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A ação judicial questiona, sobretudo, a conduta de Donald Trump e Dana White na organização do evento - Louis Grasse/PxImages

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Evento ameaçado? Processo tenta impedir UFC Casa Branca por suposto esquema de corrupção

Um dos eventos dos esportes de combate mais aguardados de todos os tempos corre o risco de sequer acontecer. A menos de uma semana para sua realização, o UFC Casa Branca se tornou alvo de uma ação judicial que tenta impedir o card de ser tirado do papel. O processo busca, sobretudo, preservar os espaços monumentais de Washington, D.C. e ainda acusa figuras como Donald Trump e Dana White de estarem ligadas a um suposto esquema de corrupção.

Os autores da ação judicial foram identificados através de um comunicado enviado à imprensa, obtido pelo site ‘MMA Fighting’, como Paul Romano, sargento aposentado da Força Aérea e veterano do Vietnã, e Susan Douglas, ativista cívica. O processo defende que o gramado sul da Casa Branca, onde será realizado o card do Ultimate, assim como o ‘Lincoln Memorial’, onde devem ser promovidas a coletiva de imprensa e pesagens pré-show, foram entregues a uma promotora esportiva privada (UFC) com fins lucrativos – o que, na teoria, representaria uma violação da lei federal.

O presidente fez um acordo para entregar dois dos monumentos mais preciosos da América a uma empresa privada para que ele e seus aliados pudessem lucrar com eles. Isso é corrupção. Esses monumentos pertencem a todos nós, americanos, não a Dana White, não a anunciantes como a ‘Crypto.com’ e não a Donald Trump. Estamos pedindo ao tribunal que faça cumprir a lei porque o governo se recusa a fazê-lo”, declarou Susan Douglas, uma das autoras da ação.

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Pilares da denúncia

A denúncia se concentra em três alegações de supostas ilegalidades. A primeira é a violação de acordos com o Serviço Nacional de Parques, que proíbe a realização de eventos esportivos em parques federais, e os autores da ação afirmam que isso não se enquadra em nenhuma isenção regulamentar aceitável. A segunda é que “A Garra” — parte da estrutura de apoio para o evento no gramado da Casa Branca — não possui autorização do Congresso, um requisito para construção em parques federais. Por fim, a denúncia questiona o custo potencial em impostos para os contribuintes com os reparos no gramado sul.

Dana e Trump na mira

Segundo Samuel T. Ward-Packard, advogado principal do caso, o evento do UFC Casa Branca beneficiará financeiramente tanto Trump quanto White, amigos e aliados. Ainda de acordo com o representante judicial dos autores da ação, o presidente dos EUA teria comprado, entre março e junho, 50 mil dólares (R$ 257 mil) em ações da ‘TKO’ – empresa que controla o Ultimate. Além disso, acusa a liga presidida por Dana de supostamente vender pacotes ‘VIP’ para o evento com um custo de 1,5 milhão de dólares cada (R$ 7,7 milhões) e também de se beneficiar de um “marketing espontâneo” às custas da Casa Branca.

Evento ameaçado?

Ainda de acordo com o comunicado, os autores da ação, Paul e Susan, também estão em processo de solicitar uma liminar, que, se concedida pela Justiça, poderá impedir a realização do evento enquanto o tribunal analisa de forma mais detalhada os fatos do caso. Porém, as chances de uma reviravolta desta magnitude às vésperas do show tendem a ser baixas.

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UFC Casa Branca

Programado para o dia 14 de junho, o card do UFC Casa Branca contará com diversas estrelas da companhia em ação. Na luta principal da noite, Ilia Topuria e Justin Gaethje duelam pela unificação de títulos da categoria dos pesos-leves (70 kg). Já no ‘co-main event’, Alex ‘Poatan’ sobe para os pesos-pesados e enfrenta Ciryl Gane pelo cinturão interino da divisão. O Brasil ainda contará com mais dois representantes no show: Diego Lopes e Maurício Ruffy, que medirão forças com Steve Garcia e Michael Chandler, respectivamente.

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Natural do Rio de Janeiro, Gaspar Bruno da Silveira estuda jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fascinado por esportes e com experiência prévia na área do futebol, começou a tomar gosto pelo MMA no final dos anos 2000.

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