Tag: bicampeã olímpica

  • Kayla Harrison promete mandar Amanda Nunes de volta à aposentadoria no UFC 324

    Kayla Harrison promete mandar Amanda Nunes de volta à aposentadoria no UFC 324

    Kayla Harrison promete fazer sua ex-companheira da ‘American Top Team’, Amanda Nunes, se arrepender de ter saído da aposentadoria no UFC 324. A luta pelo cinturão peso-galo (61 kg) feminino, marcada para o ‘co-main event’ no dia 24 de janeiro, na T-Mobile Arena, em Las Vegas (EUA), coloca frente a frente duas das atletas mais prestigiadas da história do MMA.

    Bicampeã olímpica e campeã do UFC, Harrison demonstra confiança total na vitória. Em entrevista ao portal ‘MMA Junkie’, a norte-americana afirmou que pretende encerrar de vez a trajetória da ‘Leoa’ dentro do octógono.

    “Não, eu não acho que ela vai voltar depois do que eu fizer com ela em 24 de janeiro. Eu receberia uma revanche, mas vou enviá-la de volta à aposentadoria”, disse Harrison.

    Confronto de GOATs

    Desde sua estreia no UFC, em abril de 2024, Harrison vem se consolidando como uma das principais forças da divisão. A atleta levou o título do peso-galo e se preparou para enfrentar a brasileira — que já conquistou o cinturão em duas categorias diferentes no Ultimate — em um combate que já é considerado um dos mais importantes da história feminina da companhia.

    Estou muito animada porque sinto que essa é uma luta sobre a qual todos temos especulado e conversado por muito tempo. Acredito que Amanda foi a maior lutadora feminina do planeta. Eu acredito que sou a melhor do mundo, e se você quer ser a melhor, precisa enfrentar quem é o topo agora. Está tudo se encaixando perfeitamente”, afirmou Harrison.

    Com a data marcada, o UFC 324 promete um duelo de alto nível técnico e emocional, reunindo duas das maiores estrelas da história do MMA feminino. Harrison busca consolidar sua posição como campeã, enquanto Nunes tenta provar que ainda pode competir no mais alto nível.

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  • Bia Mesquita revela inspiração em Kayla Harrison antes de estreia no UFC

    Bia Mesquita revela inspiração em Kayla Harrison antes de estreia no UFC

    Decacampeã mundial e Hall da Fama da IBJJF (International Brazilian Jiu-Jitsu Federation), a carioca Beatriz Mesquita ainda dá seus primeiros passos no MMA profissional. Com um cartel ainda invicto nas artes marciais mistas, após cinco lutas disputadas, a faixa-preta faz sua estreia no UFC neste sábado (11), contra Irina Alekseeva, no Rio de Janeiro, sua cidade natal. E para tentar repetir o sucesso que teve no jiu-jitsu, Bia se espelha em outra lenda do grappling, só que de outra modalidade.

    Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Bia Mesquita revelou que, desde sua chegada na ‘American Top Team’, a americana Kayla Harrison – bicampeã olímpica no judô e atual detentora do cinturão peso-galo (61 kg) do UFC – se tornou uma fonte de inspiração. A ética de trabalho da colega de time, mesmo já consagrada, é o que parece impressionar mais a brasileira.

    “Sim, a Kayla (Harrison) se tornou uma inspiração depois que a gente começou a treinar juntas, principalmente pelo fato dela estar sempre buscando a melhor versão dela. Independente dela ser campeã olímpica, da PFL, atual campeã do UFC, eu vejo ela todos os dias na academia sempre se dedicando muito. Então isso é claro que se torna uma inspiração. Me espelho nela. Vejo que esse é o caminho, que tenho que continuar me dedicando. Ela traz essa carga positiva”, declarou Bia.

    Ajuda mútua

    E apesar de potenciais concorrentes na divisão feminina dos galos no UFC, a parceria entre as duas parece não ter sido abalada pela chegada da brasileira na organização, ao menos por enquanto. De acordo com a faixa-preta de jiu-jitsu, a ajuda nos treinamentos tem sido mútua – o que também pode ser explicado pelo momento distinto que ambas vivem na carreira. Enquanto Bia dá seus primeiros passos no MMA, Kayla já se consagrou como campeã do principal evento do mundo.

    “A Kayla, desde que eu entrei na ‘ATT’, a gente teve essa parceria, essa troca muito legal. Ela me ajudando com toda a experiência que ela tem. Eu ajudando ela nos camps na parte do chão. A gente tem essa troca de energia muito positiva. E quando assinei com o UFC, nada mudou. A gente continuou se ajudando, isso é muito legal. Tenho pé no chão e sei que tenho um caminho a trilhar até lutar pelo título. O mais importante é a gente continuar se ajudando para chegarmos no topo juntas, sendo as tops da categoria, independente do cinturão”, concluiu.

    Em pouco mais de um ano competindo no MMA profissional, Bia Mesquita soma cinco vitórias em cinco combates disputados – todas pela via rápida, sendo três por finalização, sua principal arma. A carioca também chega ao Ultimate credenciada pelo título peso-galo do ‘LFA’, conquistado em junho deste ano, na sua última apresentação no show.

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  • Kayla Harrison mira status de “melhor de todos os tempos” com vitória sobre Amanda Nunes

    Kayla Harrison mira status de “melhor de todos os tempos” com vitória sobre Amanda Nunes

    Bicampeã olímpica de judô, ex-campeã da PFL e atual detentora do cinturão peso-galo (61 kg) do UFC, Kayla Harrison possui um dos currículos mais vitoriosos da história dos esportes de combate. Apesar do legado invejável, a americana almeja se tornar, indiscutivelmente, a melhor lutadora de todos os tempos. E vencer Amanda Nunes, apontada como a ‘GOAT’ do MMA feminino, pode ser o fiel da balança para alcançar tal façanha em sua carreira.

    Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Kayla admitiu que, nos tempos em que ambas treinavam juntas na ‘American Top Team’, era a ‘Leoa’ quem levava a melhor nas atividades. Entretanto, agora com bem mais bagagem e adaptada às artes marciais mistas, a judoca americana quer vencer Amanda Nunes – e convencer – para passar a ter um impacto e legado inquestionáveis para o esporte.

    “Sim (outras coisas me motivam além da Amanda). Ainda tenho gasolina no tanque e estou pronta para ser uma campeã ativa. Quero continuar a consolidar o meu legado. Ela realmente me deu uma surra (no primeiro treino) Mas estou animada para entrar lá. Vou impor minha vontade por cinco rounds, um minuto de cada vez e vou vencer por nocaute, nocaute técnico ou finalização. E eu vou me tornar a melhor lutadora de todos os tempos”, projetou Harrison.

    Sacrifício necessário

    Mas para ter a chance de dividir o octógono contra Amanda Nunes, Harrison precisa desbancar outra adversária implacável: a balança. Nos ciclos olímpicos, a americana competia com 78 kg. Já na PFL, dentro do MMA, Kayla se tornou campeã peso-leve (70 kg). Mas, agora, precisa atingir o limite dos galos (61 kg). O processo ao qual a judoca submete o próprio corpo é tão extremo que já a fez, inclusive, cogitar encerrar sua carreira profissional.

    “É difícil. Não vou adoçar a pílula e fingir que é fácil. Isso me desafia de maneiras que nunca fui desafiada antes. Acredito de coração que somente Deus consegue tirar aquela última libra do meu corpo, não sou forte o suficiente. É Deus, isso é fé e crença. Para mim, tudo que vale a pena na vida requer sacrifício. Não amo cortar peso e nem aprovo isso. Mas esse é o sacrifício que estou disposta a fazer para perseguir meus sonhos”, frisou a judoca americana.

    A aguardada superluta entre as duas estrelas do MMA feminino ainda não tem data definida, já que a brasileira precisa cumprir o protocolo de seis meses de testes antidoping antes de retornar ao octógono. Mesmo assim, o confronto entre Amanda e Kayla já começa a ganhar status de um dos maiores da história da modalidade, dado as credenciais das atletas envolvidas.

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  • Mackenzie Dern aposta em vitória de Amanda Nunes contra Kayla Harrison: “Ela nocauteia”

    Mackenzie Dern aposta em vitória de Amanda Nunes contra Kayla Harrison: “Ela nocauteia”

    A próxima disputa de título na categoria feminina dos pesos-galos (61 kg), apesar de ainda não oficial, já está encaminhada. E, por mais que a atual campeã Kayla Harrison desponte como favorita para a provável superluta contra Amanda Nunes, há quem pense que a brasileira, mesmo voltando da aposentadoria, é capaz de ‘quebrar a banca’ e retomar não só o cinturão, mas também o domínio da divisão. É assim, inclusive, que Mackenzie Dern enxerga a situação.

    Em recente entrevista ao canal ‘MMA Crazy’, durante a ‘Semana Internacional da Luta’, em Las Vegas (EUA), a destaque dos pesos-palhas (52 kg) foi questionada sobre o confronto e deu seu palpite. Por mais que tenha exaltado as credenciais de Kayla, bicampeã olímpica de judô e especialista na luta agarrada, Mackenzie Dern citou a bagagem e experiência da ‘Leoa’ no MMA profissional como um possível fiel da balança para o confronto.

    Na minha visão, não há ninguém como a Amanda. Se existe alguém que pode sair da aposentadoria e dar um show, é ela. Estou ansiosa para esse retorno, acredito que ela tem tudo para ter uma carreira longa nessa volta, se ela optar por isso. Eu acredito que ela nocauteia (a Kayla). Os socos da Amanda são bons demais. A Kayla tem as quedas e o controle, que são ótimos, dá para ver o quão técnica ela é. Mas a Amanda tem muita experiência em conectar golpes e colocar pressão. Não acho que Kayla tem tido essa experiência contra rivais que socam tão forte”, opinou Dern.

    Rivalidade silenciosa

    A disputa entre a atual campeã e a considerada a ‘GOAT’, por si só, já promove a luta entre Amanda e Kayla como uma das maiores de todos os tempos do MMA feminino. Mas um ingrediente apimenta ainda mais a rivalidade entre as competidoras: o passado como companheiras de equipe. Nos últimos anos, a ‘Leoa’ e Harrison dividiram os tatames da ‘American Top Team’.

    E a ascensão da judoca no MMA profissional fez a brasileira abandonar sua base de treinos. Ciente das credenciais de Kayla, Amanda optou em sair da ‘ATT’ pois já previa que eventualmente seu caminho poderia cruzar com o da americana. Algumas temporadas depois, a projeção da Leoa se concretizou e, ao que tudo indica, as duas ex-parceiras de treino farão um ‘tira-teima’ à vera dentro do octógono mais famoso do mundo.

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  • Kayla Harrison relembra primeiro treino com Amanda Nunes: “Ela me deu uma surra”

    Kayla Harrison relembra primeiro treino com Amanda Nunes: “Ela me deu uma surra”

    Ao que tudo indica, Kayla Harrison e Amanda Nunes medirão forças na próxima rodada em uma superluta que coloca em disputa o cinturão peso-galo (61 kg) feminino do UFC. E se os fãs de MMA anseiam por saber quem levará a melhor no octógono mais famoso do mundo, as partes envolvidas no confronto sabem como era a rotina de treinos no tatame, quando ainda eram companheiras de equipe na ‘American Top Team’. Bicampeã olímpica de judô, a americana relembrou como foi seu primeiro ‘sparring’ com a ‘Leoa’.

    Em recente participação no programa ‘The Ariel Helwani Show’, Kayla ativou o ‘modo sincerão’ e admitiu que levou a pior contra a brasileira em seu início na ‘ATT’. Em contrapartida, a atual campeã do UFC frisa que, à época, sequer havia competido profissionalmente no MMA profissional. Hoje, já com 20 combates no cartel, a americana ainda deixa uma pulga atrás da orelha dos fãs, ao sugerir que a primeira sessão de treino com a ‘Leoa’ teria sido interrompida por uma das atletas, ainda no segundo round. O motivo da pausa e quem teria a solicitado Harrison manteve em segredo, ao menos por ora.

    “Sim, já pensava (em lutar com ela desde o primeiro dia). Já imaginava (risos). Fui lá para visitar, fui para Jersey e Vegas e depois vim aqui (na ATT) conhecer e fiz um sparring com ela, na verdade. No segundo dia já treinei com ela (Amanda Nunes). E logo após disso já pensei: ‘É isso, é para cá que eu virei’. Foi bom (o treino), ela me deu uma surra. Mas uma de nós parou após dois rounds. Não pensava: ‘Vou lutar com ela agora’. E sim algo tipo: ‘Essa é a melhor do mundo, é ela aqui’. E se você quiser ser a melhor, você tem que treinar com os melhores. Então virei para cá. Eu nem tinha lutado (MMA) ainda. Eu só treinava há alguns meses. Não sei (porque paramos após dois rounds)”, relatou a judoca.

    Americana surge como favorita

    Apesar de aparentemente verídico, o relato de Kayla vai contra o que o mercado enxerga para o possível combate. Isto porque Amanda Nunes abriu como zebra para o duelo contra a americana, que despontou com ligeiro favoritismo nas principais casas de apostas. Ex-companheiras de equipe na ‘American Top Team’, Harrison e a ‘Leoa’ irão transferir a rivalidade de outrora nos tatames para o octógono mais famoso do mundo. Agora resta saber quem levará a melhor quando todos os holofotes estiverem voltados para as duas estrelas do MMA feminino.

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  • Amanda Nunes surge como zebra em eventual superluta contra Kayla Harrison no UFC

    Amanda Nunes surge como zebra em eventual superluta contra Kayla Harrison no UFC

    No último sábado (7), Kayla Harrison não tomou conhecimento de Julianna Peña no ‘co-main event’ do UFC 316. E, momentos após se tornar campeã peso-galo (61 kg) da organização, a americana deixou claro seu plano ao convocar Amanda Nunes para o octógono montado em Newark (EUA). A encarada protagonizada entre as duas serviu para, mesmo que ainda de forma não oficial, promover a próxima disputa de título da categoria. E o momento, aliado ao contexto, foi o suficiente para que as principais casas de apostas já projetassem como seria a provável superluta.

    E, de acordo com o site especializado ‘BetOnline.ag’, a ‘Leoa’ desponta como zebra para o confronto. Apontada como a ‘GOAT’ do MMA feminino, Amanda Nunes abriu com uma ‘odd’ (probabilidade) de +145. Isso significa que o fã dos esportes de combate que investir R$ 100 na vitória da baiana teria um lucro de R$ 145 caso o palpite se concretizasse.

    Por outro lado, Kayla surge como uma ‘odd’ de -170. Por ser apontada como favorita no eventual duelo, a bicampeã olímpica de judô não representaria uma aposta tão atrativa quanto Amanda. Sendo assim, para lucrar R$ 100 com a vitória da americana, o fã de MMA teria que desembolsar uma quantia prévia de R$ 170 e cravar sua projeção.

    Rivalidade silenciosa

    A disputa entre a atual campeã e a GOAT, por si só, já promove a luta entre Amanda e Kayla como uma das maiores de todos os tempos do MMA feminino. Mas um ingrediente apimenta ainda mais a rivalidade entre as competidoras: o passado como companheiras de equipe. Nos últimos anos, a ‘Leoa’ e Harrison dividiram os tatames da ‘American Top Team’.

    E a ascensão da judoca no MMA profissional fez a brasileira abandonar sua base de treinos. Ciente das credenciais de Kayla, Amanda optou em sair da ‘ATT’ pois já previa que eventualmente seu caminho poderia cruzar com o da americana. Algumas temporadas depois, a projeção da Leoa se concretizou e, ao que tudo indica, as duas ex-parceiras de treino farão um ‘tira-teima’ à vera dentro do octógono mais famoso do mundo.

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  • Estrela do boxe, Claressa Shields anuncia o fim de sua aventura no MMA

    Estrela do boxe, Claressa Shields anuncia o fim de sua aventura no MMA

    A aventura da estrela do boxe Claressa Shields no MMA chegou ao fim. O anúncio foi feito pela própria lutadora americana – considerada por boa parte da comunidade das lutas como a maior boxeadora de todos os tempos – em participação recente no programa ‘The Ariel Helwani Show’.

    De acordo com a boxeadora, que agora voltará a focar somente na sua carreira na nobre arte, a PFL chegou a oferecer uma nova luta, que foi prontamente recusada por ela. Além da falta de tempo hábil para se adaptar completamente às diferentes áreas do MMA, especialmente o ‘grappling’, Claressa Shields credita sua decisão aos pedidos da família e do namorado, que eram contra sua atuação nas artes marciais mistas.

    MMA acabou. Foi divertido. Não tenho tempo suficiente para treinar para isso. Leva seis a oito meses apenas para me preparar para defender quedas. Mesmo que eu tenha melhorado bastante, eu dediquei meu tempo, quebrei meu braço duas vezes… Foi divertido e eu aproveitei cada luta”, decretou Shields.

    Claressa Shields no MMA

    Bicampeã olímpica e dona de múltiplos títulos mundiais, Claressa Shields se consolidou como um dos maiores nomes do boxe feminino na história. Dominante na nobre arte, a americana decidiu se testar no MMA – sem abandonar a modalidade que a consagrou. Na nova modalidade, ‘T-Rex’ – como é conhecida – disputou três combates, todos sob a bandeira da PFL (Professional Fighters League), entre 2021 e 2024.

    Como era de se esperar, mesmo diante de rivais de nível questionável, Claressa Shields teve dificuldade para fazer a transição para o MMA, especialmente no que diz respeito à luta agarrada. Assim, a estrela do boxe deixa a modalidade com um cartel de duas vitórias e uma derrota.

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  • Bicampeã olímpica, Kayla Harrison explica mentalidade vencedora antes de estreia no UFC

    Bicampeã olímpica, Kayla Harrison explica mentalidade vencedora antes de estreia no UFC

    Bicampeã olímpica e campeã mundial de judô. Duas vezes vencedora do GP dos pesos-leves (70 kg) da PFL no MMA. Estas são apenas algumas das credenciais que Kayla Harrison carrega em seu extenso currículo no mundo das artes marciais. Recém-contratada pelo Ultimate, a judoca busca ampliar ainda mais tal legado para se tornar a “maior atleta de combate da história”. Antes de sua aguardada estreia no UFC 300 deste sábado (13), a americana explicou, em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, como funciona sua ‘mentalidade vencedora’.

    Habituada a competir em ciclos olímpicos carregados de alta pressão, Kayla destaca que convence a si própria que cada dia de treino e preparação é uma ‘Olimpíada à parte’. Foi com essa mentalidade que a americana resolveu aceitar o desafio de, pela primeira vez na carreira, competir na categoria dos galos (61 kg) e encarar um corte de peso brusco aos 33 anos. De acordo com a própria, sua disciplina no camp de preparação tem sido fundamental para o bom andamento de suas metas antes do UFC 300.

    “É muito (a se fazer). Acho que minha vida toda me preparou para esse momento. As Olimpíadas são a cada quatro anos. Mas meu ditado favorito é: ‘Não é a cada quatro anos, é todos os dias’. Acho que esse (pensamento) teve um grande destaque nesse camp. Toda vez que eu queria comer um pedaço de doce, ou toda vez que eu não queria fazer um treino extra de cardio. Toda pequena decisão que você toma pode te aproximar ou afastar de seu objetivo. Estou bem orgulhosa de como me comportei nesse camp, como treinei, toda a preparação, o quão disciplinada eu fui. Realmente acho que vai valer a pena para mim. Minha mentalidade é ótima. Fisicamente, sou boa. Mentalmente, me sinto forte. Espiritualmente, estou em forma. Chegou a minha hora!”, detalhou Kayla.

    Ex-campeã pela frente

    Logo em seu debute na nova organização, Harrison terá um desafio e tanto pela frente. Afinal de contas, a judoca encara a ex-campeã e atual número 5 do ranking até 61 kg, Holly Holm. Sendo assim, em caso de vitória sobre a veterana no UFC 300, a expectativa é de que Kayla já fique consideravelmente próxima de uma chance de disputar o título da categoria, que hoje pertence a Raquel Pennington.

  • Kayla Harrison projeta se tornar “a maior atleta de combate” da história com título do UFC

    Kayla Harrison projeta se tornar “a maior atleta de combate” da história com título do UFC

    Bicampeã olímpica no judô e duas vezes vencedora do torneio peso-leve (70 kg) da PFL, Kayla Harrison chega ao UFC com um objetivo claro em mente: conquistar o título peso-galo (61 kg) do principal evento de MMA do mundo. Caso alcance o cinturão do Ultimate, a lutadora americana acredita que será capaz de escrever seu nome na história dos esportes de combate de uma vez por todas.

    Isso porque, na visão da judoca, se conseguir juntar um título do UFC à sua já numerosa galeria de troféus, ela alcançaria o status de maior atleta de combate de todos os tempos. Atualmente, Henry Cejudo – campeão olímpico no wrestling e dono de dois cinturões do Ultimate – é quem assume para si essa alcunha.

    “Esse é um argumento que eu tive com Henry (Cejudo) zilhões de vezes, sobre como ele é o maior atleta de combate de todos os tempos. Eu disse: ‘Henry, querido, eu estou indo atrás de você. Você tem uma (medalha) olímpica – apenas uma. O que você vai fazer com uma?’. Eu vou chegar bem rápido no UFC, conquistar um cinturão, talvez conquistar outro cinturão bem rápido, defendê-lo, e ser bicampeã do UFC. E aí eu sou uma campeã mundial, campeã pan-americana e campeã dos Jogos Olímpicos. Seja como for, eu vou ser, indiscutivelmente, a maior atleta de combate de todos os tempos“, projetou Kayla.

    Carreira de Kayla Harrison

    Oriunda do judô, modalidade na qual iniciou seus treinamentos ainda na infância, Kayla Harrison conquistou diversos títulos na arte marcial japonesa, entre eles as duas medalhas de ouro nas Olimpíadas de Londres e do Rio de Janeiro, em 2012 e 2016. A americana iniciou sua trajetória no MMA profissional em 2018 e construiu sua carreira na PFL, onde venceu dois GP’s do peso-leve, em 2019 e 2021.

    Agora, a judoca chega ao Ultimate com enorme expectativa por parte dos fãs. Logo em sua estreia, Kayla terá um desafio e tanto pela frente. No dia 13 de abril, a bicampeã olímpica enfrentará a ex-campeã peso-galo Holly Holm, no card do UFC 300, em Las Vegas (EUA), pela categoria até 61 kg, duas classes de peso abaixo do que está acostumada a competir.

  • Vítima de abuso, Kayla Harrison repreende pergunta inapropriada de fã no UFC; entenda

    Vítima de abuso, Kayla Harrison repreende pergunta inapropriada de fã no UFC; entenda

    Uma situação bastante delicada foi presenciada na última sexta-feira (8) nas dependências do Ultimate, em Miami (EUA). Em uma dinâmica com os fãs, a fim de promover a edição centenária do UFC 300, Kayla Harrison, Alex Poatan e Arman Tsarukyan usaram o palco montado na pesagem do UFC 299 para interagirem com os torcedores presentes na arena. Um deles, porém, ultrapassou os limites ao usar o microfone da organização para realizar uma pergunta de cunho sexual envolvendo a bicampeã olímpica de judô – que posteriormente lamentou e repreendeu a atitude.

    Recém-contratada pelo UFC, Kayla ficou de mãos atadas e não pôde reagir ao comentário inapropriado, uma vez que a pergunta foi feita em russo e direcionada a Tsarukyan, que é fluente na língua. O wrestler – que inclusive é companheiro de equipe da judoca na ‘American Top Team’ – foi questionado quantas vezes teria relação sexual com a americana (em tradução livre baseada em alguns sites especializados russos). Visivelmente incomodado, Arman titubeou, mas acabou respondendo à pergunta com um simples: “Algumas” (veja abaixo ou clique aqui).

    A resposta arrancou risadas do fã em questão e atiçou a curiosidade da jornalista que mediava a dinâmica entre atletas e fãs. Ao questionar Arman sobre qual seria a tradução para a pergunta que acabara de receber, a apresentadora viu o lutador desconversar ao dizer: ‘É uma pergunta estúpida’. A resposta de Tsarukyan despertou uma gargalhada nos presentes no palco, inclusive em Kayla, que não fazia ideia de que havia acabado de ser alvo de um comentário, no mínimo inapropriado.

    A bicampeã olímpica foi entender a situação no dia seguinte, quando inúmeros veículos de imprensa russos escreveram sobre o ocorrido, com traduções da pergunta na língua inglesa. Ao ter discernimento sobre o que ocorreu, Kayla, em recente participação no programa ‘The MMA Hour’, repreendeu veementemente a postura do fã e comparou o tratamento recebido nos esportes de combate entre competidores homens e mulheres.

    Ele fez uma pergunta muito inapropriada sobre mim (…) É desanimador, é desrespeitoso. Sou bicampeã olímpica, campeã mundial, sou mãe, luto contra o abuso sexual, escrevi um livro, tenho uma fundação. Pensando nisso, foi desrespeitoso alguém sequer fazer essa pergunta. Mas mais do que isso, você nunca ouviria uma (lutadora) mulher ser questionada: ‘Quantas vezes você faria sexo com o Alex Pereira?’ Nós não sexualizamos homens assim. Foi bem desanimador, fiquei bem envergonhada e em choque no início”, relembrou a judoca.

    Vítima de abuso infantil

    Antes de se consagrar no judô como bicampeã olímpica em Londres, 2012, e Rio, 2016, Kayla passou por maus bocados na sua iniciação no esporte. Quando tinha apenas 13 anos de idade, a atleta foi molestada pelo seu primeiro técnico, Daniel Doyle, que foi preso. Atualmente, Harrison tem uma fundação que ajuda crianças e adolescentes e seus pais a lidarem com situações de abuso.

    Confira o relato de Kayla na íntegra

    “Houve uma sessão de perguntas e respostas com os fãs. Em determinado momento veio um fã falar com o Arman em russo. Arman estava sendo vaiado o tempo inteiro. Nós já conversamos sobre, estamos bem. Mas o cara basicamente perguntou a ele quantas vezes ele… Fez uma pergunta muito inapropriada sobre mim. E o Arman respondeu. E eu parecia uma idiota, estava lá no palco sorrindo. Aí a Megan perguntou: ‘Pode traduzir?’. Aí ele: ‘Não, é uma pergunta estúpida’. E no dia seguinte fui marcada em vários sites russos com a tradução do que ele perguntou. É desanimador, é desrespeitoso. Sou bicampeã olímpica, campeã mundial, sou mãe, luto contra o abuso sexual, escrevi um livro, tenho uma fundação. Pensando nisso, foi desrespeitoso alguém sequer fazer essa pergunta. Mas mais do que isso, você nunca ouviria uma (lutadora) mulher ser questionada: ‘Quantas vezes você faria sexo com o Alex Pereira?’ Nós não sexualizamos homens assim. Foi bem desanimador, fiquei bem envergonhada e em choque no início. Mas depois pensei: ‘Quer saber? F***. Vou continuar sendo eu e falar sobre isso quando chegar a hora porque acho errado’. Quero mudar a dinâmica do esporte não só por mim, mas pelas futuras lutadoras mulheres. Ainda por cima foi no Dia Internacional das Mulheres. Tipo, o que você está falando?”, relatou Kayla.