Pablo Sucupira, líder da equipe ‘Fighting Nerds’, comentou abertamente sobre o lado considerado “bad boy” de Carlos Prates e a convivência com hábitos que fogem do padrão tradicional de atletas de alto rendimento. Em entrevista ao podcast ‘Direto de Vegas‘, novo projeto da Ag Fight, o treinador revelou que precisou lidar internamente com a postura do lutador paulista, conhecido por não esconder o hábito de fumar cigarro e consumir bebidas alcoólicas, mesmo em meio à rotina profissional.
Segundo Sucupira, a aceitação desse perfil não foi imediata e exigiu uma reflexão pessoal. O treinador explicou que o comportamento de Prates representou uma barreira no início da relação profissional, especialmente por não se alinhar ao que ele idealiza como referência dentro de uma equipe de alto nível.
“Foi [uma barreira]. Foi uma coisa que eu tive que resolver comigo mesmo, que eu conversei com ele e senti que isso é dele. Ou a gente mentia, ou ele saía do time. E eu fiz uma análise muito fria minha, na época em que ele estava no LFA ainda. Cheguei no LFA para fazer uma luta com ele, ele falou: ‘Pablito, vamos ali fora para eu poder fumar um cigarro’. Antes da luta, ele fumando um cigarro”, revelou Pablo Sucupira.
Apesar das divergências, o líder da Fighting Nerds fez questão de ressaltar as qualidades do atleta dentro do ambiente profissional. Na avaliação do treinador, esses pontos positivos acabam superando as discordâncias pontuais relacionadas ao estilo de vida fora do octógono.
“O cara bate o peso bonito, treina pra caramba, não cansa, é gente boa e paga todo mundo direitinho. Ele é um exemplo em muitas coisas e tem esse lado dele, com o qual eu não concordo. Como há muitas coisas com as quais não concordo que acontecem dentro da equipe. Mas, dentro de um limite ético, acho que isso não impede ele de estar lá. E, de uma forma mais ampla, eu acho sensacional ter o Carlão no time”, completou.
Critérios
Sucupira também afirmou que, dentro de seus critérios éticos como líder, o comportamento de Prates não ultrapassa limites que comprometam o ambiente da equipe. Para ele, a transparência do lutador, aliada à entrega nos treinos e nas lutas, faz com que o paulista seja uma peça valiosa no plantel.
“Se eu chegasse para o Carlão e falasse: ‘Irmão, não quero saber de cigarro, não quero saber de bebida, você vai treinar todos os dias assim…’, cara, ele ia sair da academia. É legal ter o Carlão no time? Acho legal pra caramba. Ele fala e faz. Dentro da minha ética, como líder da Fighting Nerds, ele não faz nada que eu ache que seja impróprio para o time“, finalizou
Carlos Prates é visto como uma das principais esperanças brasileiras para quebrar uma escrita histórica no UFC. A divisão dos meio-médios (77 kg) é a única que nunca teve um atleta tupiniquim como campeão, e o ‘Pesadelo’ desponta como um prospecto com potencial para mudar esse cenário no futuro próximo.
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