlandês não se livrou da derrota judicial. Já James Lawrence, também acusado por Nikita Hand, teve o júri decidindo a seu favor, negando a agressão sexual alegada. A sessão desta sexta-feira que culminou no desfecho do caso durou cerca de seis horas e dez minutos.

    Relembre o caso

    O episódio ocorreu no dia 9 de dezembro de 2018. Com contato com McGregor através de seus primos, Nikita enviou uma mensagem para o lutador irlandês durante uma confraternização com colegas de trabalho. Antes de se encontrar com o astro do UFC, a vítima admitiu ter ingerido bebidas alcoólicas e feito uso de cocaína. Mais tarde naquela mesma noite, Conor e o homem identificado como James Lawrence foram até o encontro de Nikita e levaram ela e uma amiga para passear de carro.

    Após um tempo no veículo, os envolvidos no caso se encaminharam para o Hotel Beacon, em Dublin (IRL), onde, em uma mansão, foi julgado ter ocorrido de fato a violência sexual. Bastante comovida durante seu testemunho no Tribunal, Nikita Hand relembrou a postura agressiva de McGregor durante o ato.

    “Ele estava vindo para cima de mim. Ele começou a tentar me beijar, esfregando meu rosto. Eu sabia o que ele estava procurando. Eu disse: ‘Não, não me sinto confortável, conheço Dee (sua esposa), conheço a família dela’. Eu estava tentando convencê-lo de que não queria nada. Eu não queria fazer sexo e não estava lá para nada disso. Ele simplesmente não aceitava um não como resposta. Ele então me prendeu na cama. Me lembro de colocar os braços contra o peito para mantê-lo o mais longe possível de mim. Ele apenas continuou empurrando seu peso em cima de mim”, relembrou Nikita, em frente ao júri.

    Carreira afetada?

    Com uma trajetória recheada de polêmicas fora do octógono e pendências na Justiça, o recente veredito de culpado de agressão sexual abala ainda mais a imagem de McGregor. Entretanto, na teoria, o julgamento não afetaria um eventual retorno do irlandês ao UFC, já que ele não sofrerá sanções criminais, apenas condenado a indenizar a vítima do caso. Apesar de livre para competir, Conor já protagoniza uma extensa novela sobre sua possível volta à ativa. O astro do MMA não entra em ação há mais de três anos e seu futuro nos esportes de combate fica cada dia mais incerto.

  • Suposta vítima de abuso sexual depõe contra McGregor no Tribunal: “Achei que ia me matar”

    Suposta vítima de abuso sexual depõe contra McGregor no Tribunal: “Achei que ia me matar”

    Nesta terça-feira (5), Conor McGregor compareceu ao Tribunal Superior de Dublin para participar do primeiro dia de julgamento de uma ação civil movida contra ele e James Lawrence por Nikita Ni Lamhain, que alega ter sido vítima de abuso sexual praticado por ambos. Com a presença do astro do UFC, da suposta vítima e de algumas testemunhas envolvidas no caso – que teria ocorrido em dezembro de 2018 -, detalhes sobre o episódio foram revelados no processo mediado pelo juiz Alexander Owens.

    A principal novidade veio com o depoimento prestado por Daniel Kane, médico que teria atendido Nikita após o incidente ocorrer. O ginecologista do pronto-socorro alegou que a suposta vítima teria chegado ao Hospital Beacon, em Dublin (IRL), com diversos hematomas espalhados pelo corpo. Após realizar os exames necessários, Kane teria concluído que a versão da cabeleireira irlandesa era consistente com a ordem cronológica dos fatos, que teria culminado em um suposto estupro.

    Ele me segurou pelo pescoço. Ele me impediu de respirar algumas vezes. Achei que ele ia me matar”, teria dito a suposta vítima, de acordo com o depoimento dado pelo médico que a atendeu após o incidente com McGregor, segundo alguns portais da região que compareceram ao julgamento, como o ‘The Irish Times’ e o ‘Irish Mirror’.

    Relato da suposta vítima

    Além do médico Daniel Kane, Nikita também prestou depoimento no Tribunal ao juiz e ao júri do caso – formado por oito mulheres e quatro homens. A cabeleireira revelou que conhecia McGregor através de seus primos. E, durante uma festa realizada no dia 9 de dezembro com alguns colegas de trabalho, teria entrado em contato com o lutador irlandês via mensagem. A suposta vítima também admitiu ter ingerido bebidas alcoólicas e feito uso de cocaína antes de se encontrar com o astro do UFC.

    Mais tarde naquela mesma noite, McGregor e o homem identificado como James Lawrence foram até o encontro de Nikita e levaram ela e uma amiga para passear de carro. Após um tempo no veículo, os envolvidos no caso se encaminharam para o Hotel Beacon, em Dublin (IRL), onde, em uma mansão, teria ocorrido o suposto estupro. Quando ficou a sós com Conor na dependência do quarto, a suposta vítima relembrou a postura agressiva do lutador.

    “Ele estava vindo para cima de mim. Ele começou a tentar me beijar, esfregando meu rosto. Eu sabia o que ele estava procurando. Eu disse: ‘Não, não me sinto confortável, conheço Dee (sua esposa), conheço a família dela’. Eu estava tentando convencê-lo de que não queria nada. Eu não queria fazer sexo e não estava lá para nada disso. Ele simplesmente não aceitava um não como resposta. Ele então me prendeu na cama. Me lembro de colocar os braços contra o peito para mantê-lo o mais longe possível de mim. Ele apenas continuou empurrando seu peso em cima de mim”, relembrou Nikita, em frente ao júri.

    O que está por vir?

    Este foi apenas o primeiro dia no Tribunal. O julgamento do caso deve durar cerca de duas semanas ao todo, de acordo com o juiz Alexander Owens, e tende a ser retomado nesta quarta-feira (6). Assim como James Lawrence, o outro homem citado por Nikita, Conor McGregor também se defendeu da acusação, alegando que a relação sexual tida com a suposta vítima teria sido consensual. Ainda é incerto que tipo de penas, multas ou indenizações o astro do UFC poderia ter que arcar caso seja julgado culpado judicialmente no desfecho do episódio.

  • Juiz aprova novo acordo bilionário de ação movida por lutadores contra o UFC; entenda

    Juiz aprova novo acordo bilionário de ação movida por lutadores contra o UFC; entenda

    O caso ‘antitruste’ movido por um grupo de ex-lutadores contra o UFC teve um novo e decisivo desdobramento. Na última terça-feira (22), em Las Vegas (EUA), o juiz Richard Boulware emitiu uma aprovação preliminar dos novos termos do acordo entre as partes depois que a companhia chegou a um denominador comum com os demandantes para pagar US$ 375 milhões (R$ 2,1 bilhões) para resolver o primeiro processo, chamado ‘caso Le’, em alusão a Cung Le, um dos profissionais que lideraram a iniciativa.

    Tudo começou quando um grupo de ex-lutadores do UFC processou a organização, alegando que ela estava envolvida em um esquema ilegal para adquirir e manter o monopólio do mercado dos atletas de elite através de contratos exclusivos, coerção e aquisições que eliminaram concorrentes em potencial. Em março, a companhia aceitou pagar 335 milhões de dólares (cerca de R$ 1,9 bilhões) aos demandantes para encerrar os dois processos e não ir ao Tribunal, porém em julho, o juiz que supervisiona o caso negou a aprovação preliminar para tal acordo.

    Na ocasião, o juiz não aprovou o acordo, porque, em seu entendimento, o pagamento parecia ter um valor baixo e os lutadores representados no segundo processo ‘antitruste’ poderiam se opor à certas cláusulas nos contratos existentes. Dessa forma, o grupo de ex-lutadores do UFC e a companhia continuaram buscando o acordo até que, enfim, chegaram ao valor de 375 milhões de dólares para a resolução do caso original. O processo foi movido pela primeira vez por veteranos em 2014, cobrindo os profissionais que atuaram na liga entre 2010 até 2017.

    Decisão agradou

    Após a decisão anunciada pelo juiz do caso, o principal advogado do grupo de ex-lutadores e um porta-voz oficial do UFC comemoraram o ‘final feliz’ da longa batalha judicial. Ao site ‘MMA Fighting’, Eric Cramer declarou que os demandantes estão ‘extremamente satisfeitos’ e classificou a posição de Boulware como uma ‘conquista monumental que trará alívio significativo a centenas de lutadores de MMA merecedores’. Já o representante da companhia, ao mesmo site, foi sucinto, ‘A decisão de hoje é uma boa notícia para ambas as partes’.

    Segundo processo

    Já o segundo processo ‘antitruste’ contra o UFC segue em andamento. Mas, assim como no primeiro caso, um acordo entre o grupo de profissionais que competiram na companhia no período de 2017 até o presente momento e o Ultimate pode ser alcançado antes do julgamento ser iniciado. Inclusive, Cramer declarou que, agora, seu foco passou a ser a resolução do segundo caso antitruste contra a liga.

  • Ex-UFC e estrela do boxe sem luvas, Mike Perry é preso nos EUA acusado de dirigir alcoolizado

    Ex-UFC e estrela do boxe sem luvas, Mike Perry é preso nos EUA acusado de dirigir alcoolizado

    Maior representante em atividade do boxe sem luvas e ex-lutador do UFC, Mike Perry foi preso na Flórida (EUA), no último sábado (12), acusado de dirigir alcoolizado. Os registros online do Gabinete do Xerife do Condado de Lake confirmam que o atleta americano foi preso pelo Departamento de Polícia de Clermont por volta de 1h da manhã, horário local, pela acusação de dirigir sob influência de álcool, juntamente com um crime de recusa em assinar uma citação exigindo comparecimento ao tribunal – ambos considerados delitos de segundo grau.

    Após ser abordado na rua, Perry foi encaminhado até uma prisão e encarcerado às 4h da manhã. Cinco horas depois, já às 9h, o astro do ‘BKFC’, liga de boxe sem luvas, foi solto mediante ao pagamento de uma fiança estabelecida em 1.500 dólares – cerca de R$ 8,5 mil. Ainda segundo os registros, foi a primeira vez em que ‘Platinum’, como é conhecido, comete um delito desta natureza: dirigir alcoolizado.

    De acordo com um relatório policial obtido pelo site ‘MMA Fighting’ através do Departamento de Polícia de Clermont, Perry teria sido parado após dirigir mais de 30 km/h acima do limite estabelecido para a via, segundo o velocímetro do agente da lei. O relator notou um cheiro de álcool vindo do veículo, mas Perry negou ter feito uso de bebidas alcoólicas. Em seguida, Mike teria se recusado a fazer um teste de sobriedade.

    Após ter sido supostamente informado que tal postura resultaria em sua prisão, Perry se manteve irredutível e recusou novamente o teste. Desta forma, o lutador foi algemado e transportado para o Departamento de Polícia de Clermont para um teste de bafômetro. Já na prisão, o americano recusou não somente o teste, como também assinar a citação de direção alcoolizada, acarretando na segunda acusação contra o atleta.

    Chance de prisão?

    Apesar de responder em liberdade após o pagamento da fiança, Perry ainda precisa responder judicialmente pelo episódio. O americano deve comparecer ao Tribunal no dia 30 de outubro. Caso seja julgado culpado, Mike pode pegar, no pior dos cenários, até 60 dias de prisão e receber uma multa de 500 dólares (R$ 2,8 mil) – de acordo com as potenciais penalidades para uma contravenção de segundo grau previstas por lei no estado da Flórida.

  • Ex-lutadores demonstram apoio a acordo bilionário proposto pelo UFC em ação na Justiça

    Ex-lutadores demonstram apoio a acordo bilionário proposto pelo UFC em ação na Justiça

    O ‘processo antitruste’ movido contra o UFC na Justiça americana teve mais um desdobramento nesta semana. De acordo com registros online, mais de 50 ex-lutadores do Ultimate, entre eles o brasileiro Wanderlei Silva, encaminharam cartas de apoio ao novo acordo proposto pela companhia para tentar encerrar a ação chamada ‘caso Le’, em alusão a Cung Le, um dos atletas que lideraram tal processo. O jornalista John Nash foi o primeiro a divulgar a notícia.

    O movimento tem como objetivo evitar que o caso, uma das duas ações distintas da mesma natureza, liderada por ex-lutadores contra a organização, chegue a um julgamento no Tribunal. Em sua maioria, os autores do processo citaram problemas financeiros e de saúde para justificar o interesse na rápida conclusão do pleito.

    Isso porque o encerramento do caso na Justiça ainda pode levar vários anos e, mesmo após o julgamento, possíveis apelações podem atrasar ainda mais o processo. Além disso, o julgamento não necessariamente concederia um valor maior do que o oferecido no acordo proposto pelo UFC ou, até mesmo, daria ganho de causa aos autores da ação.

    Sendo assim, os ex-lutadores decidiram agir e apoiar o novo acordo, que pagaria 375 milhões de dólares (pouco mais de R$ 2 bilhões na cotação atual) a eles. Além de Wanderlei Silva, a lista de antigos atletas do UFC que enviaram cartas à Justiça inclui nomes como Shane Carwin, Cat Zingano, Matt Brown, Patrick Cote, Jon Fitch e o próprio Cung Le.

    Carta de Wanderlei Silva

    Hall da Fama do UFC, o brasileiro Wanderlei Silva foi um dos que enviaram uma carta de apoio ao acordo proposto pela organização para finalizar a ação movida pelos ex-lutadores. Aos 48 anos, o ex-campeão do PRIDE alega que sofre com problemas de saúde relacionados as mais de duas décadas como profissional nos esportes de combate – sendo seis desses anos competindo pelo Ultimate.

    “Enquanto lutei pelo UFC, eu sofri muitas lesões significativas, incluindo concussões. Eu temo que durante minha carreira eu tenha sofrido lesão cerebral traumática (TBI) e estou percebendo sintomas comuns com TBI e CTE (Encefalopatia Traumática Crônica), incluindo depressão, mudanças de humor e irritabilidade. Até hoje, nenhum tratamento para CTE foi encontrado. Eu sofro de apneia do sono e tenho dificuldade para dormir e respirar. Esses recursos também me permitiriam obter a assistência médica que eu preciso e manter um teto sobre minha cabeça e comida na minha mesa. A triste realidade é que recursos daqui a alguns anos podem não ter serventia para mim”, declarou Wanderlei.

    Ex-campeão em dificuldade

    Quem também se manifestou foi o ex-campeão interino dos pesos-pesados Shane Carwin. Com 49 anos de idade, o americano relata sofrer com sérios problemas de saúde e de ordem financeira para justificar sua pressa na resolução do caso.

    “Testes cognitivos conduzidos na Cleveland Clinic Lou Ruvo Center para a Brain Health and Concussion Legacy Foundation na Boston University (entre outros) estão indicando que eu sofri danos no córtex pré-frontal e no hemisfério esquerdo (do cérebro). Eu passei dias na cama sofrendo de crises de paranoia, medo e ansiedade. Apesar de ter um diploma em engenharia da Colorado School of Mines, eu fui incapaz de manter o foco adequado para manter um trabalho como engenheiro. Eu encaro desafios sérios para cumprir com as desepesas diárias para comida, moradia e transporte, e em habilidades básicas necessárias para a vida”, afirmou Carwin.

    Entenda o caso

    O Ultimate está sendo alvo judicial por demandantes do ‘processo antitruste’, que alegam que a empresa faz uso de práticas ilegais a fim de diminuir a margem de crescimento de seus concorrentes e, assim, estabelecer seu monopólio de mercado. Os processos se baseiam em supostas violações da ‘Lei Sherman’, que prescreve a regra da livre concorrência entre os envolvidos no comércio, assim como a regulação da competição entre as empresas de um mesmo ramo.

    Os esforços judiciais foram liderados por ex-lutadores como Cung Le, Kyle Kingsbury, Kajan Johnson, Brandon Vera, dentre outros. Os atletas acusam a liga de estar envolvida em um esquema ilegal para adquirir e manter o monopólio do mercado dos atletas de elite através de contratos exclusivos, coerção e aquisições. Os acusadores do processo antitruste movido contra o UFC relatam que tais contratos faziam parte de um esquema ilegal para diminuir os salários e direito dos lutadores.

  • McGregor e Dana White contestam derrota de José Aldo no UFC 307: “Loucura”

    McGregor e Dana White contestam derrota de José Aldo no UFC 307: “Loucura”

    O card do UFC 307 do último sábado (5), em Utah (EUA), foi recheado de confrontos equilibrados. E prova disso é que quatro das 12 lutas previstas para o evento terminaram em decisão dividida dos juízes, sem um julgamento unânime. Dentre esses duelos, talvez o de resultado mais debatido tenha sido a disputa entre José Aldo e Mario Bautista. Além de dividir opiniões dos fãs, a derrota apertada do ‘Rei do Rio’ também fez duas grandes personalidades do meio se manifestarem: Conor McGregor e Dana White.

    Assine o UFC Fight Pass pelo UOL Play.

    Através de suas redes sociais, o falastrão irlandês deixou a rivalidade construída com Aldo de lado para questionar os critérios dos juízes e a postura do árbitro responsável pelo combate. Na visão de McGregor, o veterano brasileiro deveria sair do UFC 307 com o braço erguido por ter causado mais danos no confronto e buscado a luta franca a todo momento – ao contrário de Bautista, que, durante os três assaltos imprimiu o famoso ‘anti-jogo’ para neutralizar o ex-campeão dos pesos-penas (66 kg).

    “Rogan disse que os juízes não estavam nem olhando. Essa era a história do Aldo. Decisão de m***. Ele acabou de dizer que estava buscando a queda apenas para prendê-lo contra a grade. Isso não é o suficiente. Os árbitros precisam intervir. Esse esporte é o esporte dos fãs, lembrem-se disso e ajam de acordo, árbitros. Decisão suja”, contestou o irlandês, através de sua conta no ‘X’ (antigo Twitter), em publicação posteriormente apagada.

    A palavra do patrão

    Uma das principais estrelas da companhia, Aldo deixou a Arena Delta Center bastante irritado com o resultado (veja abaixo ou clique aqui). E quem aparentemente faz coro para a revolta do brasileiro é Dana White. Durante a coletiva de imprensa pós-evento, o presidente do UFC criticou a arbitragem do show de maneira geral e, de maneira específica, analisou a estratégia de Mario Bautista contra o Rei do Rio.

    Os juízes foram abomináveis essa noite, resumindo. Eu sempre acho que o árbitro deve ser mais ativo nesses casos, 100% (sobre a luta do Aldo). Especialmente quando alguém continua fazendo isso (travar na grade) para enrolar. Vamos falar disso. Se você está julgando um cara, se é pelo controle, por isso ou aquilo. Se você não está tentando lutar, como você ganha a luta? E se olharmos para as tentativas de queda, quem estava evitando as quedas? É uma loucura. Quando você consegue ver que o cara definitivamente não quer ficar em pé na trocação e só quer enrolar ali na grade. Esse é o trabalho dos árbitros, eles deveriam ver isso. Quando veem isso acontecer continuamente, e que o cara não está tentando vencer a luta, você tem que continuar separando eles daquela posição. É bom senso”, opinou Dana.

    Para além da polêmica, o recente tropeço deixa Aldo em uma situação delicada no Ultimate. Aos 38 anos, o brasileiro, que reforçou que seu objetivo era uma última corrida até o cinturão, ficou consideravelmente mais distante de sua meta com o revés para Bautista. Agora resta saber quais serão os próximos passos da carreira do Rei do Rio na principal liga de MMA do mundo.