No último fim de semana, em Long Beach, na Califórnia (EUA), Gabrieli Pessanha marcou seu nome na história do jiu-jitsu mais uma vez. Em ação no Campeonato Mundial de 2026, a brasileira conquistou o chamado ‘ouro duplo’, ao se tornar campeã tanto em sua categoria de peso quanto na tradicional disputa do absoluto – divisão sem limite de peso estabelecido. Com a dobradinha, ‘Gabi’, como é conhecida, chegou a incrível marca de 12 títulos mundiais e se isolou como a mulher mais vencedora de todos os tempos nos tatames.
Anteriormente com dez medalhas de ouro em Mundiais, Gabi Pessanha estava empatada com outra brasileira: Bia Mesquita, que hoje em dia brilha no UFC após migrar do jiu-jitsu para o MMA profissional. Agora com mais dois títulos para a coleção, a representante da equipe ‘InFight’ se isolou como a recordista feminina em eventos promovidos pela ‘IBJJF’ (International Brazilian Jiu-Jitsu Federation).
Final repetida
Para alcançar a façanha de se tornar a mulher mais vencedora da história do jiu-jitsu em Mundiais, Gabi precisou desbancar a mesma adversária nas duas finais. Primeiramente na categoria super-pesado, Pessanha desbancou a também brasileira Tayane Porfírio por pontos (9 a 0). Em seguida, na decisão do absoluto, a recordista teve novamente a compatriota pela frente. Em duelo ainda mais parelho, Gabrieli levou a melhor novamente nas papeletas (2 a 0).
Retrospecto irretocável em Mundiais
Para além da marca impressionante, o tempo que Gabi levou para alcançá-la talvez impacte ainda mais os fãs da arte suave. Afinal de contas, a jovem simplesmente enfileirou 12 títulos mundiais em seis temporadas. Isso significa dizer que seu retrospecto em Mundiais, desde a edição de 2021 até a atual, em 2026, é simplesmente irretocável – conquistando, desde então, a medalha de ouro tanto em sua categoria de peso original quanto na disputa do absoluto.
Recorde de Buchecha ameaçado
Com apenas 25 anos de idade e consolidada em números como a maior campeã feminina da história dos Mundiais, Gabrieli Pessanha parece ter um futuro mais do que promissor pela frente. No curto prazo, inclusive, a brasileira pode superar outro compatriota para se tornar a atleta mais condecorada da competição – independentemente de gênero. Quem detém o recorde de mais títulos mundiais na faixa-preta entre os homens é Marcus Almeida, o ‘Buchecha’ – com 13 ao todo. Sendo assim, uma eventual nova dobradinha no futuro isolaria Gabi na liderança.
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