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Mica Galvão compete na categoria até 77 kg no ADCC 2022
O prodígio do jiu-jitsu repudiou a suposta conduta do pai e pediu pela devida investigação do caso - Diego Ribas/Ag Fight

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Ícone do jiu-jitsu, Mica Galvão se pronuncia após prisão do pai: “Repudio assédio e violência”

Na última terça-feira (28), uma verdadeira bomba surpreendeu os fãs da arte suave. Treinador de jiu-jitsu, Melquisedeque Galvão foi preso em Manaus (AM), acusado de cometer crimes sexuais contra menores de idade. Com um caso desta magnitude estourando em sua família, não demorou muito para que Mica Galvão se pronunciasse. Multicampeão e prodígio da luta agarrada, o jovem de apenas 22 anos se manifestou oficialmente sobre a prisão de seu pai e maior entusiasta no esporte.

Através de suas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui), Mica admitiu que passa por um momento turbulento, em que é difícil se posicionar de forma mais veemente. No entanto, apesar de citar a importância do pai em sua formação como atleta e indivíduo, o fenômeno do jiu-jitsu mostrou firmeza ao repudiar veementemente os crimes pelos quais seu pai é investigado.

É difícil encontrar palavras para um momento como esse. Meu pai, Melqui Galvão, foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Tudo que conquistei na vida tem a mão dele. Ao mesmo tempo, me sinto na obrigação de ser honesto: que os fatos sejam investigados com seriedade e que a Justiça cumpra seu papel. Como pessoa, repudio qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças – esse é um valor que carrego e não abro exceção”, destacou o prodígio da arte suave.

Entenda as acusações

A prisão temporária do treinador, com duração inicial de 30 dias, foi decretada pela Justiça de São Paulo. O caso é investigado pela 2ª Vara de Crimes Praticados contra Crianças e Adolescentes da Comarca de São Paulo (TJSP), responsável por conduzir o inquérito sobre as denúncias. As denúncias que levaram à prisão de Melqui Galvão teriam sido feitas por uma ex-aluna, atualmente com 17 anos de idade, além dos relatos de outras duas supostas vítimas – uma delas, inclusive, alega que os fatos teriam ocorrido quando tinha apenas 12 anos. 

As suspeitas que recaem sobre o treinador de jiu-jitsu, que também é investigador da Polícia Civil do Amazonas, envolvem estupro de vulnerável, importunação sexual, ameaça e invasão de dispositivo informático. Além da prisão temporária, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Melqui Galvão em Jundiaí, no interior paulista. As investigações seguem em curso.

Feitos de Mica Galvão

Após surgir como um verdadeiro prodígio no mundo da luta agarrada, Mica, hoje aos 22 anos, já se consolidou como um dos maiores fenômenos do jiu-jitsu e do grappling dos últimos anos apesar da pouca idade. Com um talento inato para o esporte, o manauara alcançou um raro ‘Super Grand Slam’ na carreira em 2024, sendo campeão do Campeonato Brasileiro, Pan-Americano, Europeu, Mundial e também do ‘ADCC’ – torneio mais tradicional de submission do planeta. O ano dos sonhos apenas engrandeceu ainda mais uma trajetória que já contava com inúmeros títulos e medalhas no mais alto nível de competição.

Confira abaixo a nota de Mica Galvão na íntegra:

É difícil encontrar palavras para um momento como esse. Meu pai, Melqui Galvão, foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Foi ele quem me ensinou a lutar, a competir, a respeitar o adversário e ter caráter. Tudo que conquistei na vida tem a mão dele. Minha gratidão e meu amor por ele são reais e não mudam. Ao mesmo tempo, me sinto na obrigação de ser honesto: que os fatos sejam investigados com seriedade e que a Justiça cumpra seu papel. Como pessoa, repudio qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças – esse é um valor que carrego e não abro exceção. Não tenho respostas para tudo agora. Estou processando isso como filho, como atleta e como ser humano. O que sei é que tenho responsabilidades com as pessoas que acreditam em mim, com a equipe que representa tanto para tantos atletas. E é para eles que dirijo minha energia agora. Sigo em frente, com o mesmo respeito e dedicação de sempre”, declarou Mica.

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Natural do Rio de Janeiro, Gaspar Bruno da Silveira estuda jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fascinado por esportes e com experiência prévia na área do futebol, começou a tomar gosto pelo MMA no final dos anos 2000.

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