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Divulgação/UFC

Entrevistas

Luana Pinheiro associa poder de nocaute às raízes paraibanas: “Está no meu sangue”

Neste sábado (1), uma nova representante do ‘esquadrão brasileiro’ fará sua estreia no octógono mais famoso do mundo. Pelo card preliminar do UFC Vegas 25, a peso-palha (52 kg) Luana Pinheiro medirá forças com a veterana Randa Markos, de olho em confirmar a expectativa gerada pela sua chegada na organização, especialmente após sua apresentação no programa ‘Contender Series’, onde garantiu seu contrato com o Ultimate.

Diante da especialista na trocação Stephanie Frausto, Luana surpreendeu e conseguiu vencer o duelo com um nocaute devastador, ainda no primeiro round da peleja, válida pelo nono episódio da quarta temporada do ‘Contender’. Mas, ao contrário do grande público, a lutadora paraibana não parece ter sido pega de surpresa pela efetividade de seus golpes, apesar de sua origem nas artes marciais ser ligada ao judô e de ter iniciado sua trajetória no MMA há pouco menos de cinco anos.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, Luana revelou que sempre demonstrou uma potência natural em seus golpes, ainda que a luta em pé não seja sua especialidade e tenha consciência da necessidade de evolução nesta área. Para a paraibana, sua força acima da média pode ter relação com seu local de nascimento, mais precisamente com uma característica estereotipada das mulheres oriundas do estado da Paraíba.

“Todo mundo sempre falou que eu tenho a mão pesada, mesmo sem técnica. Eu sempre quis nocautear alguém. Eu falava para os meus senseis que eu não queria finalizar, que eu queria nocautear, para ver como era essa sensação. E esse não foi o meu primeiro nocaute. Eu venho de outro nocaute, no Brave. Mas essa mão pesada eu acho que vem de nascença mesmo. Lá na minha terra, as mulheres têm fama de serem bravas (risos). Então, eu acho que está no meu sangue mesmo”, afirmou Luana, antes de ressaltar que ainda busca evoluir na trocação.

“O boxe é uma luta que eu nunca tinha feito na minha vida, vim começar no MMA. É uma modalidade que eu sou apaixonada porque eu sei que tenho que evoluir muito. Então, todo treino é um desafio para mim. E eu fico bastante animada porque eu sei que posso aprender muito no boxe. É uma área em que eu ainda estou em evolução”, ponderou.

O poder da mulher paraibana, por sinal, esteve presente no UFC desde os primórdios do MMA feminino na organização, através da peso-galo (61 kg) Bethe Correia, que chegou a disputar o cinturão da categoria contra a então campeã Ronda Rousey, em 2015. A trajetória construída pela veterana, é vista como um incentivo pela novata Luana Pinheiro, que inicia neste sábado sua caminhada no principal evento do mundo.

“A Bethe (Correia) era a representante lá da Paraíba. Também tem outros atletas no UFC, no plantel masculino. Serve como um incentivo. Quanto mais gente representando o lugar que você veio, o estado fica mais forte. É bem legal ver a sua conterrânea no mesmo evento que você”, concluiu.

Aos 27 anos, Luana Pinheiro chega ao UFC embalada por seis vitórias consecutivas, todas pela via rápida. Ao todo, a lutadora paraibana conta com um cartel de oito triunfos, sendo dois por nocaute e cinco por finalização, e apenas uma derrota.

Nascido em Niterói (RJ), Neri Fung é jornalista e apaixonado por esportes desde a infância. Começou a acompanhar o MMA e o mundo das lutas no final dos anos 90 e começo dos anos 2000, especialmente com a ascensão do evento japonês PRIDE.

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