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  • José Aldo bate o martelo e oficializa aposentadoria: “Cumpri meu propósito”

    José Aldo bate o martelo e oficializa aposentadoria: “Cumpri meu propósito”

    Há pouco mais de uma semana, após ser superado no UFC 315, José Aldo anunciou sua aposentadoria. Dias depois do evento, entretanto, o veterano deixou seus fãs confusos ao deixar abertas as portas para um eventual retorno em uma publicação em suas redes sociais. A incerteza sobre o assunto foi devidamente encerrada pelo próprio no último sábado (17). Durante uma coletiva de imprensa promovida no Rio de Janeiro, o ‘Campeão do Povo’ bateu o martelo e oficializou o fim de sua carreira como lutador profissional.

    Em uma cerimônia que contou com a presença de nomes importantes em sua trajetória, como Dedé Pederneiras e Thales Leites, Aldo destacou que sua volta à ativa em 2024 foi com o intuito de voltar a conquistar o cinturão do UFC. Tal objetivo, entretanto, se tornou inviável com os recentes tropeços dentro do octógono. Desta forma, sem uma meta e confortável do ponto de vista financeiro, o ‘Rei do Rio’ optou por pendurar as luvas em definitivo.

    Não, não me vejo mais lutando. Quando voltei (ao UFC em 2024), não foi por dinheiro, foi por um propósito que tinha, um chamado. Eu tentei cumprir isso e não deu certo. Dei meu máximo e fiquei feliz por tudo que conquistei. Não há luta que me faria voltar. Colocar o quimono, fazer sparring, só daqui a uns cinco anos. Graças a Deus eu terei quase 50 anos daqui a cinco anos, então não tem possibilidade de lutar. Me vejo treinando para ajudar meus amigos. Mas colocar um quimono ou algo assim para lutar, nunca mais”, frisou Aldo, de acordo com o site ‘MMA Fighting’.

    Missão cumprida

    Considerado por muitos o maior peso-pena (66 kg) de todos os tempos e membro do Hall da Fama do UFC, Aldo possui um currículo que fala por si só. Sua trajetória vitoriosa, inclusive, foi um dos fatores que o motivaram a pendurar as luvas sem peso na consciência. Através de suas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui), o brasileiro compartilhou registros da coletiva promovida no Rio de Janeiro e reforçou a mensagem de que, de fato, colocou um ponto final em sua carreira nos esportes de combate.

    “O cage sempre foi meu lugar. A luta, minha vida. Hoje, encerro esse ciclo com a alma em paz. Não volto porque já cumpri meu propósito — com sangue, suor, disciplina e honra. Foram anos totalmente focado e dedicado a isso. Agora é tempo de viver e aproveitar ao lado da minha família, ajudar quem está começando e inspirar além do octógono. Obrigado a quem caminhou comigo. Feliz por tudo que alcancei!”, destacou o manauara, em sua conta oficial do Instagram.

    Histórico no MMA

    Aos 38 anos de idade, José Aldo encerra sua carreira no MMA profissional com um cartel de 32 vitórias e dez derrotas. Durante seu auge, o brasileiro dominou a divisão dos penas (66 kg), da qual foi campeão do WEC e do UFC, neste evento em duas ocasiões. O manauara, que ficou conhecido pelos apelidos de ‘Campeão do Povo’ e ‘Rei do Rio’, também foi induzido ao Hall da Fama do Ultimate, em 2023, quando ainda estava afastado dos octógonos após anunciar sua aposentadoria pela primeira vez.

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  • José Aldo revela que decisão sobre aposentadoria foi tomada antes do UFC 315

    José Aldo revela que decisão sobre aposentadoria foi tomada antes do UFC 315

    O anúncio da aposentadoria de José Aldo pode ter pego parte da comunidade do MMA de surpresa, mas a ideia de pendurar as luvas já vinha passando pela cabeça do lutador brasileiro. Em entrevista ao ‘UFC Brasil’, o ‘Campeão do Povo’ revelou que a decisão de encerrar a carreira foi tomada antes de sua participação no UFC 315, no último sábado (10).

    Portanto, de acordo com o manauara, o problema com o corte de peso ou a controversa derrota para Aiemann Zahabi no UFC 315 não foram fatores decisivos que o levaram a optar pela aposentadoria. Mais do que uma questão esportiva, Aldo entende que a trajetória como atleta profissional de alto nível precisa ser deixada para trás para que a sua vida pessoal ganhe protagonismo no seu dia a dia.

    “Não foi questão de bater o peso. Eu já vinha com isso na mente, estava conversando com o Dedé (Pederneiras), com a Vivianne (esposa), já queria passar para o outro lado. Não é questão de lutar, de peso… Eu treino com geral e todo mundo: ‘Caraca, o Aldo está muito bem’. Mas acho que é mais mentalmente, de eu chegar lá dentro – não de saco cheio – mas de ver que eu tenho que passar para o outro lado. Fico me cobrando, sempre me exijo o máximo. Quero curtir a família, ser pai, pegar minha filha na escola, meu filho, é isso que eu quero fazer”, contou Aldo.

    Encerramento onde tudo começou

    E para coroar o fim de sua vitoriosa carreira, nada melhor do que encerrar sua trajetória no esporte onde tudo começou. Assim, com a ideia de pendurar as luvas já na cabeça, José Aldo definiu que o combate contra Aiemann Zahabi no card principal do UFC 315, no Canadá, mesmo país onde iniciou sua caminhada no Ultimate, seria o desfecho perfeito para sua carreira – independentemente do resultado final da luta.

    “Na minha cabeça essa poderia ser a última luta, eu queria terminar aqui no Canadá. Eu comecei aqui, queria fechar aqui. Poderia fechar no Brasil, em qualquer lugar. Mas não, minha história começou aqui no Canadá, foi a primeira vez que eu lutei no Ultimate aqui, contra o Mark Hominick”, finalizou.

    Aos 38 anos de idade, José Aldo encerra sua carreira no MMA profissional com um cartel de 32 vitórias e dez derrotas. Durante seu auge, o brasileiro dominou a divisão dos penas (66 kg), da qual foi campeão do WEC e do UFC, neste evento em duas ocasiões. O manauara, que ficou conhecido pelos apelidos de ‘Campeão do Povo’ e ‘Rei do Rio’, também foi induzido ao Hall da Fama do Ultimate, em 2023, quando ainda estava afastado dos octógonos após anunciar sua aposentadoria pela primeira vez.

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  • UFC 315: José Aldo perde luta equilibrada para canadense e anuncia aposentadoria

    UFC 315: José Aldo perde luta equilibrada para canadense e anuncia aposentadoria

    A carreira de um dos maiores lutadores de MMA de todos os tempos chegou ao fim. Neste sábado (10), pelo card principal do UFC 315, em Montreal (CAN), o ex-campeão peso-pena (66 kg) José Aldo perdeu para o lutador da casa Aiemann Zahabi, na decisão unânime dos juízes, e anunciou sua aposentadoria do esporte.

    O resultado marca a terceira derrota de Aldo nos últimos quatro combates na liga. Esta é a segunda vez que o ‘Campeão do Povo’ – um dos apelidos pelos quais o manauara ficou conhecido – anuncia o fim de sua carreira. Anteriormente, o atleta da ‘Nova União’ havia pendurado as luvas em 2022, mas voltou atrás. Curiosamente, o Hall da Fama do UFC termina sua trajetória no esporte no mesmo país onde iniciou sua passagem pela organização, o Canadá.

    “Dana, obrigado por tudo, Sean Shelby, Lorenzo Fertitta, todo mundo do UFC, só tenho que agradecer a todo mundo. A semana foi difícil para caramba – não o negócio do peso, mas eu estava brigando com a minha mente para tentar ser o campeão novamente. Mas eu acho que está na hora de parar. Eu tenho que aproveitar minha família, meus filhos. Eu estava batendo o peso e alguma coisa no meu coração falou que eu não precisava mais bater o peso. Eu larguei. Se tivesse luta ia ter, se não, eu não queria lutar mais. Acho que é a última vez que vocês vão me ver aqui dentro. Isso aqui não faz mais parte da minha vida”, declarou Aldo.

    A luta

    Depois de um início de luta de pouca ação, Aldo cumpriu com a promessa de voltar a ser mais agressivo em suas lutas. Mesmo sem tanto volume, o brasileiro conectou mais golpes que o rival – a maioria deles com a potência de quem buscava um nocaute.

    O segundo assalto começou com Zahabi mais agressivo, buscando mais a luta. Por outro lado, Aldo diminuiu o ritmo e o volume de ataques. Round difícil para o Campeão do Povo.

    Quando a luta parecia virar a favor do canadense, Aldo conectou uma boa combinação que abalou o rival. Apesar das tentativas do brasileiro para tentar encerrar o combate, Zahabi mostrou coração e sobreviveu à blitz do manauara. Visivelmente cansado, o ex-campeão caiu no chão e foi dominado pelo oponente até o final do round.

    Confira os resultados do UFC 315:

    Aiemann Zahabi venceu José Aldo por decisão unânime dos juízes;
    Natália Silva venceu Alexa Grasso por decisão unânime dos juízes;
    Benoit Saint Denis venceu Kyle Prepolec por finalização;
    Mike Malott venceu Charles Radtke por nocaute;
    Jasmine Jasudavicius venceu Jéssica ‘Bate-Estaca’ por finalização; 
    Modestas Bukauskas venceu Ion Cutelaba por decisão dividida dos juízes;
    Navajo Stirling venceu Ivan Erslan por decisão unânime dos juízes;
    Marc-Andre Barriault venceu Bruno ‘Blindado’ por nocaute;
    Daniel ‘Willycat’ venceu Jeong Yeong Lee por decisão unânime dos juízes;
    Bekzat Almakhan venceu Brad Katona por nocaute.

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  • Autossabotagem, balança e mais! Entenda os maiores desafios de José Aldo no UFC 315

    Autossabotagem, balança e mais! Entenda os maiores desafios de José Aldo no UFC 315

    Neste sábado (10), José Aldo retorna ao Canadá, país em que iniciou sua vitoriosa trajetória dentro do Ultimate em 2011. Mais de uma década depois, o brasileiro se mantém como um atleta de destaque dentro da principal liga de MMA do mundo. Em outro momento da carreira, entretanto, o ‘Rei do Rio’ tem lidado com desafios que sequer imaginava no princípio de sua jornada no esporte. Para brilhar no UFC 315, o membro do Hall da Fama tem combatido inúmeras adversidades para além do octógono.

    Sem contar seu adversário, Aiemann Zahabi, Aldo terá que superar a si mesmo em sua volta à ativa – sobretudo para apagar a última impressão deixada nos fãs. Em outubro passado, diante de Mario Bautista, no UFC 307, o brasileiro mostrou uma versão apagada e considerada aquém de seu verdadeiro potencial. Meses após o episódio, que culminou em uma derrota por pontos, o ex-campeão peso-pena (66 kg) abriu o jogo como há tempos não fazia publicamente.

    Autossabotagem?

    Dono de atributos físicos e técnicos inquestionáveis e que o consagraram como o ‘Campeão do Povo’, Aldo admitiu recentemente que tem tido dificuldade em atingir a plenitude de suas habilidades nos combates. Isso, segundo o próprio revelou em entrevista exclusiva à Ag Fight, é fruto de uma autossabotagem. Mesmo no auge de sua experiência, aos 38 anos, o brasileiro admitiu que tem se tornado refém da própria mente – fator que o tem impedido de competir no mais alto rendimento.

    “Independentemente de quem estiver lá, f***, tenho que lutar. Como sempre fiz. Não tem como eu mesmo ficar me autossabotando, aceitando um lugar (na luta), sendo que não estou sentindo dificuldade nenhuma. Aí fico só com a perna cruzada (esperando). Não. Tenho que ser o Aldo, independente do resultado. Sim, com certeza (me autossabotei na última luta). Todos na academia sabem o quão é difícil (treinar comigo). Mas aí chega na luta, onde tenho que provar para todos, e não faço. É por isso que fico revoltado, por isso que digo que me autossaboto lá dentro”, desabafou Aldo.

    Autoafirmação

    Para combater a autossabotagem, o manauara tem se apegado à autoafirmação e confiança para resgatar suas raízes. E, em seu entendimento, a melhor maneira de vencer a própria mente e retomar sua essência é recorrendo ao ‘Velho Aldo’ e sua agressividade dentro do octógono. Com ênfase nos treinos de trocação, o veterano prometeu aos fãs uma versão bem mais empolgante para o UFC 315, ao contrário de seu último desempenho na organização.

    “Para essa luta eu procurei treinar mais kickboxing, foi assim que eu me tornei o Aldo, foi isso que me fez. Então espero, sim, chutar bastante (nessa luta), fazer o que sempre fiz de melhor, ir para cima e lutando agressivo. Com as habilidades que eu tenho, não tem como ninguém me segurar. Sou um cara privilegiado. Sou um assassino, um sniper. Então quando chego lá dentro, tenho que fazer isso”, frisou Aldo, à Ag Fight, como quem estivesse se lembrando de própria capacidade.

    Luta com a balança

    Além da guerra mental e o âmbito esportivo, Aldo travou uma batalha contra a balança às vésperas do UFC 315. Na pesagem oficial do evento, o brasileiro viu seu duelo contra Zahabi, originalmente previsto para ser disputado entre os pesos-galos (61 kg), movido para a categoria de cima, nos pesos-penas. O anúncio foi feito pela própria entidade de última hora, durante a cerimônia – levantando dúvidas sobre o que de fato havia ocorrido nos bastidores para justificar tal medida.

    Horas depois, Zahabi quebrou o silêncio e atrelou a alteração de última hora a um corte de peso malsucedido de Aldo. Segundo o relato de seu rival, o brasileiro estava com problemas no processo de desidratação e não conseguiria atingir o limite original de 61 kg. A versão do atleta canadense coincide com o semblante extremamente abatido do ‘Rei do Rio’ quando surgiu no palco para passar pela balança.

    Desafios expostos, agora resta a Aldo saber qual versão apresentará no combate deste sábado. A acanhada, sem o devido brilho, da última rodada, ou a agressiva e confiante, que o consagrou como ‘Campeão do Povo’. Independentemente do que está por vir, não se pode duvidar do potencial do brasileiro, mesmo aos 38 anos. Afinal de contas, quem é rei nunca perde a majestade.

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  • José Aldo promete voltar às raízes com versão agressiva no UFC 315: “Sou um assassino”

    José Aldo promete voltar às raízes com versão agressiva no UFC 315: “Sou um assassino”

    Em seu auge, José Aldo marcou época como um dos lutadores mais agressivos que já pisaram no Ultimate. O estilo avassalador cativou uma legião de fãs ao redor do mundo e o consagrou como o ‘Campeão do Povo’. Mas de uns tempos para cá, já mais experiente, o brasileiro tem adotado uma versão mais comedida dentro do octógono, sem aquele brilho de outrora. Mas isso pode estar prestes a mudar. Escalado para o card do UFC 315 neste sábado (10), no Canadá, o ‘Rei do Rio’ tem uma missão clara em mente: voltar às raízes que o transformaram em um membro do Hall da Fama da organização.

    E no meio do MMA, quando falamos da essência de Aldo automaticamente pensamos no seu arsenal de chutes, que fizeram inúmeras vítimas ao longo da carreira. Sem usar tanto este artifício nas últimas rodadas, o ex-campeão peso-pena (66 kg) revelou que, para o confronto diante de Aiemann Zahabi, deu ênfase no kickboxing. Confiante como há muito tempo não se via publicamente, mesmo aos 38 anos, o veterano vem para tentar brindar os fãs com mais um show para o seu currículo.

    Para essa luta eu procurei treinar mais kickboxing, foi assim que eu me tornei o Aldo. Treinar com a molecada nova, kickboxing, foi isso que me fez. Então procurei dar ênfase para isso. Pois é (risos), todo mundo sempre me cobra muito isso (chutes). A gente treinou muito chute, dei muita ênfase ao kickboxing. Então espero, sim, chutar bastante (nessa luta), fazer o que sempre fiz de melhor, ir para cima e lutando agressivo. Foi isso que me fez (ser quem eu sou). Dei ênfase a isso, voltar um pouco (às raízes). Espero voltar a chutar bastante, porque é uma grande arma que eu tenho”, projetou Aldo.

    ‘Novo velho Aldo’

    Outro tema que frequentemente é debatido com relação à carreira de Aldo são os adversários pouco conhecidos que ele tem enfrentado. Seu treinador e empresário, Dedé Pederneiras justificou tal situação ao expor os bastidores de negociação junto ao UFC. Mas quem estará do outro lado do octógono parece pouco importar para o brasileiro. Apostando suas fichas nas habilidades que o levaram até o topo, o Rei do Rio quer retomar o ‘instinto assassino’, a fim de evitar possíveis lutas mornas e sem tanta emoção.

    “Independentemente de quem esteja do outro lado, tenho que chegar lá dentro e fazer a minha parte, que é lutar bem, como sempre lutei. Fazer o que sei fazer. E não importa se o adversário vai chegar lá dentro e tentar me amarrar, ou fazer qualquer coisa. Com as habilidades que eu tenho, não tem como ninguém me segurar. Todo mundo já viu, é difícil de eu cair. Sou um atleta muito completo dentro do UFC. Sou um cara privilegiado. Sou um assassino, um sniper. Então quando chego lá dentro, tenho que fazer isso”, destacou o manauara.

    Atual número 11 do ranking dos pesos-galos (61 kg), Aldo tenta defender seu posto contra Zahabi, dono da 15ª colocação. Caso consiga colocar seu plano em jogo e vença o rival canadense em grande estilo no UFC 315, dado o seu apelo e credenciais, o brasileiro pode ‘furar a fila’ e, na próxima rodada, conseguir um desafio já mais próximo do pelotão de elite, que eventualmente o aproxime de uma disputa de título. Mas tudo dependerá de qual versão veremos do membro do Hall da Fama neste sábado.

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  • José Aldo sofre derrota apertada no UFC 307 e se afasta de disputa de título

    José Aldo sofre derrota apertada no UFC 307 e se afasta de disputa de título

    Depois de voltar em grande estilo no card do Ultimate no Rio de Janeiro, no primeiro semestre, José Aldo tinha um plano traçado: voltar a ser campeão da maior organização de MMA do mundo. Seu objetivo, porém, ficou consideravelmente mais distante neste sábado (5), no UFC 307. Afinal de contas, no card principal do show sediado em Utah (EUA), o ícone brasileiro disputou um duelo apertado contra Mario Bautista, mas acabou derrotado na decisão dividida dos juízes.

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    Com uma estratégia bem definida, o americano evitou a trocação a todo instante, buscando esfriar o combate pressionando Aldo contra a grade. A tática, inclusive, foi bastante vaiada pelos fãs presentes na arena Delta Center. Quando conseguia se desvencilhar, o brasileiro levava a melhor nas interações, sobretudo com os diretos de direita e joelhadas, que balançaram o rivao ao longo do duelo. Em um confronto de estilo, prevaleceu o wrestling em cadeia de Mario – ao menos na opinião de dois dos três juízes.

    “Minha estratégia era manter muita movimentação, ficar ativo, o wrestling como possibilidade. Ele é um cara muito difícil de colocar para o chão. Sabia que seria muito difícil, tinha que continuar tentando. Estou focado na tarefa, estou aqui para ganhar. Acabei de vencer uma lenda”, declarou o peso-galo americano, sob grandes vaias do público presente na arena Delta Center.

    A luta

    Mario começou a luta marchando para frente e desferindo chutes altos. Tentando evitar a trocação, o americano buscou o clinch e colocou Aldo com as costas na grade. Atento, o brasileiro evitou as quedas na isometria. Assim que recolocou a luta no centro do octógono, o Rei do Rio foi, novamente, alvo de tentativas de queda. Aldo defendeu novamente a investida e passou a caminhar para frente, conectando bons socos. No contragolpe, Mario desferiu um belo direto de direita.

    Aldo iniciou o segundo assalto levando perigo com duas joelhadas, abrindo um corte no rosto do rival. Sentindo o bom momento, o brasileiro acelerou o ritmo e, novamente, conectou o joelho no americano, balançando o rival e levantando a torcida. Acuado, Bautista novamente buscou o clinch contra a grade. O Rei do Rio conseguiu se desvencilhar e recolocar a luta no centro do cage. Na reta final, os atletas aceleraram o ritmo e trocaram golpes francos.

    O terceiro e último round começou com os lutadores trocando jabs. Após dois minutos de equilíbrio, Mario buscou novamente o clinch e colocou Aldo de costas para a grade. No anti-jogo, o americano esfriou o duelo, para vaias do público. O brasileiro conseguiu se desgarrar e partiu para cima na reta final, equilibrando a parcial e, consequentemente, o combate.

    Confira abaixo os resultados do UFC 307 até então:

    Mario Bautista venceu José Aldo por decisão dividida

    Roman Dolidze venceu Kevin Holland por nocaute técnico no primeiro round

    Kayla Harrison venceu Ketlen Vieira por decisão unânime

    Joaquin Buckley venceu Stephen Thompson por nocaute no terceiro round

    Iasmin Lucindo venceu Marina Rodriguez por decisão dividida

    Alexander Hernandez venceu Austin Hubbard por decisão dividida

    César Almeida venceu Ihor Potieria por decisão unânime

    Ryan Spann venceu Ovince Saint Preux por finalização no primeiro round

    Tecia Pennington venceu Carla Esparza por decisão unânime

    Court McGee venceu Tim Means por finalização no primeiro round

  • José Aldo relembra choro na cerimônia do Hall da Fama do UFC: “Realizado”

    José Aldo relembra choro na cerimônia do Hall da Fama do UFC: “Realizado”

    Um dos lutadores mais emblemáticos do MMA e, apontado por parte da comunidade, como o maior peso-pena (66 kg) de todos os tempos, José Aldo entrou oficialmente para o ‘Hall da Fama’ do UFC, na última quinta-feira (6). Durante a cerimônia, realizada em Las Vegas (EUA), o ‘Campeão do Povo’ não conteve a emoção e desabou em lágrimas no palco. Após a homenagem, o brasileiro relembrou o ‘filme’ que passou pela sua cabeça no momento e exaltou, em entrevista exclusiva à Ag Fight, o sentimento de sonho realizado com a honraria recebida.

    Aldo estreou no Ultimate em 2011. Dentro da principal liga de MMA do mundo, protagonizou 20 combates – com 13 vitórias e sete derrotas. Em sua marcante passagem pela companhia, o ‘Rei do Rio’ se consolidou como um dos campeões mais dominantes da organização entre os pesos-penas e também chegou a disputar o cinturão dos pesos-galos (61 kg) em 2020, contra Petr Yan, mas acabou superado pelo rival russo na ocasião.

    “Sempre sonhei com isso, com esse momento. Ser campeão do UFC e finalizar sendo Hall da Fama. Então lá na hora caiu a ficha, fiquei bastante emocionado, muito feliz. Lembro de tudo, desde que comecei, então minha felicidade era essa. Esse era meu objetivo, não só ser campeão, mas deixar um legado. Foi tudo como imaginei, desde a chegada até a saída. O legado foi positivo. Ontem (quinta) a coroação foi completa com o Hall da Fama. Emoção e felicidade, chorei bastante, acordei até com o rosto inchado. Me sinto realizado”, destacou Aldo.

    Pioneiro na ‘Ala Moderna’

    Além de entrar para o ‘Hall da Fama’, Aldo se tornou o primeiro brasileiro a integrar a ‘Ala Moderna’ do seleto grupo de atletas. Os demais representantes do país já induzidos, Anderson Silva, Royce Gracie e Rodrigo ‘Minotauro’, figuram na ‘Ala Pioneiros’. Maurício ‘Shogun’ desponta na ‘Ala Lutas’, por seu confronto histórico contra Dan Henderson. Feliz com a exclusividade, o ‘Campeão do Povo’ exaltou o legado da geração que abriu as portas dentro do MMA.

    “Significa muito, é a realização de um sonho. Graças ao Royce, que fez esse esporte, que eu pude fazer isso tudo. O Minotauro (também foi homenageado). O Anderson também, várias noites lutando juntos, dividindo o octógono. Então fico feliz por receber um prêmio dessa magnitude. Me sinto diferenciado e lisonjeado por ser o primeiro (brasileiro) da ‘Era Moderna’. Minha geração pegou um (cenário) mais tranquilo. Quando Royce, Minotauro e Anderson lutavam, o esporte não era visto da maneira que é visto hoje, eles trabalharam bastante para elevar nosso esporte”, relembrou José.

    Aposentado das artes marciais mistas, José Aldo segue ativo nos esportes de combate. Aos 36 anos, o brasileiro agora volta suas atenções para um sonho antigo: competir no boxe. Dentro da modalidade, já foram três confrontos e invencibilidade mantida – duas vitórias e um empate.

  • José Aldo provoca e desafia Cejudo, que responde: “Vai precisar de uma arma maior”

    Cejudo é o atual campeão peso-mosca (57 kg) e peso-galo (61 kg) do UFC – Dan Wainer/Ag Fight

    De olho em apimentar a rivalidade para um possível duelo pelo cinturão peso-galo (61 kg) do UFC, José Aldo entrou no jogo de provocações de Henry Cejudo. O brasileiro utilizou suas redes sociais para desafiar o campeão e reivindicar a alcunha de ‘Rei do Rio’, a qual o americano havia reclamado para si em um vídeo destinado ao manauara (veja abaixo ou clique aqui). E como era de se esperar, a resposta de ‘Triple C’ não demorou a chegar (veja abaixo ou clique aqui).

    Em um estande de tiro, o ‘Campeão do Povo’ gravou um vídeo atirando com diversas armas de fogo e provocando Cejudo. Ainda na publicação, o ex-campeão peso-pena (66 kg) cutucou o ‘baixinho’, o chamando de “segurança da Branca de Neve”, além de solicitar que o americano assinasse o contrato para a disputa entre eles. Apesar de ter estreado no peso-galo com derrota para Marlon Moraes – em decisão dividida dos juízes, bastante contestada por ele – Aldo, ao que tudo indica, pode ganhar uma chance pelo título da divisão em seu próximo compromisso. Além do próprio ‘Triple C’ ter demonstrado interesse no duelo, Dana White – presidente do UFC – também parece inclinado a marcar essa luta.

    “Eu sou ‘caveira’! Henry Cejudo, enquanto você está de férias, eu estou aqui (no estande de tiro), olha o que eu vou fazer com a tua cabeça… Ninguém segura, eu sou uma máquina! Hasta la vista, baby”, provocou Aldo no vídeo publicado em sua conta oficial do ‘Instagram’.

    “Eu sou o Rei (do Rio) e você é o segurança da Branca de Neve. Assina o contrato e vamos acertar nossas diferenças!”, escreveu o brasileiro na legenda da publicação.

    Como não podia deixar de ser, Cejudo logo respondeu ao brasileiro, também via redes sociais. O campeão não se intimidou com as armas utilizadas no vídeo por Aldo e ainda aproveitou para provocar mais uma vez o manauara.

    “Você vai precisar de uma arma maior para me derrubar, Cinderela! Esse homem aqui é feito de aço e sex appeal! Dobre o joelho, seu Dana White de aparência mexicana!”, escreveu Cejudo em sua conta oficial no ‘Twitter’.

    Recentemente, Henry Cejudo realizou alguns treinamentos na academia ‘Pitbull Brothers’, dos irmãos Patricky e Patrício ‘Pitbull’, em Natal (RN). Além desse compromisso, o campeão aproveitou para curtir as belezas locais, como visto em várias postagens nas redes sociais. Também campeão do peso-mosca (57 kg), ‘Triple C’ não luta desde junho deste ano, quando derrotou Marlon Moraes e conquistou o cinturão peso-galo, que estava vago.

  • Estreia nos galos! UFC 245 pode determinar reaproximação do título para José Aldo

    José Aldo atingiu o limite da categoria e confirmou sua caminhada nos galos – Diego Ribas

    Um dos maiores pesos-penas (66 kg) da história do esporte, José Aldo pode se reaproximar de uma disputa de cinturão do Ultimate neste sábado (14). Desta vez, entretanto, em uma nova categoria: os pesos-galos (61 kg). Após a derrota sofrida para Alexander Volkanovski no Rio de Janeiro, em maio, o brasileiro decidiu descer de divisão de peso começar uma nova empreitada na companhia. E um triunfo no UFC 245, com sede em Las Vegas (EUA) pode colocar o ‘Campeão do Povo’ na ‘cara do gol’ de um eventual ‘title shot’.

    Mas para isso, Aldo terá que derrotar dois grandes adversários: o corte de peso severo e Marlon Moraes, ex-desafiante ao cinturão dos galos – que hoje pertence a Henry Cejudo. O primeiro dos rivais já foi superado pelo brasileiro, já que o atleta da ‘Nova União’ conseguiu atingir o limite da nova categoria durante a pesagem oficial realizada nessa sexta-feita. Resta agora saber se José conseguirá se recuperar da dieta restrita a tempo de competir em alto nível no UFC 245.

    Especialistas e membros da imprensa condenaram a empreitada de Aldo nos pesos-galos, ao afirmar que o corte debilitaria muito o ex-campeão do UFC. Mas apesar das críticas, Aldo subiu na balança com um sorriso estampado no rosto e cravou 61,6 kg – confirmando assim, seu duelo diante de ‘Magic’.

    Agora, com o peso batido, Aldo terá que voltar suas atenções para seu oponente – um dos melhores pesos-galos da atualidade. Não à toa Marlon vem de uma disputa de cinturão bastante equilibrada contra Cejudo. Com estilos agressivos, os brasileiros prometem travar uma das batalhas mais movimentadas da noite.

    Em caso de vitória, ‘O Campeão do Povo’ provavelmente se credenciará como o próximo desafiante da categoria até 61 kg. Desde que decidiu descer de categoria, Aldo deixou claro que queria encarar o campeão logo em sua estreia na divisão. No entanto, o confronto não pode ser realizado, já que Cejudo está atualmente afastado dos octógonos devido à uma lesão.

    Em caso de derrota, José pode perder a motivação de competir em uma divisão nova e voltar a cogitar a aposentadoria. Desde que cravou que iria competir com 61 kg, o brasileiro adiou os planos de pendurar as luvas e afirmou que estaria em ação até os 40 anos.

    Além do duelo entre os dois brasileiros, o UFC 245 conta com três disputas de cinturão. Kamaru Usman e Colby Covington lideram o card com o título dos meio-médios (77 kg) em jogo. Já nos pesos-penas (66 kg), Max Holloway defende seu reinado contra Alexander Volknavoski. E entre as mulheres, Amanda Nunes tenta fazer jus ao título de ‘melhor lutadora de todos os tempos’, enquanto defende seu cinturão peso-galo contra Germaine de Randamie.