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Matheus Camilo posando para foto durante o Media Day do UFC 322
Matheus Camilo entra em ação no UFC Azerbaijão - Diego Ribas/Ag Fight

Entrevistas

UFC Azerbaijão: Matheus Camilo projeta quebrar tabu contra “algoz de brasileiros”

O octógono do UFC Azerbaijão, em Baku, será o cenário de um confronto que vai muito além de uma simples soma de cartéis. Neste sábado (27), Matheus Camilo sobe à arena com uma missão dupla: consolidar sua ascensão na categoria peso-leve (70 kg) e encerrar a incômoda sequência de Nazim Sadykhov, atleta da casa que vem se tornando um verdadeiro fantasma para os lutadores brasileiros após superar nomes como Ismael Bonfim e Nikolas Motta.

Longe de se intimidar com o retrospecto do adversário, Camilo assume o posto de desafiante focado em ser o primeiro atleta tupiniquim a frear o ímpeto do rival. Para isso, o lutador, em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, afirma ter mapeado as falhas nas estratégias anteriores de seus compatriotas e aposta no jogo de solo como o antídoto ideal.

“Nas lutas que a gente assistiu, percebi que ele não gosta desse jogo de MMA, sabe? De agarrar, derrubar. Então esse é o nosso ponto-chave ali para trazer a vitória. Eu vou trazer esse jogo, vou mixar esse jogo aí que eles não fizeram“, revelou.

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Pressão da torcida

Além do ajuste técnico, o cenário psicológico em Baku deve desempenhar um papel crucial no duelo. Enquanto Sadykhov carrega a responsabilidade de se apresentar diante de seus fãs e se recuperar de sua primeira derrota na organização, Matheus Camilo adota uma postura confortável na posição de visitante, afirmando que a atmosfera hostil atua como combustível.

“Eu sou esse tipo de lutador, eu gosto quando duvidam de mim, quando tem a torcida contra mim. Então isso me deixa bem mais confiante, mais motivado. E eu sei que a pressão está toda em cima dele, está lutando em casa, está vindo de uma derrota também, e eu sei como é a pressão de uma derrota”, explicou.

Confiante na estratégia traçada, o peso-leve entra no octógono neste sábado não apenas para cravar seu nome entre os tops da divisão, mas para provar que tem o que é necessário para derrubar esse tabu do rival diante de lutadores brasileiros. Para isso, terá que colocar em prática o que adotou em seu discurso e durante os treinamentos.

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Natural do Rio de Janeiro, Geovanne Peçanha se formou em jornalismo na Facha (Faculdades Integradas Hélio Alonso). Com passagens por Lance!, CBF TV, FERJ e outros, é um fanático por esportes. Ex-praticante de Muay Thai, se apaixonou pelo MMA.

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