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De olho no cinturão do Bellator, Juliana Velasquez analisa campeã: “Sou mais completa”

Neste sábado (21), Juliana Velasquez entra em ação contra a compatriota Bruna Ellen, na edição de número 236 do Bellator, com sede no Havaí (EUA). Mas apesar do confronto iminente, a peso-mosca (57 kg) já está de olho em objetivos maiores – mais precisamente na campeã, Irina-Lei MacFarlane. A detentora do cinturão da categoria, inclusive, compete no mesmo evento da brasileira e defende seu reinado na luta principal do show. Próxima de uma eventual chance pelo título, a atleta da ‘Team Nogueira’ comparou suas habilidades com as de ‘The Ilimanator’.

Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Juliana citou as credenciais que, de acordo com a própria, a diferencia das rivais que MacFarlane já encarou até então. Invictas, a brasileira e a campeã havaiana contam com um cartel profissional bem semelhante – 9-0 e 10-0, respectivamente. Sendo assim, caso as duas confirmem o favoritismo em suas respectivas lutas no sábado, uma disputa pelo cinturão do Bellator pode se alinhar para a temporada de 2020.

“Acredito que essa seja a luta que me leve para o cinturão, assim eu espero (risos). Meu trabalho é entrar lá, lutar e dar meu espetáculo. Na hora que tiver que chegar (o ‘title shot’) vou estar pronta para isso”, ressaltou Velasquez, antes de analisar a atual campeã da liga.

“Acho que (o que me diferencia das demais) é eu ser atleta, vim do judô. Ela tem um bom ‘ground-and-pound’ e uma parte afiada de grappling, mas eu acho que sou mais completa do que ela (MacFarlane). Tenho tanto a parte de grappling forte, quanto a parte da trocação, que me diferencia”, completou a atleta do Rio de Janeiro.

Mas antes de pensar em qualquer coisa, Juliana tem que confirmar a boa fase na companhia e defender sua invencibilidade como artista marcial. Para o confronto diante de Brune Ellen, a brasileira espera um duelo movimentado, até por conta da ‘oportunidade de ouro’ de sua adversária. Confiante, Velasquez projetou sair com o braço erguido no sábado, independentemente do método.

“Acredito que ela (Bruna) vai vir para o tudo ou nada, vai ser a oportunidade dela de estar lutando com uma menina com o meu cartel de 9-0, que está com perspectiva de lutar pelo cinturão. Então acredito que ela dê tudo dela lá, mas isso também me incentiva cada vez mais para dar o melhor de mim e dar um espetáculo lá dentro do octógono”, projetou a lutadora de Team Nogueira, antes falar sobre seu crescimento desde a última aparição no Bellator, em julho deste ano.

“Vou para nocautear, minha cabeça é sempre essa. Sempre treino para nocautear ou finalizar. Não sou uma lutadora apenas, sou uma atleta e estou preparada para todo tipo de vitória, tanto nocauteando, quanto finalizado, e até mesmo por pontos. O que importa é a vitória. Mas hoje estou bem treinada, com uma cabeça bem diferente da última. Na última nocauteei e fiz uma luta muito boa, e acredito que essa seja ainda melhor”, completou a peso-mosca.

Recentemente, Liz Carmouche, veterana do UFC que também compete nos pesos-moscas se desligou da companhia após anos de serviços prestados. Dias após seu desligamento do UFC, a americana destacou que o Bellator seria seu provável destino, uma vez que a atleta conhece os organizadores do evento.

Além do mais, a veterana é amiga e companheira de equipe da campeã MacFarlane na ‘Team Hurricane Awesome’. E após ouvir o interesse de Carmouche em juntar ao plantel do Bellator, Irina-Lei deixou claro seu interesse em se testar contra a parceira de treinos. Ao ser perguntada sobre uma eventual ‘furada de fila’ pelo ‘title shot’ da ex-UFC, Juliana minimizou e se mostrou focada em realizar apenas o seu trabalho.

“Acho legal, interessante ter mais uma atleta do UFC dentro do evento, né? Mas trato como uma outra atleta, nome para mim não quer dizer nada não. O Bellator já fechou com a ‘Cygorg’, que é o maior nome no cenário mundial, então para mim só considero (a Liz Carmouche) como mais uma atleta do UFC tentando entrar no Bellator. Não estou nem pensando nisso (uma eventual furada de fila), nem penso na Carmouche. Penso na minha próxima luta, cada luta é uma luta. Mas não tenho medo não (dela furar a fila), não tenho medo de nada. Meu trabalho é entrar lá e fazer o melhor de mim”, concluiu a brasileira.

A campeã encara Kate Jackson que tentará ser a primeira atleta a vencer MacFarlane. Outro brasileiro que lutaria no card do Bellator no Havaí era Neiman Gracie. No entanto, com uma lesão na mão, o especialista em jiu-jitsu foi obrigado a deixar o combate diante de Kiichi Kunimoto – que agora enfrenta Jason Jackson, em disputa pelos meio-médios (77 kg).

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