Diferentemente da maioria dos eventos, todas as lutas encaminhadas para o UFC Casa Branca foram mantidas a sete chaves – se tornando públicas somente no momento do anúncio feito por Dana White, no último sábado (7). E, aparentemente, o sigilo foi tão extremo que pegou até mesmo atleta escalado de surpresa. Escolhido para disputar a luta de abertura do show, Diego Lopes surpreendeu ao admitir que não sabia que entraria em ação na sede do Governo dos EUA, dia 14 de junho.
Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, o manauara radicado no México explicou que a única interação com a alta cúpula do Ultimate foi através de conversas preliminares que indicaram a possibilidade de Steve Garcia, de fato, ser seu próximo adversário. Entretanto, as negociações, segundo o próprio, não avançaram e, portanto, detalhes como data e local do combate não foram sequer debatidos. Dias depois, durante o card do UFC 326, Diego Lopes, que estava assistindo o evento ‘in loco’, se surpreendeu com seu rosto estampado na arte oficial do show na Casa Branca.
“Na verdade, foi algo muito rápido (as negociações). Dois dias atrás, o UFC mandou mensagem para a gente e disse: ‘Talvez o Diego lute com o Steve Garcia’. Essa foi a única coisa que eles falaram para a gente. E a galera já sabe como sou, então falei: ‘Beleza, o Steve Garcia é uma luta boa para mim, a data que vocês quiserem, vou estar disponível’. E, realmente, pode até parecer mentira, mas eu não sabia que iria lutar na Casa Branca até agora que vi o card, quando anunciou. Eu soube junto com vocês. Galera pode falar que: ‘Ah, já sabia’. Não, realmente não sabia. Mas estou feliz, uma grande oportunidade para mim. Eles (UFC) só falaram: ‘Talvez você lute com o Steve Garcia’. Mas nunca falaram nada (sobre data)”, relatou Diego.
Trinca brazuca
Além da disputa dos pesos-penas (66 kg) envolvendo Diego Lopes e Steve Garcia, que abre o aguardado evento na Casa Branca, o Brasil contará com representantes em mais duas lutas. Nos pesos-leves (70 kg), Maurício Ruffy encara o veterano Michael Chandler. Já entre os pesos-pesados, Alex Poatan mede forças contra o francês Ciryl Gane, em disputa que coloca em jogo o cinturão interino da divisão. Feliz por ser escalado ao lado de nomes de peso do MMA nacional, o ‘Franja’ aposta em uma noite com 100% de aproveitamento dos atletas tupiniquins.
“Vai ser bom para caramba (brasileiros no UFC Casa Branca). O Poatan, já sabe, né? O cara está a ponto de fazer história. Tomara que ele possa trazer essa vitória para a gente. O Ruffy também é um cara que está subindo bastante, e tem uma luta bem boa para ele, contra o Michael Chandler. E minha luta também, acho que a gente pode ter uma noite bastante boa para os brasileiros”, projetou Lopes.
Grandes ocasiões
Apesar de ter somente três anos de UFC, Diego rapidamente se tornou um dos atletas mais populares da empresa. E prova disso é que o faixa-preta de jiu-jitsu esteve presente em alguns dos maiores eventos promovidos pela companhia neste período. Destaca-se a edição que celebrou os 30 anos de história do Ultimate, a edição centenária do UFC 300, o evento com sede inédita na luxuosa ‘Esfera’ e, agora, mais um show sem precedentes sediado na Casa Branca.
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