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Na contramão do MMA moderno, ‘Cigano’ promete não escolher lutas na rota pelo cinturão

Júnior ‘Cigano’ quer o cinturão de volta, mas não à custa de ficar inativo – Felipe Paranhos

Com duas vitórias consecutivas pela primeira vez desde 2012, Júnior ‘Cigano’ enfrentará Derrick Lewis na luta principal do UFC Wichita, neste sábado (9), e pode emendar o terceiro triunfo e chegar à melhor sequência dos oito primeiros do ranking dos pesados. Assim, o ex-campeão, oitavo colocado na listagem, tem boas chances de se credenciar a ser o desafiante número 1 ao título da divisão. A indefinição sobre o futuro do detentor do cinturão, Daniel Cormier, entretanto, deixa a categoria estagnada. Por isso, o catarinense avisou: se o ‘title shot’ não vier depois de um eventual triunfo no estado do Kansas, ele não vai sentar e esperar por uma chance.

Tentar escolher lutas cujo casamento de estilos seja favorável tem sido uma tendência entre os grandes nomes do MMA. Embora nem sempre eles consigam, é possível perceber um esforço de muitos lutadores para fugir do confronto contra adversários cujo jogo pode interromper o caminho para o cinturão. E, apesar de que, nos pesados, toda uma jornada pode acabar em um soco, ‘Cigano’ afirmou que não cogita aguardar por uma oportunidade pelo título se ela for demorar a acontecer.

“Isso não passa na minha cabeça e nem faz parte dos meus planos. O principal objetivo hoje da minha carreira é me manter ativo. Eu não vou esperar para lutar pelo cinturão. Eu quero lutar pelo cinturão, óbvio, mas se a luta não acontecer, se não me derem essa chance agora, se me disserem ‘Ah, vai ser daqui a seis meses, um ano’, eu não vou esperar. Eu vou querer uma próxima luta, seja quem for. Eu nunca escolhi adversário e não pretendo começar a fazer isso agora”, falou, antes de criticar seus pares que fazem uso desta prática.

“Se bem que tenho conversado muito com a minha equipe nesse sentido porque vários atletas da categoria, aliás, todos escolhem adversário. Por isso que a gente está vivendo esse momento de estagnação. Os caras ficam escolhendo luta, cheios de dedos. Às vezes é preciso saber tomar boas decisões para a carreira, tenho percebido isso. Mas a minha principal intenção é me manter ativo. Depois dessa luta, se pintar a oportunidade de lutar pelo cinturão, ótimo; se não surgir, que me tragam um outro nome. Uma revanche com o (Stipe) Miocic seria ótima, uma luta com o (Francis) Ngannou também”, citou.

Miocic, que tem uma vitória e uma derrota sobre o brasileiro, tem pleiteado uma revanche contra Cormier, que o destronou em julho do ano passado. Já Ngannou, depois de perder a luta pelo cinturão contra Stipe e o modorrento combate contra Derrick Lewis em 2018, recuperou-se com dois nocautes avassaladores: um contra Curtis Blaydes, em novembro do ano passado, e outro contra o ex-campeão Cain Velasquez, em fevereiro último.

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