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De punhos cerrados e sorriso no rosto, Natália Silva posa para foto no media day do UFC 324
Natália Silva disputa o cinturão peso-mosca do UFC neste sábado (3) - Diego Ribas/Ag Fight

Entrevistas

Natália Silva exalta superação antes de luta pelo título: “Menina improvável”

Quem observa os números irretocáveis de Natália Silva no Ultimate — invicta após oito apresentações no octógono e consolidada como a número 1 do ranking dos pesos-moscas (57 kg) — dificilmente consegue dimensionar as barreiras superadas pela mineira até a disputa do cinturão vago da categoria no UFC 332, marcado para este sábado (3), em Salt Lake City (EUA). Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, a lutadora refletiu sobre sua trajetória e classificou a si mesma como uma “menina improvável”.

Natural de Pingo-d’Água, município no interior de Minas Gerais com menos de 5 mil habitantes, Natália iniciou sua caminhada nas artes marciais através do taekwondo antes de migrar para o MMA profissional. No entanto, o início de sua carreira foi marcado por um expressivo número de reveses — foram cinco derrotas no cartel regional antes de engrenar uma sequência positiva e alcançar o ‘Jungle Fight’.

O contraste entre as dificuldades iniciais e o momento atual gera um forte impacto pessoal na atleta a poucos dias de liderar um evento numerado. A brasileira vai enfrentar Wang Cong em duelo válido pelo título da categoria até 57 kg, em confronto que pode terminar de forma histórica para o Brasil.

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“A todo instante passa um filme na minha cabeça. Quando eu ia fazer sparring, colocava minha música e simulava a caminhada para o octógono, passava um filme. Não foi fácil estar aqui, foi muita superação. Eu sou uma garota improvável que está vivendo um sonho hoje. Se tinha alguém para não conseguir estar aqui, essa pessoa era eu. Quando comecei, eu perdi muitas lutas no início. Se você vir de onde eu vim e o que passei, realmente eu era uma menina improvável de dar certo“, desabafou.

Pioneira

O confronto deste final de semana contra a chinesa traz um peso histórico adicional para o MMA nacional. Embora o Brasil já tenha ostentado títulos mundiais no peso-palha (52 kg), no peso-galo (61 kg) e no peso-pena (66 kg), a divisão dos moscas feminina é a única entre as mulheres que nunca teve uma campeã nascida no país.

“Significa fazer história. É o que eu sempre busquei dentro da organização, não ser apenas mais uma lutadora. Quero que meu nome seja lembrado e quero deixar um legado. Ser a primeira [brasileira campeã da categoria] é o início de uma história”, concluiu.

Caso confirme o favoritismo diante de Wang Cong e conquiste a cinta que ficou vaga após a lesão de Valentina Shevchenko, Natalia colocará seu nome na história do esporte como a primeira campeã da divisão peso-mosca do UFC do Brasil. Resta agora esperar a noite de sábado para saber se a mineira de Pingo-d’Água alcançará o topo do mundo do MMA.

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Natural do Rio de Janeiro, Geovanne Peçanha se formou em jornalismo na Facha (Faculdades Integradas Hélio Alonso). Com passagens por Lance!, CBF TV, FERJ e outros, é um fanático por esportes. Ex-praticante de Muay Thai, se apaixonou pelo MMA.

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