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Algoz de ‘Demolidor’ analisa estilo extravagante de luta do brasileiro: “Não é desrespeitoso”

Tristan Connelly começou a semana passada como apenas um lutador sem muita projeção e a encerrou como algoz de um dos atletas que mais causaram repercussão no UFC nos últimos tempos. O canadense, peso-leve (70 kg) de origem, aceitou a luta contra Michel ‘Demolidor’ de última hora, na categoria de cima, e surpreendeu o brasileiro com uma vitória por decisão unânime. No octógono, o brasileiro viu seu ‘feitiço’ virar contra si: de tanto tentar golpes incomuns, como mortais e joelhadas voadoras, ele se cansou rápido e virou presa fácil para o adversário – que, no entanto, fez questão de elogiar o paraense por seu estilo extravagante dentro do octógono.

Os juízes se dividiram ao analisar o combate: dois deles viram triunfo de Tristan no primeiro round, justamente aquele em que ‘Demolidor’ mais se mostrou ativo. O mesmo aconteceu no segundo assalto: apesar de Connelly ter sido mais efetivo em suas ações, dois jurados apontaram vitória de Michel. Nos cinco minutos finais, entretanto, não havia como ter dúvidas, já que o brasileiro estava completamente exausto: dois dos árbitros deram, inclusive, 10-8 para o canadense. Segundo Connelly, o jeito de o paraense lutar foi um fator fundamental para aceitar o duelo com poucos dias de antecedência.

“Ele era o adversário perfeito. Ele é superempolgante. Gosta de soltar o chute rodado de frente. (…) Sei que eu merecia estar aqui há algum tempo. Tive um início difícil em minha carreira. Minha primeira luta só aconteceu depois dos 25 anos, e acho que quando eu tinha 29 anos, meu cartel era 5-5. Não havia outra razão para continuar lutando além do fato de que eu simplesmente amo lutar, então continuei fazendo aquilo e evoluindo. Hoje estou aqui”, declarou, em entrevista aos jornalistas na zona mista do UFC Canadá, segundo transcrição do site ‘MMA Junkie’.

Questionado se o estilo de Michel é desrespeitoso por buscar sempre nocautes exóticos ou brutais, Connelly foi só elogios ao brasileiro. No entanto, ao comentar suas próprias capacidades, o canadense deu a entender que, na atual estratégia, ‘Demolidor’ dificilmente vai ter sucesso com frequência em seus combates.

“Absolutamente não (há desrespeito). Ele está no UFC porque foi isso que o colocou aqui. É uma luta. Seja qual for a forma que você quer lutar, se ela pode fazer você vencer, não é desrespeitoso; é você fazendo seu trabalho. Ele fez o dele, eu fiz o meu, e fui eu quem terminou com a vitória. Se dar mortais de costas fosse o que eu acredito que é importante na luta, eu seria ótimo em mortais de costas. Mas eu não consigo usá-los para salvar minha vida. Eu pratico bater, estrangular e chutar pessoas, porque isso parece funcionar na maioria das lutas que eu vejo”, explicou.

Connelly ganhou 100 mil dólares – o equivalente a R$ 408 mil – pela ‘luta da noite’ no UFC Canadá. O motivo é simples: como Michel não bateu o peso dos meio-médios (77 kg) na sexta-feira (13), ele deixou de ser elegível aos prêmios da noite. Com o resultado negativo, ‘Demolidor’ conheceu sua primeira derrota no Ultimate. O brasileiro havia estreado em maio, nocauteando Danny Roberts com uma joelhada voadora e socos.

 

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