Ravena Oliveira já tem data para tentar mudar o rumo de sua trajetória no Ultimate. Neste sábado (14), a baiana entra no octógono do UFC Londres para enfrentar a estreante inglesa Shanelle Dyer, em um duelo que pode ser decisivo para sua permanência na organização.
Sem vencer nas duas primeiras aparições — derrotas para as compatriotas Tainara Lisboa e Stephanie Luciano, a ‘Rondinha’ — a peso-palha (52 kg) chega pressionada, mas confiante em uma mudança de postura. Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, ‘Kenoudy’, como é conhecida, deixou claro que pretende adotar uma estratégia mais agressiva, priorizando a trocação e buscando impor seu ritmo desde o início.
“Com certeza, vou partir para a porrada. Ela, apesar de ser uma lutadora que gosta da trocação, a gente vê que gosta muito de chutar, só que ela tem meio que uns limites de chutes. Vimos muita coisa no chão também. Mas a gente vai trabalhar mesmo é na trocação. É isso que a gente quer: guerra!”, afirmou.
A brasileira também destacou o desejo de protagonizar um combate empolgante para o público, ainda que não descarte mudanças de estratégia ao longo do confronto. Com o UFC deixando claro que quer priorizar cada vez mais o espetáculo, a lutadora não pretende desperdiçar a oportunidade de impressionar.
“Eu quero muito dar show. Agora, o UFC é Paramount, então pode ser que aconteça, no decorrer da luta, [de levar para o chão], mas eu quero muito fazer uma luta de trocação. Ela é uma lutadora que gosta também. Então a gente vai dar esse show”, enfatizou.
Significado além do octógono
Mais do que a necessidade profissional de conquistar o primeiro triunfo no UFC, a atleta carrega uma motivação pessoal significativa para o confronto. Ela revelou que uma possível vitória teria um peso especial em sua vida, especialmente por conta da recente perda de sua avó, figura central em sua criação.
“Sendo bem sincera, representa um sonho para a minha vida, porque eu quero mostrar ao mundo que estou no UFC, estou preparada e estou no lugar em que eu deveria estar. E um plus é: não sei se a maioria das pessoas sabe, mas eu fui criada pela minha vó e, recentemente, ela faleceu. Então essa vitória teria um peso maior para mim, porque eu quero honrar a memória dela. Então, [essa vitória] representaria a realização de um sonho meu e da minha família”, contou.
Entre a pressão por resultados e o desejo de afirmação pessoal, Ravena sobe ao octógono em Londres com a missão de transformar expectativa em performance. Como ela mesma define, o objetivo é entregar uma verdadeira “guerra” ao público e marcar sua trajetória na organização.
Siga nossas redes sociais e fique ligado nas notícias do mundo da luta: X, Instagram, Facebook, Youtube e TikTok