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TJ Dillashaw rompe silêncio e analisa suspensão por doping: “É difícil não se odiar”

T.J. Dillashaw não conseguiu bater Cejudo e se tornar bicampeão do UFC – Dan Wainer/Ag Fight

A temporada de 2019 nem chegou ao final e já é definitivamente a mais catastrófica da carreira de T.J. Dillashaw. Além de ser nocauteado por Henry Cejudo em janeiro, o americano foi flagrado pelo uso de eritropoetina (EPO) – substância proibida – e suspendo por dois anos do MMA. Após dois meses de silêncio sobre o episódio, o ex-campeão peso-galo (61 kg) do UFC finalmente desabafou sobre seu caso.

Em participação no podcast ‘You’re Welcome’, do astro Chael Sonnen, Dillashaw revelou os detalhes que o motivaram a fazer uso de uma substância proibida pela USADA (agência antidoping americana). Apesar de se sentir totalmente devastado pelo erro que cometeu, o americano opinou que, caso não tivesse se dopado, sua luta contra Cejudo estaria em risco.

“Estava tão pilhado para fazer algo que nunca havia sido feito. Não o fato de me tornar bicampeão, queria mais, provar que era o melhor do planeta. Sou um peso-galo e quis descer para os moscas achando que seria fácil. Meu corpo chegou no limite. Seis semanas antes, meu corpo começou a ‘quebrar’ eu me cansava demais, a ponto de não ter mais vontade de treinar”, relembrou T.J., antes de revelar o medicamento proibido do qual fez uso para amenizar sua situação.

“Então decidi tomar algo que não era permitido. Se chama ‘Procrit’, é uma medicação contra anemia que me ajudaria a cortar o peso e também permitiria que eu voltasse a ser eu mesmo. Não estou bravo porque fiz isso, porque acho que não conseguiria lutar (se não tivesse feito). É difícil cara, é bem difícil não se odiar um pouco nessa situação”, completou o americano.

A punição de dois anos é retroativa a 18 de janeiro de 2019, véspera da luta contra Henry Cejudo, quando o exame foi feito. Portanto, o americano só estará apto a retornar aos octógonos no início de 2021. E o início desse longo período de espera tem sido bem desgastante para T.J., como o próprio ressaltou.

“Foi a época mais sombria da minha vida. Como eu disse, eu tenho um filho de 17 meses e isso é uma grande distração para mim. Graças a Deus por ele, sabe, porque tem sido difícil para mim, cara. Eu não fiz nenhuma entrevista, eu não fiz … eu meio que me escondi disso. Sabia que eventualmente eu teria que falar sobre isso e é agora, primeira vez que comento sobre. Houve coisas que eu queria dizer, mas não fiz porque não queria criar desculpas”, concluiu o ex-campeão peso-galo do Ultimate.

 

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