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Juiz aprova novo acordo bilionário de ação movida por lutadores contra o UFC; entenda

O caso ‘antitruste’ movido por um grupo de ex-lutadores contra o UFC teve um novo e decisivo desdobramento. Na última terça-feira (22), em Las Vegas (EUA), o juiz Richard Boulware emitiu uma aprovação preliminar dos novos termos do acordo entre as partes depois que a companhia chegou a um denominador comum com os demandantes para pagar US$ 375 milhões (R$ 2,1 bilhões) para resolver o primeiro processo, chamado ‘caso Le’, em alusão a Cung Le, um dos profissionais que lideraram a iniciativa.

Tudo começou quando um grupo de ex-lutadores do UFC processou a organização, alegando que ela estava envolvida em um esquema ilegal para adquirir e manter o monopólio do mercado dos atletas de elite através de contratos exclusivos, coerção e aquisições que eliminaram concorrentes em potencial. Em março, a companhia aceitou pagar 335 milhões de dólares (cerca de R$ 1,9 bilhões) aos demandantes para encerrar os dois processos e não ir ao Tribunal, porém em julho, o juiz que supervisiona o caso negou a aprovação preliminar para tal acordo.

Na ocasião, o juiz não aprovou o acordo, porque, em seu entendimento, o pagamento parecia ter um valor baixo e os lutadores representados no segundo processo ‘antitruste’ poderiam se opor à certas cláusulas nos contratos existentes. Dessa forma, o grupo de ex-lutadores do UFC e a companhia continuaram buscando o acordo até que, enfim, chegaram ao valor de 375 milhões de dólares para a resolução do caso original. O processo foi movido pela primeira vez por veteranos em 2014, cobrindo os profissionais que atuaram na liga entre 2010 até 2017.

Decisão agradou

Após a decisão anunciada pelo juiz do caso, o principal advogado do grupo de ex-lutadores e um porta-voz oficial do UFC comemoraram o ‘final feliz’ da longa batalha judicial. Ao site ‘MMA Fighting’, Eric Cramer declarou que os demandantes estão ‘extremamente satisfeitos’ e classificou a posição de Boulware como uma ‘conquista monumental que trará alívio significativo a centenas de lutadores de MMA merecedores’. Já o representante da companhia, ao mesmo site, foi sucinto, ‘A decisão de hoje é uma boa notícia para ambas as partes’.

Segundo processo

Já o segundo processo ‘antitruste’ contra o UFC segue em andamento. Mas, assim como no primeiro caso, um acordo entre o grupo de profissionais que competiram na companhia no período de 2017 até o presente momento e o Ultimate pode ser alcançado antes do julgamento ser iniciado. Inclusive, Cramer declarou que, agora, seu foco passou a ser a resolução do segundo caso antitruste contra a liga.

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