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No UFC desde 2012, ‘Serginho’ Moraes faz balanço de sua trajetória na organização: “Nota 6”

Sérgio Moraes compete no UFC desde 2012 e luta para se estabilizar no ranking – Diego Ribas

Sérgio Moraes é um dos atletas mais carismáticos do UFC e, até por conta disso, suas declarações costumam fugir do senso comum que acompanha os lutadores hoje em dia. O brasileiro, tradicionalmente brincalhão e extrovertido, analisou, em conversa exclusiva com a Ag Fight, um assunto sério com uma sinceridade pouco vista no esporte. Desde 2012 no Ultimate, o meio-médio (77 kg) analisou sua passagem na organização até então sem ‘clubismo’.

‘Serginho’ acumulou oito vitórias, três derrotas e um empate desde passou a atuar no Ultimate. No entanto, o retrospecto positivo, ao menos no que diz respeito aos números, não impediu o brasileiro de realizar uma severa autocrítica de sua trajetória na liga até aqui.

“Cara, é difícil, vou ter que fazer uma retrospectiva (risos). Acho que eu estou com nota seis na avaliação até aqui no UFC. O que eu rendi foi uma nota seis. Então, estou louco para chegar na nota dez. Tenho que fazer alguma coisa para render até o dez. Mas o aprendizado é sempre enorme, você pega um atleta que fazia jiu-jitsu puro e hoje em dia faz MMA completo. Para mim, é só uma questão de tempo, ajustar as peças, o jogo encaixar para eu conseguir fazer o meu melhor lá dentro”, admitiu o atleta paulista.

Aos 36 anos, Sergio é um dos atletas mais temidos de toda a companhia quando o assunto é jiu-jitsu. Mas, apesar das credenciais, dos bons resultados e do ‘tempo de casa’, o brasileiro teve poucas oportunidades contra atletas de elite e, atualmente, não figura nem na lista dos 15 melhores ranqueados de sua categoria de peso. E esse cenário, de acordo com Moraes, tem explicação.

“No dia que o cinturão sair da minha meta eu deixo de lutar, essa é a grande realidade. Que ele está distante (atualmente), acredito que esteja sim. Mas uma grande vitória contra o Warlley já me coloca de novo nas ‘cabeças’, acredito nisso. E sobre a questão de ser valorizado, é que eu nunca fui um cara de ficar cobrando, sabe? Acho que você tem que crescer pelo seu trabalho e pelo seu esforço. Quando você é notado é muito mais gratificante. E a própria mídia, o próprio público do UFC vêm comentando bastante sobre isso: ‘Você não figura entre os 15, não tem oportunidade de lutar com alguém mais ranqueado’. Então quando vocês começam a enxergar isso, é interessante. A cobrança vinda de fora para dentro e não de dentro para fora, isso é muito importante para mim. Exatamente isso (falta reconhecimento do UFC)”, opinou Serginho.

Em busca de maior prestígio e oportunidades na liga, Moraes encara seu compatriota Warlley Alves no próximo dia 11 de maio no UFC 237. Sem fugir do seu estilo, o brasileiro afirmou que pretende colocar seu jogo de chão em ação para sair vitorioso no card do Rio de Janeiro, mas previu um combate se desenrolando de forma diferente.

“Na verdade, eu acho que a estratégia dele (Warlley Alves) vai ser manter a luta em pé, é sempre assim. Um ou outro (que não foge do meu jiu-jitsu). No momento de decisão, tem um golpe que ele confia bastante que é a guilhotina, mas acho que vai ser descartado ele me puxar para a guarda, uma posição de sacrifício. Acho que no decorrer vai ser com a luta em pé mesmo, bem por aí”, projetou o brasileiro, antes de comentar sua evolução na luta em pé.

“Eu já fiz frente com muito atleta da trocação, né? O próprio russo que eu nocauteei, o Omari Akhmedov. Teve uma galera já que é da luta em pé que eu enfrentei e consegui sair vencedor. Lógico, analisando as lutas friamente a gente vê que eu ‘faço’ em pé com os caras, mas os caras não fazem chão comigo. Está na hora de começar a trazer os caras para o meu jogo, vamos ver como vai ser. A estratégia para toda a luta tem que ser essa (levar para o chão), mas se precisar trocar, estou pronto também”, completou o atleta da ‘Evolução Thai’, em conversa com a Ag Fight.

Além do confronto entre os meio-médios brasileiros, o card do UFC 237 conta com outras grandes estrelas nacionais como Anderson Silva e Jose Aldo que enfrentam, respectivamente, Jared Cannonier e Alexander Volkanovski. E para coroar o evento, Jessica ‘Bate-Estaca’ tenta tomar o cinurão peso-palha (52 kg) da atual campeã Rose Namajunas na luta principal da noite.

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