Meses após a disputa do cinturão peso-palha (52 kg), Virna Jandiroba revisitou a própria atuação e voltou a contestar o resultado da luta contra Mackenzie Dern. As duas se enfrentaram no UFC 321, realizado em 25 de outubro de 2025, em combate válido pelo título vago da categoria. Na ocasião, dois juízes marcaram 3 a 2 e um anotou 4 a 1 a favor da atleta radicada nos Estados Unidos, que acabou coroada campeã da divisão no Ultimate.
Em entrevista ao canal ‘Direto de Vegas‘, novo projeto da Ag Fight em formato podcast, a ‘Carcará’ afirmou que, após rever o confronto com calma, consolidou a percepção de que poderia ter saído vencedora do octógono. Ainda assim, a baiana fez questão de reconhecer o equilíbrio do embate e o alto nível técnico apresentado pelas duas competidoras.
“Eu estava confiante na vitória. Foi uma luta, de fato, parelha e muito bem disputada. Mas eu acho que, no mínimo, deveria ter sido empate. Obviamente, eu sei que, por ser uma disputa de cinturão, não seria empate. Mas 4 a 1? Absurdo“, observou.
A lutadora destacou que deixou o cage convicta do triunfo e reforçou o equilíbrio das ações ao longo dos cinco rounds. Na avaliação dela, a margem apontada por um dos juízes não refletiu fielmente o que foi apresentado dentro do octógono, especialmente diante da competitividade do confronto.
“Eu teria marcado 3 a 2 para mim. Eu realmente, na hora, saí confiante. Achei que eu tinha vencido a luta. Definitivamente, foi uma luta muito disputada. A arbitragem é subjetiva“, analisou.
Ponto determinante
Ao analisar os critérios que podem ter pesado na decisão, a ex-desafiante indicou um possível fator que, em sua visão, influenciou a leitura dos juízes laterais. Ela reconheceu a intensidade da disputa no solo, mas questionou a valorização de determinadas ações da adversária ao longo da luta.
“Eu vi muitos argumentos de que foi o fato de a Mackenzie ter ficado batendo por baixo. Imagino que só pode ter sido isso. Eu a coloquei mais vezes para baixo, ela me colocou duas vezes para baixo, eu a coloquei muito mais e propus mais a luta. Mas ela ficou ali batendo por baixo, e acho que foi isso que definiu a luta”, explicou.
Mesmo sem concordar com o desfecho, a peso-palha demonstra foco na sequência da carreira e na retomada do caminho rumo ao topo. A baiana já tem novo compromisso marcado na organização e volta à ação no dia 4 de abril, quando enfrenta Tabatha Ricci no UFC Vegas 115, em mais um passo na tentativa de se reaproximar de uma futura disputa de cinturão.
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