André ‘Sergipano’ estreou com vitória no UFC em novembro de 2019 – Diego Ribas

Sem lutar desde novembro de 2019, quando derrotou o compatriota Antônio Arroyo, no UFC São Paulo, por decisão dos jurados, André ‘Sergipano’ explicou o motivo de ainda não ter retornado ao octógono mais famoso do mundo. O atleta da equipe ‘TFT’ revelou que a pandemia de coronavírus foi a grande responsável por ele não ter atuado novamente na franquia. De acordo com o lutador, já existia um combate fechado para acontecer no mês de maio, mas com a propagação do vírus, a organização adiou o evento em que ele iria se apresentar e o deixou sem compromisso. Porém, segundo ele, agora não vai ficar mais tempo em duelo.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight, o lutador contou que iria se apresentar em evento que aconteceria em San Diego (EUA), no dia 16. Sem essa edição, o brasileiro recebeu uma nova oportunidade de lutar em junho, mas pediu para adiar sua volta, pois só retornou aos treinamentos mais fortes em maio, devido ao fechamento das academias no Brasil. Mas agora sem restrições de atividades, o lutador adiantou que já existe uma negociação para fechar seu segundo combate no UFC e revelou quando ele deve acontecer.

“Tinha contrato para lutar em maio, em San Diego. Mas por conta da pandemia, caiu a luta. O UFC me deu uma luta agora, mas muito em cima. Então eu pedi para jogar para final de agosto, mas ainda não teve encaixe. Mas falei com meu empresário e é quase certo de eu lutar em setembro. Mas se cair alguma luta e der para lutar, eu aceito. Eu só pedi um prazo maior para o UFC mesmo para me preparar melhor”, explicou o peso-médio (84 kg), antes de revelar outro motivo em que não aceitou uma luta neste momento.

“Eu ia enfrentar um americano (preferiu não citar o nome), mas essa galera lá não parou de treinar. Uma semana no máximo na parte profissional. Eu voltei agora em maio, pois fiquei meses com tudo fechado aqui, então ainda não estou naquele ritmo de luta, para baixar peso. Seria uma desvantagem para mim”, completou.

Ainda em decorrência dos casos de COVID-19 pelo mundo, o Ultimate retomou suas atividades, mas sem a presença de público. Nos seus últimos eventos, a liga tem usado as instalações do UFC Apex, localizado em Las Vegas (EUA). E esse local traz boas recordações para ‘Sergipano’, pois foi lá que ele passou pelo Contender Series e conseguiu um contrato com a franquia. Questionado se seria positiva uma nova luta no lugar, o brasileiro só destacou pontos positivos, inclusive o fato de não ter torcida e o octógono ser menor.

“Sempre gosto mais da luta agarrada, então com ele (octógono ser menor do que o oficial), eu dou dois passos e já estou do outro lado. Facilita muito para mim. E para mim lutar sem público é até melhor. Público gera uma adrenalina e às vezes isso te tira da zona de conforto. Lutar de portas fechadas vai me favorecer bastante. Só esperar alguém para bater agora (risos)”, justificou o lutador.

Com a experiência de já ter passado pela sua estreia oficial no Ultimate e com triunfo, André apontou que agora vai poder lutar de uma maneira mais tranquila e, dessa maneira, mostrar todo seu potencial. Além disso, o lutador adiantou que tem evoluído bastante na parte em pé e pode surpreender seus rivais.

“Não tenho dúvida disso. Vou fazer uma segunda luta mais controlada, mais solto dentro do octógono, mostrar minha versatilidade. Estou treinando muito a parte em pé com meu treinador Phillip Lima, aprimorando meu boxe. É questão de tempo de encaixar uns nocautes. Está fluindo naturalmente. Ainda vou impressionar muita gente, pode apostar”, completou o brasileiro que tem 19 vitórias e quatro derrotas na carreira.