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Urijah Faber pressiona UFC por maior salário e acena para outras ligas

‘California Kid’ já não é mais tão ‘kid’ assim: tem 40 anos – Diego Ribas

Urijah Faber encerrou um período de dois anos e meio de aposentadoria ao nocautear Ricky Simón no último mês de julho. E a vitória relâmpago deixou o veterano empolgado para continuar no Ultimate – mas não a qualquer preço. Em entrevista aos jornalistas que compareceram ao UFC Canadá, no último sábado (14), o ‘California Kid’ afirmou que pretende renegociar seu contrato com a organização e até sugeriu que pode migrar para outra organização caso não chegue a um acerto.

Faber passou grande parte dos seus 16 anos de carreira tendo Dana White como chefe – seja no WEC, que acabou comprado pela Zuffa quando Urijah era a principal estrela da companhia, ou no UFC, que hoje é comandado pela WME-IMG. Sendo assim, o lutador de 40 anos deu a entender que tem moral para conversar com o principal dirigente do Ultimate sobre seus desejos e planos.

“Ou é ele me pagar para lutar com quem ele quer, ou eu só enfrento pessoas que soem interessantes para mim. Eu quero conversar com Dana sobre isso, para ser honesto. Sentar com ele e dizer: ‘Eu posso não lutar mais, posso fazer lutas grandes ou você pode me pagar muita grana para enfrentar as novas revelações que você quer que eu enfrente”, falou, segundo transcrição do site ‘MMA Junkie’.

“É assim que eu enxergo e, para mim, eu não tenho de lutar. Eu amo lutar, eu me mantenho faminto, vou continuar a competir de qualquer forma. Vou fazer mais lutas de grappling e continuar na academia, então estarei pronto para tudo”, completou.

A declaração de Faber sugere que, ao contrário do que ele desejava, o UFC não está interessado em alçá-lo diretamente a grandes combates. Logo que nocauteou Simón, o ‘California Kid’ desafiou Henry Cejudo, campeão peso-galo (61 kg), e recebeu uma resposta positiva do detentor do cinturão. No entanto, conforme afirmou o experiente atleta, o Ultimate pretende continuar escalando Urijah contra atletas em ascensão. E, de acordo com o veterano, esta não é uma situação nova.

“Isso aconteceu muito, a propósito. Michael McDonald, Ricky Simón, há uma longa lista de caras com que eles tentaram fazer isso comigo, porque eu tenho 40 anos, há uma década eu sou o cara mais velho, na cabeça deles. Mas, para mim, estou bem, me sinto bem, vivo um estilo de vida saudável”, ponderou, antes de analisar o mercado externo de MMA e não descartar uma mudança de ares.

“A maior coisa é o horizonte, em minha opinião. A coisa mais empolgante sobre o esporte agora é a ESPN, é a expansão global, são as outras organizações por aí. Estou sob contrato com o UFC, mas tenho ouvido o que outras organizações têm pago ao redor do mundo, e o esporte está simplesmente crescendo muito. Sou um cara do UFC. Quero lutar no UFC, mas meu contrato já tem quatro anos. Gostaria de reorganizar as coisas e dizer: ‘Olha, eu gostaria de ser recompensado por isso, mas vamos fazer com que isso faça sentido'”, encerrou.

Faber é profissional de MMA desde 2003 e, além da carreira dentro do octógono, é o fundador e líder da equipe ‘Alpha Male’, sediada na cidade de Sacramento, no estado americano da Califórnia. Ele tem 35 vitórias e dez derrotas na carreira, sendo 11 triunfos e seis reveses dentro do Ultimate.

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