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Pantoja relata tensão com futuro incerto do peso-mosca: “Andando na corda bamba”

Alexandre Pantoja encara Wilson Reis nesse final de semana – Leandro Bernardes

A vitória incontestável de Henry Cejudo na superluta contra o então campeão peso-galo (61 kg) TJ Dillashaw, pelo cinturão dos moscas, em janeiro, deu um certo alívio aos integrantes da categoria masculina mais leve do UFC. No entanto, os movimentos seguintes do Ultimate na divisão continuam apontando para uma possível dissolução futura. Em entrevista exclusiva à Ag. Fight, Alexandre Pantoja, quinto colocado no ranking e adversário de Wilson Reis no UFC 236, neste sábado (13), explicou como se sente em meio a tanta incerteza.

Nos últimos meses, nomes importantes da categoria dos moscas, a exemplo de Dustin Ortiz, Brandon Moreno, Matheus Nicolau e Ben Nguyen, foram desligados da organização. Como consequência, vários lutadores que não estavam ranqueados apareceram na listagem de maneira surpreendente – mais por falta de outros atletas do que pelos méritos recentes. Prova disso é o fato de que os três últimos colocados do top-15 – Louis Smolka, Raulian Paiva e Joseph Morales – surgiram na relação apesar de virem de derrotas.

Ciente desta situação, Pantoja afirmou que a recente contratação de alguns atletas do peso-mosca o deixaram confuso em relação ao destino da categoria. No entanto, ele analisou que a pressão por vencer e o clima de ‘mata-mata’ constante não são exclusividade deste momento difícil para os lutadores até 57 kg.

“A gente está meio que andando na corda bamba sem saber o que está acontecendo, e isso é ruim para trabalhar, gera um grande desconforto, mas a gente tem que ter a cabeça de lutador, mesmo, centrada, focada na luta que a gente vai fazer. Eu sinto muito por isso estar acontecendo. Eu não sei se eles estão querendo renovar a categoria, demitindo o pessoal que já estava há um tempo e contratando novos, porque vi que contrataram novos atletas, então eu não entendo muito bem o que está acontecendo. Todo mundo tá meio perdido, se esses atletas contratados no mosca vão subir para galo, porque isso iria inflar a categoria galo, se subisse todo mundo. Mas toda luta é um mata-mata. O UFC é bem rígido quanto a isso, em uma derrota você cai muito para trás”, relatou, de forma exclusiva.

Alexandre afirmou que, se fosse requisitado a subir ao peso-galo, conseguiria se adaptar “sem problema”. No entanto, o lutador de 28 anos explicou que o eventual fim da sua categoria traria um sentimento de frustração por interromper sua subida nos rankings.

“Eu estou pronto para o que vier. Se tiver que ir para galo eu vou. O que eu sinto muito é que eu estou tão perto do cinturão, e o mais estressante seria isso. Estou no quinto lugar e de repente tudo acaba, sabe?”, finalizou.

O UFC 236 será encabeçado pela disputa do título interino peso-leve (70 kg), entre Max Holloway – atual detentor do cinturão peso-pena (66 kg) – e Dustin Poirier. A luta coprincipal será entre Kelvin Gastelum e Israel Adesanya, valendo o título interino peso-médio (84 kg).

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