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  • Favorito do campeão, Kamaru Usman destaca Carlos Prates na briga por disputa de título

    Favorito do campeão, Kamaru Usman destaca Carlos Prates na briga por disputa de título

    A categoria dos meio-médios (77 kg) do UFC tem sido uma das mais badaladas dos últimos tempos, com diversos atletas em ascensão e possibilidades de enfrentamentos no topo. Até por conta disso, tem sido difícil apontar com unanimidade quem será o próximo desafiante ao cinturão, que hoje pertence a Islam Makhachev. Enquanto a companhia não define os rumos da divisão, Kamaru Usman, forte concorrente ao ‘title shot’, citou nominalmente o brasileiro Carlos Prates como merecedor da chance de competir contra o campeão russo.

    Em recente participação no podcast ‘Pound 4 Pound’, o nigeriano exaltou o impacto que Prates causou no Ultimate, mesmo em pouco tempo de casa. No entendimento do ex-campeão, o striker da ‘Fighting Nerds’ seria uma boa opção para encarar Makhachev. Entretanto, o ex-campeão ainda se enxerga à frente do brasileiro nos quesitos legado e, sobretudo, apelo comercial. Além disso, Kamaru tem o trunfo na manga de ter sido apontado como o rival favorito de Islam para um eventual enfrentamento na próxima rodada.

    “Olha, as coisas são como são. Se a empresa disser: ‘Queremos marcar a maior luta nesse momento naquela categoria’. Sem dúvidas, acho que sabemos qual a resposta. Ex (número 1) peso-por-peso contra (atual) peso-por-peso. Quem mais seria merecedor? Gosto muito desses caras, sou fã deles. Eu diria que agora, para mim, diria que o Prates (merece). Ainda acho que talvez com mais uma luta, porque ele fez muito em pouco tempo. Não foi suficiente para que causasse aquele efeito nas massas ao redor do mundo. Mas eu diria Carlos Prates. Eu gosto de tudo que tenho visto dele. Sua disposição, sua empolgação para ir lá e lutar. É isso que eu amo ver. E acho que é isso que o Dana, a companhia e o Hunter e esses caras amam, são caras assim. Adoro o Prates”, opinou Kamaru.

    Principais concorrentes de Prates

    Atualmente, Carlos desponta na sexta colocação do ranking. Apesar de estar abaixo de outros concorrentes na listagem, o brasileiro tem a seu favor o fator entretenimento. Como um verdadeiro ‘showman’, por conta de seu estilo agressivo de luta e personalidade única fora dos octógonos, Prates rapidamente viu seu apelo comercial crescer exponencialmente na entidade. Mas isso por si só, talvez não garanta ao striker de Taubaté (SP) o almejado ‘title shot’ de imediato.

    No páreo pelo posto de próximo desafiante ao título de Islam Makhachev, na divisão até 77 kg, estão nomes de peso como Ian Machado Garry, Kamaru Usman, Michael Morales, Shavkat Rakhmonov e até mesmo Ilia Topuria, que poderia subir de categoria para pleitear um inédito tricampeonato. Um destes, inclusive, já abriu as portas para um confronto direto com Prates: o equatoriano Morales, quarto colocado no ranking e invicto no MMA profissional.

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  • UFC 323: Após hiato, Maycee Barber reforça foco no caminho até o cinturão

    UFC 323: Após hiato, Maycee Barber reforça foco no caminho até o cinturão

    Depois de um período de quase dois anos afastada dos octógonos, Maycee Barber volta a competir neste sábado (6), no card do UFC 323, em Las Vegas (EUA). E, apesar do longo tempo inativa, a americana segue com um objetivo claro em mente: a conquista do cinturão peso-mosca (57 kg). E para construir seu caminho até o topo, ‘The Future’, como é conhecida, terá que lidar com a brasileira Karine ‘Killer’ Silva, sua adversária da vez.

    Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, a atual número 5 do ranking explicou que pode se fazer valer das constantes movimentações no topo da categoria. Na atual conjuntura, a campeã Valentina Shevchenko reina soberana e contempla até mesmo eventuais superlutas no peso-galo (61 kg). Enquanto isso, nomes como Natália Silva e Erin Blanchfield batalham para serem as próximas da fila como desafiantes ao cinturão. No entendimento de Barber, ela pode apimentar ainda mais a corrida pelo próximo ‘title shot’

    “Acho que a categoria está constantemente mudando. Quem irá lutar contra quem, algumas meninas subindo, outras descendo. Mas no momento o meu foco está na Karine Silva e nessa luta. Em ir até lá e performar bem. O foco é na minha jornada até o cinturão. Conquistar todas as interrupções (nocautes ou finalizações) que preciso para perseguir meu caminho até o título. Quem estiver no meu caminho, eu vou atravessar para conquistar minha chance pelo cinturão e depois pegá-lo”, projetou Maycee.

    Sem foco na rival?

    O duelo entre Barber e Karine promete colocar frente a frente dois estilos de preparação opostos. Enquanto a brasileira, atleta da ‘Fighting Nerds’, se atenta aos detalhes e nuances da oponente e do confronto, a americana parece se desprender destas análises. Por mais que reconheça as credenciais de ‘Killer’, Maycee destaca que em seus camps o foco maior é na própria evolução, e não nas virtudes de suas adversárias.

    Para ser sincera, eu não tenho focado nela (Karine). Eu foco somente em mim. Eu sei que ela é uma boa lutadora. Só isso que me importa. Eu deixo eles (equipe) fazerem o trabalho (estudo) e depois recebo as orientações. Eu assisti lutas dela, mas é que eu foco em mim, no que eu preciso fazer. Não ligo para o que ela vai fazer, no que ela vai focar. Porque se eu estiver preocupada com isso, estarei menos conectada com o meu jogo. Tento ser só a minha melhor versão. Não mesmo (não analiso cada movimento dela)”, frisou a americana.

    Las Vegas terá uma verdadeira invasão brasileira no card do UFC 323. Além de Karine Killer, rival de Maycee Barber, outros cinco representantes do país entram em ação neste sábado. No porção preliminar do show, Brunno ‘Hulk’, Edson Barboza, Mairon Santos e Antônio Trócoli batalham no octógono. Já no card principal, é a vez do campeão Alexandre Pantoja ir em busca de mais uma defesa de título na divisão masculina dos moscas contra o desafiante Joshua Van.

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  • Empresário articula Kamaru Usman como prioridade para enfrentar Makhachev

    Empresário articula Kamaru Usman como prioridade para enfrentar Makhachev

    O empresário de lutadores Ali Abdelaziz declarou que fará de tudo para que Kamaru Usman seja o primeiro desafiante ao cinturão meio-médio (77 kg) de Islam Makhachev. Curiosamente, o agente representa ambos os atletas, o que coloca sua estratégia no centro das atenções dentro da divisão.

    Em entrevista ao portal ‘MMA Junkie’, o representante não poupou elogios ao ex-campeão, apontado por ele como uma verdadeira lenda do UFC e um dos nomes mais influentes da categoria. Abdelaziz também provocou o irlandês Ian Garry, segundo colocado no ranking da divisão, destacando que Usman se mostrou disposto a assumir riscos ao aceitar um duelo importante em novembro passado.

    “Kamaru Usman, vou fazer campanha para que ele consiga uma luta pelo título. Que p*** Ian Garry fez nos últimos dois anos? Kamaru é uma lenda, ele recebeu a oferta para enfrentar o Shavkat em novembro passado e aceitou a luta. Usman é um dos maiores nomes da divisão. Quando você é o Islam Makhachev, você quer ter legado no seu nome”, afirmou.

    Competição acirrada

    A declaração evidencia o desejo de colocar o ex-campeão nigeriano como principal candidato à disputa de cinturão, enquanto o detentor do título ainda aguarda definição do próximo oponente. A movimentação de Abdelaziz tende a impactar diretamente as negociações internas, já que tanto Usman quanto Makhachev figuram entre os atletas mais respeitados da categoria.

    Mesmo assim, a corrida pelo ‘title shot’ permanece intensa. A divisão vive um momento de grande competitividade, com nomes como o brasileiro Carlos Prates, Ian Machado Garry, Michael Morales e Shavkat Rakhmonov aparecendo como alternativas viáveis para desafiar o russo no futuro próximo.

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  • Mairon Santos explica mudança para a Fighting Nerds antes de duelo no UFC 323

    Mairon Santos explica mudança para a Fighting Nerds antes de duelo no UFC 323

    Invicto no UFC com três vitórias consecutivas, Mairon Santos encara um novo desafio dentro e fora do octógono. O brasileiro, que enfrenta Muhammad Naimov neste sábado (6), no UFC 323, na T-Mobile Arena, em Las Vegas (EUA), vive um momento de transição importante na carreira após deixar a ‘Xtreme Couture’ e se estabelecer na equipe ‘Fighting Nerds’ — decisão que surgiu quase por acaso, mas acabou se tornando definitiva.

    O peso-pena (66 kg) relatou que conheceu a nova academia durante uma visita em julho, quando pretendia permanecer apenas duas semanas. No entanto, um imprevisto prolongou sua estadia e acabou alterando seus planos de forma inesperada.

    “Fui lá para visitar, em julho, e ia ficar duas semanas só. Acabou que eu tive um problema e tive que ficar mais tempo, e foi o suficiente para eu me apaixonar pelo time. E a gente decidiu voltar a Vegas para pegar as nossas coisas e retornar. Já estávamos decididos a voltar mesmo sem luta. Aí, quando eu cheguei aqui, casou luta e deu um tempo certinho”, explicou.

    A adaptação rápida se deveu, sobretudo, ao ambiente de união que encontrou na Fighting Nerds, algo que considera determinante para sua evolução. O clima de colaboração entre os integrantes da equipe, segundo o carioca, contrasta com a rotina de outras academias pelas quais já passou.

    “Muitas coisas se destacam, mas eu vejo que é um time muito unido. Em outros lugares a gente vê que o cara chega, treina, vai embora, paga a mensalidade e tal. Lá, eu vi que é um time muito unido, está todo mundo tentando se ajudar. Eu tive ajuda de pessoas que eu mal conhecia, e que estavam estudando o meu adversário, estavam fazendo o máximo para imitar o jogo dele. Então, essa é uma das coisas que eu vejo como destaque, é essa união que o time tem”, afirmou.

    Mudança de categoria?

    Além da alteração no ambiente de treinos, o atleta também se mantém firme na decisão de continuar competindo no peso-pena. Em sua última apresentação, ele atuou no peso-leve (70 kg) e superou Sodiq Yusuff, mas garante que a categoria anterior é a que melhor se encaixa em suas características físicas e técnicas.

    “Eu vou insistir nessa categoria. Só tenho que parar de comer mesmo. É a categoria boa para mim, na altura, na envergadura e no casamento de estilo. E acho que eu ainda tenho alguns bons anos aí no peso-pena até eu subir de categoria”, declarou.

    Com nova casa, rotina ajustada e o mesmo ímpeto das primeiras lutas, o representante brasileiro chega ao UFC 323 motivado a defender sua invencibilidade e a confirmar que a troca de ares foi um passo decisivo em sua trajetória no MMA. O confronto também pode ganhar um sabor especial por se tratar do último card ‘pay-per-view’ antes da migração do evento para a plataforma ‘Paramount+’.

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  • Campeã mundial, Katie Taylor confirma interesse em luta de boxe contra Ronda Rousey

    Campeã mundial, Katie Taylor confirma interesse em luta de boxe contra Ronda Rousey

    No início desta semana, mais precisamente na segunda-feira (1º), um forte rumor de que Ronda Rousey estaria negociando para lutar boxe contra Katie Taylor tomou conta do noticiário dos esportes de combate. E por mais surpreendente que o duelo possa parecer, se depender de uma das atletas envolvidas na especulação, a disputa tem tudo para sair do papel. Multicampeã mundial e lenda dos ringues, a pugilista irlandesa abriu as portas para um embate contra a ex-campeã peso-galo (61 kg) do UFC.

    Em entrevista ao site ‘Boxing Scene’, Katie Taylor exaltou o legado de Ronda no espectro do esporte feminino em geral. Em seu auge, a americana marcou época na principal liga de MMA do mundo e abriu alas para que outras mulheres brilhassem no Ultimate. Antes disso, nos tempos de judô, ‘Rowdy’, como é conhecida, chegou a conquistar uma medalha de bronze nas Olimpíadas de Pequim.

    (Ronda) é uma figura icônica no esporte feminino. Ela tem uma mentalidade incrível. Você não chega até a posição que ela está sem uma mente fantástica, sem uma mentalidade fantástica. É uma luta muito interessante. Vendo todas as manchetes nesta manhã, fiquei pensando: ‘Ok, eu topo e estou pronta para essa luta’”, declarou Taylor.

    Cyborg duvida da possibilidade

    Por mais que os rumores de uma negociação tenham sido ventilados e Katie tenha abraçado a ideia, há quem ainda duvide da possibilidade do confronto sair do papel. Cris ‘Cyborg’ é uma dessas pessoas. Com a bagagem de uma estrela do MMA feminino que já se aventurou algumas vezes nos ringues de boxe, a multicampeã brasileira deixou claro que Ronda não possui nível técnico para competir contra a pugilista irlandesa – rechaçando qualquer chance do embate se concretizar.

    Currículo de Taylor

    Katie Taylor, 39 anos, é uma das maiores boxeadoras da história, com cartel de 25 vitórias e apenas uma derrota, além de seis nocautes. A irlandesa conquistou todos os quatro cinturões principais da categoria super-leve e três na divisão dos leves, e vem de duas vitórias seguidas contra a condecorada Amanda Serrano. Além disso, conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

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  • Quando o imprevisível encontra a estratégia no octógono

    Quando o imprevisível encontra a estratégia no octógono

    No MMA, nenhuma entrada no cage acontece sem um plano. O camp de preparação existe para reduzir a margem de incerteza, mapeando pontos fortes e fracos do adversário, condicionando o corpo para situações-limite e prevendo múltiplos cenários. Ainda assim, o inesperado não pede licença. A estratégia controla o caos, mas não o apaga.

    Estratégia, ajuste e risco calculado no MMA

    Cada game plan nasce da observação cuidadosa. Equipes técnicas estudam padrões de ataque, comportamento em diferentes rounds, reação à pressão e postura no chão e na trocação. A partir disso, se constrói um plano de ação adaptável, com estratégias primárias e alternativas para transições inesperadas.

    A execução, porém, exige leitura em tempo real. Controle de distância, movimentação lateral, economia de energia e percepção de ritmo compõem a tradução prática de semanas de treino. Mesmo quando tudo está sob controle, eventos como escorregões num piso suado ou um corte aberto por choque de cabeças podem desestabilizar a luta. A preparação minimiza o impacto, mas não elimina essas interferências. Há um limite entre o que se prevê e o que simplesmente acontece.

    Risco calculado vs. acaso absoluto

    Dentro de qualquer competição, há uma zona cinzenta entre a variância natural e o puro acaso. No MMA, arriscar não é roleta. Um chute alto no início do round pode ser perigoso, mas se feito com leitura do padrão defensivo do oponente, passa a ser um risco calculado. O mesmo vale para tentar a queda com base em falhas anteriores do adversário, e não por impulso.

    Já o acaso absoluto não tem lógica interna. Não responde ao preparo, não se guia por tendência. Ele simplesmente acontece. Um exemplo disso fora do esporte são os jogos de cassino, como Fortune Rabbit. Nesse jogo inspirado na estética oriental, a dinâmica inclui rotação de rolos, linhas de pagamento definidas e tabela de símbolos com valores claros; cada giro é independente via RNG, ou seja, é determinado de forma aleatória, sem efeito de timing ou de sequência.

    No MMA, o imprevisto pode ter origem caótica, mas a resposta acontece dentro de uma estrutura já treinada. Falha de cenário, perda de visibilidade e mudança de ritmo são variáveis esperadas no planejamento de alto nível. Um corte na sobrancelha logo no início não anula semanas de preparação. O lutador ajusta a base, reposiciona a guarda, testa combinações com menos exposição. A decisão nasce sob pressão. Leitura do momento, domínio da reação e escolha funcional são os elementos que sustentam a continuidade da performance.

    No limite entre plano e caos

    O que separa a vitória da derrota, nos momentos mais apertados, é a coerência entre plano tático, tomada de risco e execução sob incerteza. Nem o improviso puro salva, nem o plano rígido resiste a tudo. O que fica é a ideia de que o imprevisível está sempre presente. Lutar bem não é evitar o caos, mas manter a clareza mesmo dentro dele.

    Cada luta é um teste da mesma equação: o quanto se pode preparar diante do que não se controla. O resultado nasce do ponto em que o cálculo e o acaso se cruzam.

  • Natalia Silva substitui Alexa Grasso e enfrenta Rose Namajunas no UFC 324

    Natalia Silva substitui Alexa Grasso e enfrenta Rose Namajunas no UFC 324

    Após uma sequência impressionante de sete vitórias consecutivas no UFC, Natalia Silva terá um novo desafio antes de finalmente disputar o cinturão peso-mosca (57 kg). A brasileira, atual número 2 do ranking da divisão, foi escolhida para substituir Alexa Grasso e enfrentar a ex-campeã dos moscas Rose Namajunas (52 kg) no UFC 324, marcado para 24 de janeiro, na T-Mobile Arena, em Las Vegas (EUA). A informação foi divulgada em primeira mão pelo ‘Sherdog’ e confirmada pela reportagem da Ag Fight.

    Inicialmente, Namajunas enfrentaria Grasso no evento, mas a mexicana precisou deixar o card por motivos ainda não revelados. Com a vaga aberta, Natalia aceitou rapidamente a oportunidade e agora encara uma das atletas mais renomadas do MMA feminino. O duelo será realizado no peso-mosca, categoria em que a mineira se firmou e atualmente desponta como uma das principais candidatas ao ‘title shot’.

    Segundo a representante de Minas Gerais, o adiamento da campeã Valentina Shevchenko foi determinante para sua volta ao octógono. A atleta revelou que havia expectativa de disputar o cinturão em janeiro, mas a líder da divisão não estaria apta a competir no período.

    “O UFC me avisou que a Valentina não estaria pronta e pediu para eu fazer mais uma luta. Estarei pronta para 24 de janeiro, e agora é contra a Rose Namajunas”, explicou ao Sherdog.

    Adversária dura

    Mesmo reconhecendo o alto nível da oponente, a brasileira afirmou que vê o confronto como parte natural de sua caminhada rumo ao título. Natalia também elogiou as qualidades técnicas da ex-campeã, reforçando que o trabalho estratégico já está em andamento.

    A Rose é uma adversária muito dura. Tem ótimo jogo de pernas e, quando não está confortável na trocação, busca bem as quedas. Eu e minha equipe já começamos a estudar o jogo dela para montar a estratégia certa”, destacou.

    O UFC 324 será liderado pela disputa do cinturão interino peso-leve (70 kg) entre Justin Gaethje e Paddy Pimblett, em um card que representa mais um passo importante na ascensão da mineira dentro da organização. O ‘co-main event’ ainda marca o retorno de Amanda Nunes, que busca reconquistar o título peso-galo (61 kg) em duelo contra Kayla Harrison.

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  • De azarão a campeão! Merab relembra rixa com Petr Yan antes de revanche no UFC 323

    De azarão a campeão! Merab relembra rixa com Petr Yan antes de revanche no UFC 323

    Em março de 2023, Merab Dvalishvili e Petr Yan duelaram pela primeira vez no octógono mais famoso do mundo. Quase três anos depois, a dupla se reencontra neste sábado (6), na luta principal do UFC 323, em Las Vegas (EUA), para uma revanche em condições completamente diferentes – conforme relata um dos atletas envolvidos na rivalidade. Atual detentor do cinturão dos pesos-galos (61 kg) da entidade, ‘The Machine’, como o georgiano é conhecido, relembrou como foi de azarão a campeão no intervalo entre os dois combates contra o oponente russo.

    Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Merab relembrou que, no primeiro embate entre os dois, era cotado como zebra diante de Yan – que já tinha a alcunha de ex-campeão da categoria em 2023. Até pelo contexto, o georgiano relata que se sentiu desrespeitado pelo rival russo antes do combate. Dentro do octógono, porém, Dvalishvili ‘quebrou a banca’ e confirmou sua ascensão nos galos – que seria coroada com o cinturão na temporada seguinte.

    Sim, o venci há pouco mais de dois anos. E agora há uma grande diferença. Porque na primeira luta eu era o azarão. E ele estava achando que me venceria fácil. Então estava muito motivado e derrotei ele. Agora, ele que está muito motivado e eu estou mais relaxado, sabe? Mas vai ser um desafio, porque o Petr Yan bate forte, é um ótimo lutador em todas as áreas. Então vou ter que lutar duro”, frisou Merab.

    Mudança de postura?

    Mais adepto ao tradicional ‘trash talk’, Yan tentou tirar Merab do sério na semana da primeira luta entre os dois. Durante uma encarada, inclusive, o russo chegou a empurrar ‘The Machine’, aumentando ainda mais os ânimos entre os atletas. Para a revanche deste sábado, entretanto, o atual campeão dos galos espera um Petr mais comedido por conta do status que alcançou na entidade e também pelo resultado positivo conquistado em cima do antigo desafeto.

    “Não é nada pessoal (essa revanche). A primeira luta foi muito pessoal. Porque ele estava desrespeitando eu e meus amigos. Ele estava como um ‘bully’, falando muita m***. Ele simplesmente não me respeitou. Mas dessa vez ele sabe quem eu sou. Nós já lutamos, eu já venci ele. Então agora é uma outra luta. É hora de provar que sou o melhor (de novo)”, relembrou o campeão dos galos.

    Além da revanche entre Merab e Yan, que lidera o UFC 323 deste sábado, o evento com sede em Las Vegas contará com mais uma disputa de cinturão prevista. No ‘co-main event’ da noite, o campeão Alexandre Pantoja entra em ação na categoria dos pesos-moscas (57 kg) para tentar sua quinta defesa de título na categoria diante do jovem prospecto Joshua Van, de apenas 24 anos de idade.

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  • Henry Cejudo confirma aposentadoria do MMA no UFC 323

    Henry Cejudo confirma aposentadoria do MMA no UFC 323

    Um dos maiores nomes da história das artes marciais mistas, Henry Cejudo confirmou que sua luta deste sábado (6), no UFC 323, será a última da carreira. O ex-campeão olímpico e dono de cinturões em duas categorias do Ultimate encara Payton Talbott na T-Mobile Arena, em Las Vegas (EUA), no que promete ser o capítulo final de uma trajetória marcada por conquistas históricas. O veterano chega ao compromisso buscando encerrar o ciclo após uma sequência de três derrotas.

    Em entrevista exclusiva à Ag Fight, o americano, conhecido como ‘Triple C’, explicou que a decisão vem sendo amadurecida há algum tempo. Cansado da rotina intensa de treinamentos e de décadas dedicadas à competição, ele acredita que finalmente chegou o momento de virar a página.

    Sim, é a minha última luta. Eu venho lutando desde os meus onze anos e acho que já estou cansado”, afirmou.

    Prestes a completar 39 anos, o ex-campeão reforçou que, agora, sua prioridade é buscar equilíbrio e aproveitar mais a vida ao lado da família. O desgaste físico e mental do alto rendimento pesou na escolha, assim como a percepção de que a primeira aposentadoria, em 2020, já revelava sinais de esgotamento. Ele contou que, naquela época, sentia necessidade de explorar outros caminhos profissionais e pessoais.

    “Acho que chegou o momento de fazer outras coisas da minha vida, coisas com as quais me sinto mais confortável. Estou pronto e ansioso para começar um novo capítulo. Na primeira vez em que me aposentei, eu já estava meio cansado do esporte. Queria fazer outras coisas”, declarou.

    Papai coruja

    A presença dos filhos pequenos também teve forte influência no plano de despedida. O ex-campeão destacou que deseja acompanhar mais de perto o crescimento das crianças e evitar as exigências extremas da preparação, sobretudo o corte de peso. Ele ressaltou que, nessa fase da vida, a família vem em primeiro lugar.

    “Eu tenho duas crianças, de quatro e dois anos, e não quero perder nada dessa fase. Não quero ficar batendo peso e passando por tudo isso”, disse.

    A trajetória de Henry Cejudo, no entanto, já ocupa lugar definitivo na história do esporte. Além de conquistar os cinturões peso-mosca (57 kg) e peso-galo (61 kg) do UFC, ele brilhou nos tapetes da luta livre olímpica, sendo campeão dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e faturando o ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Seus feitos o colocam no seleto grupo dos maiores atletas das artes marciais de todos os tempos.

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  • Campeão do UFC, Aspinall revela chance de cirurgia nos olhos e deixa futuro em aberto

    Campeão do UFC, Aspinall revela chance de cirurgia nos olhos e deixa futuro em aberto

    A luta principal do UFC 321, disputada no fim de outubro, em Abu Dhabi (EAU), foi um verdadeiro balde de água fria para os fãs de MMA. Isso porque, naquela oportunidade, o combate que colocava em jogo o cinturão dos pesos-pesados acabou de forma inusitada e sem resultado, por conta de uma dedada no olho. Mais de um mês após o confronto, Tom Aspinall, alvo do ataque ilegal, ainda sofre as consequências do incidente. Com problemas severos na vista, o campeão inglês pode passar, inclusive, por cirurgias na região e não tem prazo para voltar a competir no octógono mais famoso do mundo.

    Seu adversário no episódio e responsável pela dedada nos olhos de Aspinall, Ciryl Gane foi chamado de “trapaceiro” pelo inglês após a luta. Mas talvez nem mesmo o campeão tivesse discernimento da gravidade do seu caso depois do UFC 321. Em recente participação no programa ‘The Ariel Helwani Show’, Tom atualizou sobre seu momento e indicou que tende a ficar um período significativo afastado das atividades de atleta profissional – incluindo os treinos.

    “Obviamente eu quero voltar (a lutar) o quanto antes. Esse é o plano. Mas com os olhos, você tem que tomar cuidado. Eles (médicos) realmente não sabem quando eu vou voltar. Ainda não fui liberado nem para treinar ou fazer qualquer coisa. Eles estão falando sobre fazer cirurgia nos dois olhos, sobre injeções. Preciso tomar uma injeção no globo ocular em breve. Então realmente não sei (quando voltarei a lutar)”, explicou Aspinall, atualizando seu estado clínico de momento.

    Alvo de críticas

    Assim que o resultado foi anunciado, Aspinall conversou com Daniel Cormier no octógono e se incomodou com as vaias que recebia do público presente na arena. Posteriormente, durante a transmissão pós-show da ‘ESPN’ americana, o campeão dos pesos-pesados foi novamente alvo de críticas, desta vez vindas dos ex-lutadores Chael Sonnen e Anthony Smith, que opinaram que o inglês deveria seguir lutando mesmo com a visão afetada, dada a magnitude do confronto.

    Em seguida, uma declaração de Dana White piorou ainda mais a reputação de Aspinall junto aos fãs. Após o evento, o presidente do UFC minimizou a situação e afirmou que o inglês não havia sofrido danos significativos na visão. Além disso, o dirigente prometeu marcar a revanche imediata contra Ciryl Gane o quanto antes. A postura pública do chefe não agradou Tom, que acabou sendo alvo de ainda mais questionamentos.

    Cinturão interino?

    A ideia inicial do UFC era remarcar o duelo entre Gane e Aspinall pelo título linear dos pesos-pesados. Entretanto, caso precise de fato ficar afastado do esporte por um tempo considerável, pode ser que a alta cúpula da entidade cogite a criação de um cinturão interino para não travar a categoria na ausência de Tom. Neste cenário, o striker francês enfrentaria outro rival. Alguns fãs já fazem campanha para que esse adversário seja Alex ‘Poatan’ , atual campeão dos meio-pesados (93 kg) e que já deixou clara sua intenção de se aventurar na divisão até 120 kg.

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