Renan Ferreira segue motivado por objetivos ambiciosos no MMA mesmo após alcançar estabilidade financeira na carreira. Campeão do torneio da PFL (Professional Fighters League) em 2023, o peso-pesado garantiu uma premiação milionária e também foi beneficiado pelo acordo envolvendo o confronto contra Francis Ngannou, o que elevou ainda mais seus ganhos no esporte.
Apesar do cenário confortável fora do cage, ‘Problema’, como é conhecido, deixa claro que ainda se vê em evolução. Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, o lutador destacou que encara o momento atual como apenas o início de sua trajetória no alto nível.
“Ainda tenho muitos anos, muito chão pela frente. Eu amo a luta, sou apaixonado pelo MMA. Então, eu quero lutar por muitos anos ainda. Eu sinto que ainda estou no começo da minha carreira. Sinto que estou aprendendo MMA agora, que estou evoluindo agora. Quero trazer grandes lutas, grandes performances, quero me tornar um dos maiores pesos-pesados que já pisaram no cage. Eu tenho essa vontade de fazer muita coisa ainda”, afirmou.
O atleta também ressaltou que a segurança financeira conquistada ao longo dos últimos anos foi construída de forma consciente. Segundo ele, a prioridade sempre foi manter estabilidade e planejamento a longo prazo, especialmente pensando na família.
“Com certeza (deu para fazer o pé de meia para o futuro). Eu sempre fui um cara muito cabeça, nunca fui de esbanjar, sempre construí as minhas coisas com pé no chão, sempre buscando bastante orientação. Graças a Deus, eu tenho a minha casa, a casa dos meus pais, consegui me estabilizar bem. A gente leva um nível de vida tranquilo, sem esbanjar demais, porque sabemos que dinheiro não aguenta desaforo. Mas é claro que eu almejo coisas maiores, quero buscar mais. Eu tenho meus filhos e quero sempre o melhor para eles, e vou trabalhar muito ainda para isso”, explicou.
Dentro do cage, porém, o momento recente representa um desafio adicional. O lutador vem de duas derrotas consecutivas — para Francis Ngannou e Vadim Nemkov — algo inédito em sua trajetória, já que nunca havia sido superado em sequência até então. Esse cenário adiciona um elemento de pressão ao próximo compromisso e reforça a importância de uma reação imediata.
Com o foco mantido na evolução esportiva, Renan volta à ação neste sábado (2), em evento da PFL, que acontece em Sioux Falls, na Dakota do Sul (EUA). O adversário da vez será o russo Sergey Bilostenniy, em mais um teste relevante para a sequência da carreira.
Valorização no topo
Além dos ganhos dentro da PFL, o brasileiro também destacou o impacto positivo da postura de Ngannou nas negociações contratuais. O camaronês, ao assinar com a organização, fez questão de garantir que seus adversários em superlutas recebessem bolsas a partir de 2 milhões de dólares (cerca de R$ 10 milhões na época), elevando o patamar financeiro dos envolvidos.
“Legal isso do Francis (Ngannou), né? Não valorizar só a si próprio, mas tentar trazer, tentar buscar (valorização para o rival também). Mas eu posso dizer que fui muito bem valorizado, com certeza. Foi uma luta que me levou para outro patamar (risos)”, brincou.
A combinação entre estabilidade financeira e ambição esportiva reforça o momento vivido por Renan Problema, que, mesmo já consolidado fora do cage, segue determinado a alcançar voos ainda maiores dentro do MMA. No entanto, para dar início a esse novo capítulo, precisará reencontrar o caminho das vitórias.
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