Chegou ao fim a parceria entre Rodolfo Vieira e a academia paulista ‘Fighting Nerds’, pelo menos momentaneamente. Escalado para encarar Eric McConico no card do UFC Vegas 116, neste sábado (25), o ‘Caçador de Faixa-Preta’ – como o lutador carioca ficou conhecido durante sua carreira no jiu-jitsu – deixou o time liderado pelo treinador Pablo Sucupira e fez seu camp de preparação acompanhado por uma equipe própria, na Flórida (EUA), onde reside.
Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, Rodolfo Vieira explicou os motivos que o levaram a interromper a parceria com a ‘Fighting Nerds’ e optar por uma nova rota em sua carreira. De acordo com o lutador carioca radicado nos EUA, a adaptação à vida solitária na capital paulista – longe de sua família – o fez repensar sua ida para São Paulo neste camp.
“Dessa vez não (treinei na Fighting Nerds). Assim que fechou a luta, eu decidi e liguei para o Pablo (Sucupira) para avisar que eu não ia mais para lá, expliquei para ele… E ficou tudo bem, ele entendeu, falou que as portas da academia estarão sempre abertas para mim. Me senti acolhido lá por eles, fui muito bem recebido, muito carinho por todos. Mas estava muito difícil fazer o camp lá, por estar longe de casa, da família, do Benício, da Ju, estava muito difícil. E eu quis fazer diferente dessa vez, e foi muito bom”, contou Rodolfo.
A distância da família durante o camp, certamente, foi a maior motivação por trás da decisão. Porém, outro ponto também parece ter influenciado na saída da ‘Fighting Nerds’. Carioca, o peso-médio (84 kg) do UFC também sofreu com a adaptação à vida de paulistano.
“Ficar lá, na Barra Funda (em São Paulo), um lugar que não tem nada. Hoje eu moro em um lugar (Clermont) muito bom, pego Sol todo dia de manhã, rego minha horta, passeio de patinete, ando de bicicleta, caminho, faço trilha… É bom para c***. E lá (em SP) era treino e Airbnb, o estúdio que eu ficava, fechado, sem nada. O momento melhor era quando eu estava na academia com a rapaziada, que era uma energia boa. Ficava lá, tentava aproveitar ao máximo, porque depois voltava para o quarto, maior solidão. Aí eu falei: ‘Ah, não. Vai ser difícil eu voltar e conseguir sustentar isso aqui outra vez'”, explicou.
Time de peso
Obviamente, para deixar uma equipe estruturada como a Fighting Nerds, amplamente reconhecida como uma das melhores do mundo na atualidade, Rodolfo precisava montar um time de peso para auxiliá-lo neste camp para o UFC Vegas 116 – e foi isso que o faixa-preta fez. Além dos seus já tradicionais treinadores Mano Santana e Salenco Coutinho, Rodolfo Vieira pôde contar com a ajuda luxuosa do ex-campeão do UFC Lyoto Machida, seu amigo pessoal. E o resultado, segundo o carioca, não poderia ter sido melhor.
“O que eu mudei é que eu fiz um camp muito mais fechado. Já tinha meus treinadores em Orlando e consegui juntar ótimos caras para me ajudar. Eu já tinha o Mano (Santana), já tinha o Salenco (Coutinho), tive o Lyoto (Machida) – uma ajuda que não tem nem o que falar, ele fez grande diferença para mim nesse camp. Tive ajuda do William, que é um atleta muito bom de MMA do meu peso, do Júlio. Então, a gente trabalhou muito e foi um camp muito bom. Foi o melhor camp que eu tive na minha vida até hoje“, afirmou.
A mudança será colocada à prova neste sábado, no card do UFC Vegas 116. No evento, Rodolfo Vieira medirá forças com o americano Eric McConico, de olho em se recuperar e voltar ao caminho das vitórias na organização. Isso porque, no seu último compromisso no octógono mais famoso do mundo, o faixa-preta carioca foi nocauteado por Bo Nickal, em novembro do ano passado.
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