Entrevistas

Virna Jandiroba reforça meta pelo cinturão do UFC, mas ressalta: “Um passo de cada vez”

Em outubro de 2025, Virna Jandiroba sofreu possivelmente a derrota mais dura de sua carreira nos esportes de combate. Na ocasião, a brasileira competiu pelo cinturão vago dos pesos-palhas (52 kg), mas acabou superada pela compatriota Mackenzie Dern. Apesar de ter lhe afastado momentaneamente do grupo das principais concorrentes ao título, o resultado adverso não matou o sonho da atleta baiana. Obstinada, ‘Caracará’ reforça, mesmo aos 37 anos, sua meta de se tornar campeã do Ultimate.

Experiente, entretanto, Virna evita planejar o futuro e foca sua atenção no desafio que está por vir. Neste sábado (4), no ‘co-main event’ do UFC Vegas 115, a brasileira mede forças com outra rival compatriota – desta vez Tabatha Ricci. Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, a número 3 do ranking peso-palha pregou ‘pé no chão’, mas admitiu que voltar a vencer significa, invariavelmente, voltar a sonhar com uma eventual disputa de título a médio prazo.

Fiquei frustrada ali no ‘title shot’. Fiquei por uma hora naquela tristeza: ‘Não quero mais’. Parar de lutar, não (não cheguei a pensar). Digo em respeito ao cinturão e tudo mais. Mais daquela frustração, em relação à corrida (pelo título). Agora é um passo de cada vez. Meu foco agora é vencer no sábado. Obviamente sei que isso representa uma nova corrida (pelo cinturão). Quero ir um passo de cada vez, mas com o cinturão ali, como aquela utopia que a gente vai atrás. Acho que é bom continuar mirando no cinturão. É positivo”, declarou Jandiroba.

Lição aprendida

Na luta mais importante de sua vida, Virna viu a decisão dos juízes definir o resultado. Posteriormente, Carcará chegou, inclusive, a contestar o julgamento dos profissionais e o desfecho do confronto. Tudo serviu de aprendizado para a faixa-preta de jiu-jitsu. Disposta a não passar pela mesma experiência novamente, Jandiroba tentará não dar margem para interpretações e, daqui em diante, focar em definir seus duelos pela via rápida – nocaute ou finalização.

“Claro (tem lição aprendida da última luta). A gente sempre traz novas coisas e aprende. Cada vez mais, tenho que buscar a luta. Fazer o meu da melhor maneira. Obviamente que buscar finalizar a luta, seja por nocaute ou seja por finalização. É isso que eu trago (de aprendizado)”, frisou a baiana.

Invasão brasileira em Vegas

Virna vs Tabatha é apenas um dos confrontos 100% verde-amarelo do UFC Vegas 115. Também entre as mulheres, Dione Barbosa encara Melissa Gatto. Além do quarteto feminino, mais sete atletas do país entram em ação no show deste sábado: Brendson Ribeiro, Rafael Macapá, José Delano, Guilherme Pat, Alessandro Costa, Alice Pereira e Renato Moicano, que faz a luta principal contra Chris Duncan.

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