Notícias

Hotel exclusivo, isolamento e testes! UFC lidera retomada esportiva nos EUA

Dana liderou a retomada das atividades do UFC durante pandemia – Diego Ribas

Normalmente, o local que recebe uma edição de um evento do UFC faz o ‘check in’ da imprensa uma hora antes da abertura oficial dos portões para o público. Com essa ‘folga’ no horário temos tempo para deixar tudo pronto para quando os combates começarem. No último sábado (30), data que marcou o retorno do show para a cidade de Las Vegas (EUA), porém, nosso compromisso com a organização começou muito mais cedo.

Já no início da semana, todos os jornalistas – que em sinal de adequação às novas normas foram reduzidos em número – foram avisados de que deveriam ser testados para a presença do vírus do COVID-19 caso fossem cobrir o evento. E para que todos pudessem passar pelo processo a tempo de que os resultados fossem entregues antes do início do card, o UFC seguiu a risca seu rigoroso protocolo.

Entre 6h45 e 7h45 da manhã (horário de Las Vegas), os repórteres credenciados se encaminharam para um hotel reservado exclusivamente para o UFC. Como manda o protocolo, todos deveriam usar máscaras e seguir as normas de distanciamento social, que em parte do lobby já estava desenhada no chão para facilitar o entendimento de que nenhum contato deveria ser realizado ali.

Duas filas encaminharam os jornalistas para, em um primeiro momento, um setor de triagem no qual preenchemos uma folha de identificação a ser entregue para os coletores do teste. Nessa segunda parte, a coleta em si incomoda, mas dura pouco. Em dois segundos, o responsável, devidamente uniformizado com máscara e roupa hospitalar, usa uma espécie de cotonete gigante para separar uma amostra da mucosa de sua garganta. Rápida aflição e desconforto antes de seguir para o próximo passo.

Já na recepção, cada um dos jornalistas recebeu a chave para um quarto individual com a instrução de permanecer lá dentro sem contato com as demais pessoas de seu andar até às 14 horas. Nesse horário, um ônibus do evento transportou os presentes – todos nós testamos negativo – para o UFC Apex, complexo do evento inaugurado em 2019 e desenvolvido exclusivamente para receber as edições do ‘Contender Series’ e demais programas de TV da organização.

Após chegarmos ao local, fomos encaminhados para uma tenda erguida do lado de fora do complexo. Foi de lá que a imprensa assistiu as lutas, respeitando assim o limite de pessoas presentes dentro da arena, norma estipulada pela Comissão Atlética de Nevada. E nessa área, que recebeu a coletiva pós-evento, outra grande mudança. Ao invés das cadeiras dispostas lado a lado em grandes mesas que costumavam atravessar o ‘salão’, mesas individuais espaçadas (quatro por fila), mantiveram cada jornalista a cerca de três metros um do outro.

Todas essas medidas, somadas às refeições previamente embaladas e separadas em grande geladeiras ao fundo da tenda e ao constante uso de produtos de higienização de microfones e aparatos usados pelos atletas, deixou claro que o investimento financeiro foi grande.

“A arena pareceu linda na TV. Não estamos em uma arena gigante sem ninguém sentado. O tempo para construir esse prédio foi perfeito. Esse lugar foi construído para receber lutas”, celebrou Dana na coletiva após o término do evento, antes de analisar a fundo o tipo de investimento que o novo protocolo, somado à ausência de público pagante, exige da organização.

“O grande problema (para realizar o evento) não é o COVID-19. Essa não é a razão que impede as outras ligas de funcionarem. Esses caras podem resolver isso. A questão é financeira. É um investimento massivo. (…) É um investimento grande para fazer todas as coisas para deixar todos seguros. Acredite, as demais ligas estão analisando quanto vai custar para cada uma delas. A diferença, vocês sabem, apenas um cara toma as decisões aqui”, ressaltou, referindo-se ao próprio poder dentro da empresa.

De fato, ligas como NBA ou NFL – basquete e futebol americano, respectivamente -, contam com diversos donos de times, cada qual com sua própria realidade financeira, além de dirigentes e normas específicas de cada organização. Tal realidade, claro, dificulta o acerto entre todas as partes para que medidas sejam tomadas em prol do retorno das competições.

No entanto, o sucesso, ao menos momentâneo, das quatro edições realizadas pelo UFC – três shows no estado da Flórida e um em Las Vegas – abre o precedente e torna possível, pela primeira vez, que resultados reais sejam vistos e comparados. Com eles, uma adaptação para a realidade de cada liga se torna mais plausível e, uma vez viável financeiramente, é questão de tempo para que o pontapé dado pelo UFC dê início ao retorno massivo do calendário esportivo nos EUA. Desde que, claro, o protocolo de segurança seja seguido à risca, como eu presenciei no último sábado.

Matérias Recentes

Saiba como assistir ao UFC 325, card liderado por Alexander Volkanovski vs Diego Lopes

Neste sábado (31), o Ultimate retorna à Austrália para promover seu segundo evento da temporada…

31/01/2026

Alex Poatan explica interesse por superluta contra Jon Jones no UFC: “Desafio perfeito”

Depois de fazer história no 'Glory Kickboxing', sendo o primeiro campeão duplo da organização, Alex…

30/01/2026

Nova era? Campeão do UFC revela que pediu conselhos ao Chat GPT antes de disputa de título

As horas que precedem os combates profissionais são cruciais para os lutadores se concentrarem e…

30/01/2026

Encarada tensa! Rafael Fiziev provoca, e Maurício Ruffy responde em silêncio no UFC 325

O clima esquentou durante a encarada após a pesagem cerimonial do UFC 325, realizada nesta…

30/01/2026

Jean Silva cita Ruffy como trunfo e aposta em vitória de Volkanovski contra Diego Lopes

Neste sábado (31), na luta principal do UFC 325, Alexander Volkanovski e Diego Lopes duelam…

30/01/2026

Apavoro! Khamzat Chimaev repreende rival de colega de time após briga; veja

Atual campeão peso-médio (84 kg) do UFC, Khamzat Chimaev ainda não agendou seu próximo compromisso…

30/01/2026