Entrevistas

‘Wand’ destaca talento do filho, mas afasta pressão por futuro nas artes marciais

Iniciar a carreira nas artes marciais com a pressão de ser filho de uma lenda do esporte não é uma tarefa fácil para ninguém. Thor Silva poderia vivenciar essa situação, já que neste ano começou fez uma apresentação no boxe amador, saindo com a vitória. De acordo com Wanderlei Silva, seu herdeiro, apesar de ter consciência do tamanho da expectativa sob seus ombros, está preparado para o desafio.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, ‘Wand’ comparou o início de sua história no mundo das lutas com o de Thor. Se o ex-campeão do Pride veio de uma origem humilde e sua família sem nenhum histórico de lutadores, seu filho já começou com esse DNA no sangue. Embora ainda esteja nos primeiros passos no esporte, o jovem de 18 anos já tem deixado seu pai orgulhoso e esperançoso sobre seu futuro.

“É uma coisa que sempre perguntam para ele: ‘Como é ser filho do Wanderlei?’ Eu digo que não é uma tarefa fácil. Eu era filho do seu Orlando, motorista de ônibus, vinha de uma família muito humilde e não tinha pressão em cima de mim. Ele não, é filho de um grande lutador. Mas o legal que vejo nele é que é calmo, treina bem, não se abala, não demonstra estar nervoso. As lutas que fez mostrou focado e me deixa feliz isso. Quantas vezes a gente vê uma situação que o pai é bom e o filho não anda. Ele é muito inteligente, sabe mensurar o perigo, que não deve se abalar com pressão”, revelou Wanderlei.

Apesar de Thor ter dado indícios que pode ter uma boa carreira nas lutas, Wanderlei Silva não quer apressar as coisas. O ex-lutador do UFC admitiu que não quer influenciar na escolha do seu filho sobre o que vai fazer daqui para frente, mas caso a decisão seja pela sua sequência nas artes marciais, tem tudo para levar adiante a maneira de atuar do pai.

“Ele tem um estilo parecido com o meu, sai pegando os caras. Até falei para ele tomar cuidado, uns caras que usam contra-golpe, para não se emocionar. Imagina eu falando para ele ir com calma? (risos). Só não podemos pressionar o filho sobre a carreira, a decisão é dele. Não vou dizer que ele precisa ser profissional, mas que você vai ter que ter a faixa-preta de jiu-jitsu, isso você tem que fazer. Depois que pegar, você vê se quer dar aula, se ser advogado, médico, lutador. É uma coisa que temos que direcionar”, concluiu.

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