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Valter Walker sobe o tom e aquece rivalidade com Vitor Petrino: “Vamos ver se ele sustenta”

Nesta semana, uma rivalidade inesperada tomou conta do noticiário do MMA nacional com dois brasileiros trocando farpas. Após rebater uma suposta alfinetada de Vitor Petrino com uma proposta de confronto direto no UFC, Valter Walker decidiu ser ainda mais incisivo. Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, o ‘Caçador de Pés’ subiu o tom das provocações e consolidou de vez a rixa estabelecida com o agora peso-pesado mineiro.

Tudo começou quando Petrino afirmou, após vitória no último sábado, no UFC Vegas 114, que o atleta que não gostaria de entrar no ranking deveria procurar um evento de menor apelo. Para alguns fãs, o recado teria sido endereçado para Valter, que se notabilizou recentemente por pregar um discurso mais cauteloso e sem pressa para chegar até o topo da categoria mais pesada do Ultimate. Após ser marcado por uma legião de seguidores, o carioca ‘comprou a briga’ e agora busca resolver as desavenças com Vitor no octógono.

“O Petrino falou m*** de mim. Dizendo: ‘Se não quer estar no ranking, sai do evento’. Beleza, ele não falou meu nome. Mas geral me marcou no post. Tá me tirando? Se assume. Se está falando de mim, fala meu nome e vamos sair na porrada. Vai tomar no teu c***, c***. Fica metendo essa gracinha de: ‘Não está pronto, sai do ranking’. Vi sua luta no Rio de Janeiro, aquele ‘uppercut’ lá, se não pega, ele iria perder. Cansa em dois minutos, estava morrendo no segundo round. O Thomas Peterson botando pressão e ele andando para trás, tomou a guilhotina do Anthony Smith. Subiu para os pesados para ressuscitar sua carreira, porque no 93 kg ia ser jambrolhado. E agora quer meter essa. Vamos sair na porrada, seu c*** do c***. Ele fala para c***, mas vamos ver se ele sustenta”, disse Walker.

Rixa nacional apimenta 

O grande desejo de Petrino, a princípio, era voltar ao ranking. E tal meta foi atingida justamente nesta terça-feira, na mais recente atualização promovida pela organização. No entanto, no entendimento de Valter, o embate não perde o apelo por tais circunstâncias. Na visão do irmãos mais jovem de Johnny Walker, medir forças contra um atleta brasileiro tende a acrescentar um tempero a mais no combate – sobretudo para os fãs locais. Recentemente, Diego Lopes e Jean Silva dividiram o país em um duelo eletrizante. E o ‘boom’ da modalidade em solo nacional ocorreu quando Anderson Silva e Vitor Belfort se enfrentaram.

“Você não quer entrar no ranking? Estou no ranking. Se acha que pode me ganhar, vem lutar comigo. Me ganha que você vai entrar no ranking, p***. Não quer ranqueado? O ranqueado está aqui, c***. Que maravilha, a gente tem o casamento perfeito. Eu moro na Rússia, ele mora no Brasil. Você está lá e eu aqui. Vamos sair na mão e f***, parceiro. ‘Ah, mas vocês são brasileiros’. Quantas vezes brasileiros não saíram na mão? São 300 brasileiros no UFC, uma hora ou outra vai sair na mão. Só estou antecipando o processo. A gente promete e a gente entrega. Brasileiro contra brasileiro é o suco do entretenimento do MMA”, destacou o carioca.

Se o alvo ideal já foi definido, Valter também já mira um período e locais de preferência para voltar à ativa no Ultimate. Ainda na fase final de recuperação de uma lesão na perna, o brasileiro radicado na Rússia está de olho em dois shows: o UFC China, programado para 30 de maio, e um evento cotado para ocorrer no Azerbaijão, dia 26 de junho – este ainda sem anúncio oficial por parte da liga.

 

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Natural do Rio de Janeiro, Gaspar Bruno da Silveira estuda jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fascinado por esportes e com experiência prévia na área do futebol, começou a tomar gosto pelo MMA no final dos anos 2000.

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