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Ex-treinador ironiza chance de ser processado por Bate-Estaca: “Vai passar vergonha”

Em abril desta temporada, Jéssica Andrade revelou que havia deixado a equipe ‘PRVT’ – onde construiu boa parte de sua trajetória como lutadora profissional. Após o mistério sobre o motivo da decisão, ‘Bate-Estaca’ afirmou que rompeu laços com o time por conta do desgaste de sua relação com Gilliard Paraná, líder dela, e também seu ex-treinador. Após construírem um vínculo de ‘pai e filha’ durante mais de uma década, a ex-campeã peso-palha (52 kg) do UFC cogitou, inclusive, processar seu antigo mentor. O veterano dos esportes de combate, porém, não aparenta se sentir amedrontado pela possibilidade.

Através da ferramenta ‘stories’ de seu Instagram, o ex-líder da equipe ‘PRVT’ lamentou o fato do desentendimento entre ele e sua principal e mais bem-sucedida pupila ter se tornado público. De acordo com o ex-treinador de Jéssica, seu principal receio era que a aparente rixa que interrompeu a relação entre os dois acabasse com a história de parceria construída pelos dois no passado.

“O meu medo não tem porque mais existir, porque meu maior medo aconteceu. Meu maior medo nunca foi ser culpado do que estão me acusando, meu maior medo era acabar com toda essa história linda que eu construí, principalmente com uma pessoa, tudo que fiz na vida dela (Jessica). Ela sempre falou para Deus e para o mundo para agora estar me digladiando com a pessoa. Ainda falei para ela: ‘Segue sua vida, eu sigo a minha, não vamos falar mal um do outro’. Aí está falando que abri mão de grana porque sei das m*** que fiz. Eu abriria mão de qualquer coisa para não estar acontecendo o que está acontecendo. Ainda dá tempo dela parar de falar, dela parar de fazer comentários escrotos”, desabafou Gilliard.

Caso de Justiça?

Não foi somente Bate-Estaca que rompeu laços com a PRTV. Também atletas do UFC, Karol Rosa e Denise Gomes também encerraram seus ciclos na equipe. Os problemas de confiança e, sobretudo, de ordem financeira, fizeram com que Jéssica cogitasse abrir um processo judicial no futuro contra seu ex-treinador. Porém, Paraná faz pouco caso da possibilidade e ironiza as chances de sucesso de sua ex-atleta.

Sobre Justiça? Pode vir. Porque esse é o medo que eu não tenho (risos). Porque eu sei o que eu fiz e o que eu faço. Outra coisa que eu não queria: juntar prova, falar com advogado, juiz. Puta que p***. Que coisa desgastante e chata, e um gasto em dinheiro para os dois lados. Mas, se quiser vir para essa bronca, vai passar vergonha. Seja quem for. Mas quem está em volta da pessoa ou das pessoas, acha que sou um criminoso, porque não sabem o contexto geral. Não sabem as provas que tem, não participaram das coisas. Aí só escutam o lado do coitado, porque eu não fico me fazendo de coitado, e acham realmente que eu sou um bandido, porque não fico de ‘mimimi’”, rebateu Paraná.

Aspecto financeiro

Uma das reclamações da ex-campeã do UFC em relação ao seu antigo mestre e empresário diz respeito a uma suposta cobrança abusiva sobre os seus ganhos na organização presidida por Dana White. Ainda que não configure, a priori, uma prática criminosa, a lutadora entende que Gilliard Paraná utilizava de sua influência sobre ela – e demais atletas da equipe – para tirar proveito financeiro sobre suas bolsas. Diante das acusações, o ex-treinador se posicionou e ressaltou que sua maior motivação nunca foi o retorno financeiro.

“Se eu quisesse grana, eu não teria vindo embora para o Brasil. Nunca foi por grana. Até porque se fosse, eu nem teria começado. Quando comecei a trabalhar com meninas lá atrás, o Dana White falava que não queria meninas no UFC. Mas se o negócio deu grana, por que eu não posso ganhar minha grana tão bem quanto meus atletas? Principalmente as minhas meninas ganham. Se tirei elas da onde tirei, estão ganhando dinheiro para c***, todas. Por que eu não posso ganhar se fui peça fundamental da parada? Sempre quero ganhar bem, mas muito menos do que elas, podem ter certeza”, ponderou o ex-treinador da brasileira.

Com Bate-Estaca atualmente residindo nos EUA e Paraná no Brasil, é improvável que o caso chegue à Justiça no curto prazo. No entanto, ao que tudo indica dada às declarações de ambas as partes, a relação amistosa entre as partes não existe mais.

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