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Tecia Torres revela ter sido diagnosticada com transtorno de apego e depressão

Tecia usou suas redes sociais para compartilhar detalhes de sua vida – Leandro Bernardes

A fase atual no UFC não é das melhores para Tecia Torres, que acumula quatro derrotas seguidas no octógono. Porém, a lutadora decidiu abrir seu coração nessa quinta-feira (10) e explicar com detalhes o momento que atravessa nos últimos anos em sua vida pessoal. Através das suas redes sociais, a atleta revelou que sofre com depressão e que, após procurar médicos e especialistas, foi diagnosticada também com transtorno de apego reativo (transtorno psicológico marcado pela dificuldade em formar vínculos sociais).

A motivação para Tecia expor esta situação foi a celebração do ‘Dia Mundial da Saúde Mental’ na última quinta, quando ela fez questão de fazer um alerta para quem sofre com os mesmos transtornos. Dessa maneira, a peso-palha (52 kg) comentou questões da sua vida pessoal, citando como a importância da sua companheira, a também lutadora do Ultimate Raquel Pennington, foi decisiva para ela buscar ajuda e iniciar o tratamento.

“Tenho sofrido silenciosamente por anos com depressão. Tenho me sentido envergonhada e assustada para contar para quem quer que seja. Eu honestamente acreditava que era bipolar por muito tempo e por essa razão estava apavorada. Com a ajuda da minha companheira, Raquel, finalmente fui capaz de procurar ajuda e ir ver um psiquiatra. Após ver vários médicos, descobri que não sou bipolar, mas sofro de um transtorno de apego e depressão. Se eu for completamente honesta, meu diagnóstico mais recente é que eu posso ter transtorno de personalidade”, revelou a lutadora do Ultimate.

Esta situação pode justificar o motivo da atleta viver um mau momento dentro da organização. Até dezembro de 2017, a americana somava seis vitórias e apenas uma derrota no evento. Daí em diante, o cenário é de quatro reveses seguidos – até o momento, Torres não tem previsão de retornar ao octógono do Ultimate.

“Depressão machuca de muitas maneiras. Existem dias nos quais eu só quero ficar na cama o dia inteiro e não falar com ninguém. Não tenho interesse em treinar, perco meu senso de identidade. Estou atualmente sob medicação para ajudar com minha depressão. Comecei há provavelmente dois meses atrás em uma dose pequena. Antes disso tinha medo de tomar alguma medicação por receio dos efeitos colaterais etc. Queria acreditar que poderia me ajudar sem medicação, mas a verdade é que eu precisava de mais ajuda. Então, estou em uma jornada por uma saúde mental melhor. É uma luta diária”, disse.

Tecia Torres não luta desde agosto deste ano, quando foi derrotada pela brasileira Marina Rodriguez, por decisão dos jurados. Antes deste combate, a americana perdeu para a atual campeã da divisão, Weili Zhang e duas ex-detentoras do título, Joanna Jedrzejczyk e Jéssica Bate-Estaca.

Confira o relato de Tecia Torres completo abaixo:

 

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