Tag: antitruste

  • Dana White é intimado a testemunhar em processo antitruste contra o UFC

    Dana White é intimado a testemunhar em processo antitruste contra o UFC

    Maior evento de MMA do mundo, o UFC enfrenta mais um processo judicial antitruste contra a organização. E desta vez, Dana White – presidente da liga – foi intimado pelo juiz responsável pela ação em curso a testemunhar no Tribunal, em audiência que deve acontecer entre os dias 4 e 5 de fevereiro.

    A mais recente ação coletiva antitruste contra o Ultimate está sendo liderada pelo letão naturalizado canadense Misha Cirkunov, dispensado pela companhia em 2022 depois de sete anos de serviços prestados. O processo contesta especificamente a força executória das cláusulas de arbitragem e renúncias a ações coletivas em contratos da UFC.

    Neste caso, o UFC deve entregar à Justiça informações sobre o pagamento de lutadores e discussões contratuais, incluindo dados do celular dos principais dirigentes da companhia. A questão é que os autores da ação alegam haver lacunas nos dados entregues por Dana White e Tracy Long, um dos chefes do departamento jurídico do Ultimate.

    Por conta disso, o juiz Richard F. Boulware ordenou que seja feita uma ‘audiência de destruição’ com White e Long, para que ambos possam testemunhar e esclarecer o caso, para os dias 4 e 5 de fevereiro. Como o termo (audiência de destruição) sugere, o depoimento dos dirigentes do UFC envolve a possível destruição de evidências – fato que, se comprovado, poderia deixar os citados em maus lençóis.

    Juiz desafeto?

    O juiz Richard F. Boulware, por sinal, é um velho conhecido de Dana White e do UFC. O magistrado também foi responsável por arbitrar a ação coletiva Le vs Zuffa, que terminou com um acordo bilionário favorável aos atletas que processaram a entidade, no qual o Ultimate teve que arcar com o pagamento de uma quantia de 375 milhões de dólares (cerca de R$ 2,1 bilhões na cotação da época) aos demandantes.

    Além disso, o magistrado e o presidente do UFC foram colegas de escola na juventude. O conhecimento prévio e uma suposta rixa pessoal de Richard F. Boulware, inclusive, foram citados por Dana White como motivos que teriam levado o juiz a ‘endurecer o jogo’ para o Ultimate no caso.

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  • Dana White discute com jornalista durante coletiva de Canelo vs Crawford; veja

    Dana White discute com jornalista durante coletiva de Canelo vs Crawford; veja

    Na noite da última quinta-feira (11), Dana White promoveu a coletiva de imprensa para a superluta de boxe entre Terence Crawford e Saúl ‘Canelo’ Álvarez, que duelam neste sábado, com transmissão global da ‘Netflix’. Mas o confronto entre as estrelas dos ringues acabou ficando em segundo plano após uma discussão acalorada entre o presidente do UFC e um repórter roubar a cena (veja abaixo ou clique aqui) durante a cerimônia, realizada na ‘T-Mobile Arena’, em Las Vegas (EUA).

    Presidente do Ultimate, Dana decidiu se aventurar no ramo da nobre arte e fará sua estreia como promotor da modalidade neste sábado. E foi um questionamento que une esses dois mundos que tirou o cartola do sério. Repórter do meio, Sean Zittel fez uma pergunta que fugiu da temática do evento e expôs uma aparente tentativa de mudar algumas engrenagens no ramo do boxe para benefício da ‘TKO Boxing’, liga recém-criada.

    Entenda o contexto

    No mundo do boxe, existe a ‘A Lei Muhammad Ali’,  uma lei federal dos EUA promulgada em 2000 que visa proteger os boxeadores contra exploração, aumentando a transparência nas finanças, evitando conflitos de interesses e promovendo a integridade e o espírito desportivo na modalidade. E, aparentemente, a ‘TKO Group Holdings’, conglomerado que administra o UFC e a WWE, quer alterar alguns detalhes desta regulamentação, a fim de implementar um modelo similar ao vigente hoje no Ultimate.

    A grande questão é que tal modelo administrado por Dana White no UFC virou alvo de diversas ações coletivas lideradas por ex-lutadores no chamado ‘processo antitruste’, que alega que a empresa faz uso de práticas ilegais a fim de diminuir a margem de crescimento de seus concorrentes e, assim, estabelecer seu monopólio de mercado. Pressionada judicialmente, a principal liga de MMA do mundo aceitou um acordo para pagar uma quantia de 375 milhões de dólares (R$ 2,1 bilhões) aos demandantes.

    Dado o contexto, o jornalista trouxe à tona essa recente ação judicial movida por lutadores contra o UFC para questionar a linha de raciocínio da ‘TKO Boxing’ em tentar, nos bastidores, mudar detalhes da ‘Lei Muhammad Ali’. O que, em seu entendimento, seria repetir um erro através de práticas consideradas ilegais. Visivelmente irritado com a pergunta, Dana White iniciou um bate boca mais acalorado com o repórter.

    Confira o diálogo entre as partes na íntegra:

    Repórter: “Esta luta, como você disse no início da semana, está prestes a ser a terceira maior bilheteria da história dos esportes de combate. É a segunda maior bilheteria que você já promoveu, além de Mayweather-McGregor. As cinco maiores lutas da história dos esportes de combate são no boxe e aconteceram nos últimos 10 anos. Então, minha pergunta para você é: por que você quer fazer mudanças radicais na Lei de Reforma Muhammad Ali, que visa proteger os lutadores, para implementar um modelo de negócios que atualmente faz sua empresa já pagar 375 milhões de dólares em processos antitruste e tem duas potenciais ações coletivas pendentes a caminho?”, questionou Zittel.

    Dana: “Esta é obviamente uma longa discussão. Se você quiser falar comigo sobre isso, marque uma entrevista. Não se trata de mim e do meu negócio. Trata-se desses dois caras (Canelo e Crawford) no sábado à noite”, respondeu Dana.

    Repórter: “Minha pergunta complementar, Dana: no início desta semana, a Comissão Atlética do Estado da Califórnia realizou uma audiência sobre a TKO estar tentando implementar essas mudanças na Lei Ali. Ela foi adiada por três meses…”, começou Zittel seu raciocínio, antes de ser interrompido pelo dirigente.

    Dana: “Escute, você quer se exibir agora mesmo. Marque uma entrevista comigo se é realmente sobre isso que você quer falar. Se tiver perguntas para esses dois (Canelo ou Crawford), pergunte, e você pode marcar uma entrevista comigo.”, rebateu White.

    Repórter: “Isso é a América, querido. Primeira Emenda (liberdade). Dana, minha pergunta complementar é: se a TKO não conseguir fazer essas mudanças na Lei Ali, você ainda investirá no boxe? Você vai competir no mercado?”, insistiu o repórter.

    Dana: “Escute, se você quer bancar o babaca, vamos fazer isso em particular e podemos dar uma entrevista”, disse White. “Se você quiser se exibir, eu entendo. Se tiver perguntas para esses dois que vão lutar no sábado, a história é outra.”, concluiu Dana.

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  • Juiz emite aprovação final para acordo bilionário em ação movida por lutadores contra o UFC

    Juiz emite aprovação final para acordo bilionário em ação movida por lutadores contra o UFC

    A novela do caso judicial denominado ‘processo antitruste’ ganhou um capítulo bastante relevante nesta quinta-feira (6). Afinal, na data em questão, o UFC enfim recebeu a aprovação final do juiz Richard Boulware para o acordo firmado entre a companhia e os lutadores. Alvo de duas ações distintas da mesma natureza, a liga presidida por Dana White colocou um ponto final em definitivo no ‘caso Le’, em alusão a Cung Le, um dos atletas que lideraram o processo. Para isso, o Ultimate terá que pagar uma quantia de 375 milhões de dólares (R$ 2,1 bilhões) aos demandantes.

    O acordo entre os lutadores e o UFC já havia sido alcançado em outubro passado, com o juiz dando uma aprovação preliminar. Entretanto, agora, com o aval definitivo e final de Boulware, esta última medida encerra oficialmente o caso com o dinheiro agora definido para ser distribuído aos atletas envolvidos no litígio. Durante o processo desta quinta-feira, os advogados do Ultimate enfatizaram ao tribunal que a organização deseja que os lutadores envolvidos nesta ação coletiva entrem com ações judiciais para receber o dinheiro que lhes é devido.

    O valor exato a ser pago a cada atleta ainda será definido após a dedução dos honorários advocatícios. E fatores como o número de lutas realizadas no período em que o processo esteve em aberto também afetarão a quantia que cada lutador tende a receber com o acordo aprovado de maneira definitiva. Antes mesmo do ‘caso Le’ chegar a um denominador comum na Justiça, os advogados dos lutadores envolvidos na ação projetaram, em média, qual seria o valor médio pago para cada um de seus clientes.

    Segundo o acordo, os membros do ‘caso Le’ recuperariam (em média), após a dedução de todas as taxas e custos, 250 mil dólares. Trinta e cinco membros da classe receberiam mais de 1 milhão de dólares; quase 100 lutadores receberiam  mais de 500 mil dólares; mais de 200 combatentes receberiam mais de 250 mil dólares ; mais de 500 lutadores receberiam mais de 100 mil dólares; e quase 800 receberiam mais de 50 mil dólares. Por qualquer medida razoável, o acordo, se aprovado, colocaria agora dinheiro para “mudança de vida” nas mãos das famílias de várias centenas de combatentes”, destacou a equipe de defesa dos atletas, de acordo com o site ‘MMA Fighting’.

    Segundo processo em aberto

    Além do ‘caso Le’, que chegou a uma conclusão nesta semana, o processo antitruste também tem inserido em seu corpo o ‘caso Johnson’, em alusão a Kajan Johnson, um dos lutadores que lideraram essa ação. O processo de Le começou há quase uma década. Cinco ações coletivas separadas entre dezembro de 2014 e março de 2015 foram eventualmente consolidadas em uma. Posteriormente, em uma segunda ação separada, movida em 2021, surgiu o ‘caso Johnson’. Somados, os casos comportam cerca de 1200 ex-atletas do Ultimate.

    O segundo processo antitruste, o ‘caso Johnson’, está atualmente tramitando nos tribunais, com processos ainda em andamento, à medida que as duas partes se aproximam de um possível julgamento. É possível que um acordo separado seja alcançado, assim como no ‘caso Le’, mas por enquanto tanto os lutadores quanto o UFC continuam se preparando para um possível julgamento no futuro.

    Entenda a motivação do processo

    O Ultimate se tornou alvo judicial por demandantes do ‘processo antitruste’, que alegam que a empresa faz uso de práticas ilegais a fim de diminuir a margem de crescimento de seus concorrentes e, assim, estabelecer seu monopólio de mercado. Os processos se baseiam em supostas violações da ‘Lei Sherman’, que prescreve a regra da livre concorrência entre os envolvidos no comércio, assim como a regulação da competição entre as empresas de um mesmo ramo. 

    Os esforços judiciais foram liderados por ex-lutadores como Cung Le, Kyle Kingsbury, Kajan Johnson, Brandon Vera, dentre outros. Os atletas acusam a liga de estar envolvida em um esquema ilegal para adquirir e manter o monopólio do mercado dos atletas de elite através de contratos exclusivos, coerção e aquisições. Os acusadores do processo antitruste movido contra o UFC relatam que tais contratos faziam parte de um esquema ilegal para diminuir os salários e direito dos lutadores.

  • Juiz aprova novo acordo bilionário de ação movida por lutadores contra o UFC; entenda

    Juiz aprova novo acordo bilionário de ação movida por lutadores contra o UFC; entenda

    O caso ‘antitruste’ movido por um grupo de ex-lutadores contra o UFC teve um novo e decisivo desdobramento. Na última terça-feira (22), em Las Vegas (EUA), o juiz Richard Boulware emitiu uma aprovação preliminar dos novos termos do acordo entre as partes depois que a companhia chegou a um denominador comum com os demandantes para pagar US$ 375 milhões (R$ 2,1 bilhões) para resolver o primeiro processo, chamado ‘caso Le’, em alusão a Cung Le, um dos profissionais que lideraram a iniciativa.

    Tudo começou quando um grupo de ex-lutadores do UFC processou a organização, alegando que ela estava envolvida em um esquema ilegal para adquirir e manter o monopólio do mercado dos atletas de elite através de contratos exclusivos, coerção e aquisições que eliminaram concorrentes em potencial. Em março, a companhia aceitou pagar 335 milhões de dólares (cerca de R$ 1,9 bilhões) aos demandantes para encerrar os dois processos e não ir ao Tribunal, porém em julho, o juiz que supervisiona o caso negou a aprovação preliminar para tal acordo.

    Na ocasião, o juiz não aprovou o acordo, porque, em seu entendimento, o pagamento parecia ter um valor baixo e os lutadores representados no segundo processo ‘antitruste’ poderiam se opor à certas cláusulas nos contratos existentes. Dessa forma, o grupo de ex-lutadores do UFC e a companhia continuaram buscando o acordo até que, enfim, chegaram ao valor de 375 milhões de dólares para a resolução do caso original. O processo foi movido pela primeira vez por veteranos em 2014, cobrindo os profissionais que atuaram na liga entre 2010 até 2017.

    Decisão agradou

    Após a decisão anunciada pelo juiz do caso, o principal advogado do grupo de ex-lutadores e um porta-voz oficial do UFC comemoraram o ‘final feliz’ da longa batalha judicial. Ao site ‘MMA Fighting’, Eric Cramer declarou que os demandantes estão ‘extremamente satisfeitos’ e classificou a posição de Boulware como uma ‘conquista monumental que trará alívio significativo a centenas de lutadores de MMA merecedores’. Já o representante da companhia, ao mesmo site, foi sucinto, ‘A decisão de hoje é uma boa notícia para ambas as partes’.

    Segundo processo

    Já o segundo processo ‘antitruste’ contra o UFC segue em andamento. Mas, assim como no primeiro caso, um acordo entre o grupo de profissionais que competiram na companhia no período de 2017 até o presente momento e o Ultimate pode ser alcançado antes do julgamento ser iniciado. Inclusive, Cramer declarou que, agora, seu foco passou a ser a resolução do segundo caso antitruste contra a liga.

  • Juiz remarca julgamento de ação movida por lutadores contra o UFC para fevereiro de 2025

    Juiz remarca julgamento de ação movida por lutadores contra o UFC para fevereiro de 2025

    O caso judicial denominado ‘processo antitruste’ – ação movida por ex-lutadores do UFC contra a organização – ganhou um novo capítulo nesta semana. Depois de rejeitar um acordo bilionário firmado entre as partes envolvidas, Richard Boulware oficializou uma nova data para o julgamento. Juiz encarregado pelo processo, o profissional remarcou a continuidade do processo no Tribunal para o dia 3 de fevereiro de 2025.

    De acordo com o site ‘MMA Fighting’, a nova data de julgamento foi estabelecida pelo juiz na última segunda-feira (19). Ainda segundo o site, Boulware ainda teria informado as partes envolvidas, demandantes e réus, que a data não será alterada a menos que ele aprove um novo acordo para o processo.

    Acordo ainda é possível?

    Depois de se tornar alvo de um processo movido por ex-lutadores do UFC, que acusavam a liga de estar envolvida em um esquema ilegal para adquirir e manter o monopólio do mercado dos atletas de elite através de contratos exclusivos, coerção e aquisições, o Ultimate chegou a um acordo e aceitou pagar aos demandantes a quantia de 335 milhões de dólares (R$ 1,82 bilhões).

    Com o acordo selado entre as partes, a tendência era que o processo fosse encerrado sem a necessidade de ir para o Tribunal. Entretanto, o juiz encarregado pelo caso vetou a negociação entre as partes, alegando que, em seu entendimento, o pagamento parecia ter um valor baixo para a natureza do caso. Ao saber da medida de Richard, Dana White veio a público insinuar que o profissional poderia estar motivado por fatores pessoais, já que ambos estudaram juntos no ensino médio.

    Sendo assim, para impedir o início do julgamento, os demandantes (ex-atletas) e os réus (representantes do UFC) teriam que chegar a um novo acordo e apresentá-lo ao juiz. Caso Richard Boulware considere o valor da nova proposta justo, ele pode assinar sua aprovação e oficialmente encerrar o contrário. Mas caso contrário, o caso vai ao Tribunal em fevereiro de 2025.

    Resumo do processo

    As táticas de negociação adotadas pelo UFC estão no centro de uma disputa judicial. Os demandantes alegam que a companhia infringiu a lei ao ‘prender’ atletas a contratos de longo prazo, impedindo que os concorrentes pudessem competir no mercado do MMA e também buscassem tais lutadores da elite. Os acusadores do processo antitruste do UFC relatam que tais contratos faziam parte de um esquema ilegal para diminuir os salários e direito dos lutadores.

  • Dana sugere que ‘fator pessoal’ levou juiz a rejeitar acordo de ação movida contra o UFC

    Dana sugere que ‘fator pessoal’ levou juiz a rejeitar acordo de ação movida contra o UFC

    Na última terça-feira (30), a alta cúpula do UFC foi surpreendida. Se em março a organização aceitou pagar 335 milhões de dólares (cerca de R$ 1,9 bilhões) a um grupo de ex-lutadores da companhia para não ir ao Tribunal, agora, o juiz Richard Boulware, que supervisiona o caso, negou a aprovação preliminar para tal acordo. Mesmo distante da ala burocrática da empresa, Dana White estranhou a decisão do seu velho conhecido.

    Em entrevista ao canal do ‘YouTube’ ‘Kevin Iole’, o presidente do UFC revelou que foi colega de Boulware no colégio. Como a decisão do juiz não favoreceu a liga, Dana insinuou que o mesmo foi pouco profissional, levando o caso para o lado pessoal devido a possíveis problemas entre eles no passado.

    Segundo o site ‘MMA Fighting’, o juiz não aprovou o acordo entre as partes, porque, em seu entendimento, o pagamento parecia ter um valor baixo. Mas Dana não comprou tal justificativa. Tanto que o cartola sugeriu que, em busca de vingança por conta de algo mal resolvido, Richard resolveu ‘acertar as contas’ de forma não convencional, utilizando seu poder.

    “Está chegando a um ponto agora em que isso parece pessoal. Você sabia que eu estudei com esse cara no ensino médio? Eu e Lorenzo Fertitta estudamos com ele no ensino médio. Não sei o que diabos eu ou Lorenzo fizemos com ele no ensino médio, mas isso parece muito pessoal. Acho que não fiz nada para esse cara. Não tenho dúvidas de que isso parece absolutamente pessoal. Seja o que for com esse cara, vamos deixar os advogados lidarem com isso”, declarou o cartola.

    Entenda o caso

    Tudo começou quando um grupo de ex-atletas do UFC processou a organização, alegando que ela estava envolvida em um esquema ilegal para adquirir e manter o monopólio do mercado dos lutadores de elite através de contratos exclusivos, coerção e aquisições que eliminaram concorrentes em potencial. Depois de um longo período de disputa judicial, iniciado em 2014, o Ultimate aceitou pagar o valor acordado entre as partes para encerrar as duas ações antitruste separadas movidas pelos veteranos.

    Com o acordo estabelecido em março, a ‘TKO Group Holdings’, empresa que controla o UFC, a alta cúpula do Ultimate e os advogados do grupo de ex-lutadores da companhia comemoraram, ou seja, deram como finalizada a longa disputa judicial. Mas, agora, com a decisão do juiz, o caso voltará a ser discutido no Tribunal, com a data do julgamento sendo redefinida para outubro, fato que desagradou as partes envolvidas. De todo modo, a organização e seus antigos atletas podem voltar a negociar e chegar a um novo denominador comum.

  • Juiz rejeita acordo bilionário de ação movida por lutadores contra o UFC; entenda

    Juiz rejeita acordo bilionário de ação movida por lutadores contra o UFC; entenda

    Uma reviravolta aconteceu no processo antitruste do UFC. Em março, a maior organização de MMA do mundo aceitou pagar 335 milhões de dólares (cerca de R$ 1,97 bilhões) a um grupo de ex-lutadores da companhia para não ir ao Tribunal. Contudo, na última terça-feira (30), o juiz que supervisiona o caso negou a aprovação preliminar para tal acordo, redefinindo a data do julgamento para outubro.

    Tudo começou quando um grupo de ex-atletas do UFC processou a organização, alegando que ela estava envolvida em um esquema ilegal para adquirir e manter o monopólio do mercado dos lutadores de elite através de contratos exclusivos, coerção e aquisições que eliminaram concorrentes em potencial. Depois de um longo período de disputa judicial, iniciado em 2014, o Ultimate aceitou pagar o valor acordado entre as partes para encerrar as duas ações antitruste separadas movidas pelos veteranos.

    No entanto, de acordo com o site ‘MMA Fighting’, o juiz não aprovou o acordo entre as partes, porque, em seu entendimento, o pagamento parecia ter um valor baixo. Além disso, o juiz sinalizou que os lutadores representados no segundo processo poderiam se opor às cláusulas de arbitragem e renúncia de ação coletiva nos contratos existentes.

    Decisão surpreendente

    Vale destacar que, em março, a ‘TKO Group Holdings’, empresa que controla o UFC, a alta cúpula do Ultimate e os advogados do grupo de ex-lutadores da companhia comemoraram o acordo, ou seja, deram como finalizada a longa disputa judicial. Mas, agora, com a decisão do juiz, o caso voltará a ser discutido no Tribunal, fato que desagradou os advogados dos ex-lutadores.

    De acordo com os advogados, o valor acordado iria aliviar ou até resolver a situação financeira dos veteranos. Inclusive, parte dos ex-lutadores receberia mais de um milhão de dólares (cerca de R$ 5,6 milhões) e outros 500 ganhariam pelo menos 100 mil dólares (cerca de R$ 565 mil). Agora, o grupo, em caso de derrota no novo julgamento, não receberia nada. De todo modo, o UFC e seus antigos atletas podem voltar a negociar e chegar a um novo acordo.

  • Alvo de processo, UFC chega a acordo e aceita pagar valor bilionário para evitar julgamento; entenda

    Alvo de processo, UFC chega a acordo e aceita pagar valor bilionário para evitar julgamento; entenda

    Principal organização de MMA do mundo, o UFC se tornou alvo judicial no denominado ‘processo antitruste’, liderado por um grupo de até 1200 ex-atletas da companhia que alegavam que o Ultimate estava envolvido em um esquema ilegal para adquirir e manter o monopólio e monopsônio do mercado dos lutadores de elite através de contratos exclusivos, coerção e aquisições. O caso iria a julgamento no dia 15 de abril, mas o acordo entre as partes tende a encerrar o processo. Para não ir ao Tribunal, a liga presidida por Dana White aceitou pagar o valor de 335 milhões de dólares (R$ 1,67 bilhões) aos demandantes.

    Nesta quarta-feira (20), a ‘TKO Group Holdings’ – controladora do UFC – apresentou um informe revelando que a organização havia feito um acordo com as partes lesadas, com a empresa se dispondo a pagar os 335 milhões de dólares. De acordo com o documento, a anuência teria sido alcançada na última quarta-feira (13).

    “Em 13 de março de 2024, a TKO chegou a um acordo para resolver todas as reivindicações apresentadas em ambas as ações judiciais coletivas ([Cung] Le e [Kajan] Johnson) por um valor total de 335 milhões de dólares a serem pagos pela empresa e suas subsidiárias em parcelas ao longo de um período de tempo acordado. Os termos serão memorizados em um contrato longo e então submetidos ao tribunal para aprovação. A companhia prevê que o valor da liquidação será dedutível para fins fiscais”, informou a controladora do UFC, de acordo com o site ‘MMA Fighting’.

    Ultimate saiu no lucro com o acordo?

    As ações judiciais movidas contra o UFC – centralizadas em um grande processo – buscavam até 1,6 bilhão de dólares (R$ 8 bilhões) em danos e centravam-se em supostas violações da ‘Lei Sherman’, que prescreve a regra da livre concorrência entre os envolvidos no comércio, assim como a regulação da competição entre as empresa de um ramo. Sendo assim, há quem julgue que o Ultimate fez um bom negócio ao aceitar o acordo com os demandantes.

    Os esforços judiciais foram liderados por ex-lutadores como Cung Le, Kyle Kingsbury, Kajan Johnson, Brandon Vera, dentre outros. Os demandantes também buscavam mudanças estruturais nos atuais contratos vigentes do UFC. No entanto, ainda não está claro se tais mudanças faziam parte dos termos finais do acordo. Através das redes sociais, a ‘Associação dos Lutadores de Artes Marciais Mistas’ comemorou a concordância entre as partes.

    Estamos satisfeitos com o acordo e divulgaremos mais quando entrarmos com o processo no Tribunal dentro de 45 a 60 dias. Nós amamos todos esses caras!”, destacou a publicação da Associação no ‘X’, antigo Twitter (veja abaixo ou clique aqui).

    Resumo do processo antitruste contra o UFC

    As táticas de negociação adotadas pelo UFC estavam no centro de uma disputa judicial. Os demandantes alegavam que a companhia infringiu a lei ao ‘prender’ atletas a contratos de longo prazo, impedindo que os concorrentes pudessem competir no mercado do MMA e também buscassem tais lutadores da elite. Os acusadores do processo antitruste do UFC alegam que tais contratos faziam parte de um esquema ilegal para diminuir os salários e direito dos lutadores. Com um acordo alcançado, o juiz responsável pelo caso, Richard Boulware, precisará assinar o acordo. Se confirmado, não haverá julgamento e ambas as ações ‘antitruste’ serão encerradas.