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Marcus ‘Buchecha’ destaca evolução de ‘gringos’ e reprova falastrões no jiu-jitsu

Com 13 títulos mundiais na bagagem, Marcus ‘Buchecha’ tem gabarito para falar dos novos rumos que o jiu-jitsu tem tomado nos últimos anos. Recentemente, atletas de fora do Brasil têm se destacado nas competições de luta agarrada, ameaçando a soberania brasileira na modalidade. Para o faixa-preta, essa mudança é benéfica para o esporte, porque mostra seu crescimento. No entanto, recriminou a chegada do ‘trash talk’ na arte suave.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight, o paulista fez questão falar sobre os princípios básicos que um atleta da arte suave aprende quando dá seus primeiros passos, principalmente na questão de respeito ao adversário. Apesar de não citar nomes, o brasileiro alfinetou quem se espelha em atletas do MMA, que gostam de chamar a atenção em busca de mais reconhecimento e vantagens financeiras usando um discurso falastrão.

“O esporte está crescendo, vemos bastantes ‘gringos’ indo bem, com resultados bons, ganhando títulos. Isso mostra que nosso esporte está evoluindo. Isso é muito bom. Única coisa que não concordo é com a mídia incentivando essa falta de respeito entre os lutadores, como acontece no MMA, querendo introduzir isso goela abaixo. Nosso esporte prega respeito, hierarquia, e querem fazer virar aquela palhaçada que acontece algumas vezes no MMA. Isso me deixa triste, mas fora, o esporte está crescendo e isso me deixa muito feliz”, disse.

Neste ano foi realizada mais uma edição do ADCC, um dos principais campeonatos de luta agarrada do mundo. Nesta competição, muitos lutadores brasileiros tiveram dificuldades na questão de chave de pé e de calcanhar. Nos eventos de luta com quimono, essas posições são proibidas, mas segundo ‘Buchecha’, que também se destaca em duelos de pano, todos os competidores precisam se adaptar as regras.

“Chave de pé, de calcanhar com certeza é legal. No ADCC sempre pode, né?! Acho que o lutador tem que estar preparado para qualquer situação. Eu lutei várias vezes na regra sem quimono e precisei me adaptar. Acho que com quimono é totalmente certo proibir. É uma posição que se não tiver o controle, pode machucar, é perigoso. Quando está com quimono, é muito difícil de escapar, acaba ficando preso. Mas acho que o lutador precisa saber se defender. Eu sou lutador de quimono, só tiro para lutar o ADCC”, completou o atleta.

Neste ano, Marcus ‘Buchecha’ conquistou o 13º título no Mundial de jiu-jitsu, aumentando ainda mais seu recorde e a vantagem sobre Roger Gracie, que possui 10, e é o segundo colocado neste quesito. Além disso, neste ano participou do ADCC ficando com a medalha de bronze na sua categoria e a de prata no absoluto.

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