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Polyana Viana posa para foto no media day do UFC Vegas 117
Lidando com lesões e burocracias de documentação para trabalhar nos EUA, Polyana esteve afastada do UFC - Diego Ribas/Ag Fight

Entrevistas

Lesões, visto e mais! Polyana Viana explica ausência de mais de um ano no UFC

Atleta do Ultimate desde 2018, Polyana Viana está afastada do octógono mais famoso do mundo há mais de um anomais precisamente desde abril de 2025. Mas isso está prestes a mudar, já que a brasileira está escalada para voltar a competir neste sábado (16), no card do UFC Vegas 117. E, às vésperas do seu combate diante de Alice Ardelean, a peso-palha (52 kg) paraense explicou, em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, as razões que justificam sua ausência da organização nos últimos tempos.

Além de ter precisado lidar com lesões no período, Polyana também teve que resolver burocracias para regularizar sua situação nos Estados Unidos a ponto de estar permitida para trabalhar no país. Após uma grande novela que, por pouco, também não cancelou sua luta deste sábado, a brasileira conseguiu a documentação necessária para, enfim, entrar em ação novamente pelo UFC.

Um ano e pouquinho (sem lutar). Para mim, parece que já tem cinco anos que eu não luto. Foi um ano difícil, não foi brincadeira não. Com tudo que está acontecendo. É ‘green card’, lesão e outras coisas. Não foi fácil. Mas fiquei treinando o tempo todo, não parei não. Na última semana, queriam me tirar da luta. O Mick disse que não podia mais esperar (pela documentação). E a advogada nova falou: ‘Seu visto. Visto não. Sua expedição de trabalho chega essa semana’. Aí mandei mensagem para o Mick, e pedi para ele esperar mais um pouco. Queria muito lutar. Tava cogitando até falar: ‘Mick, deixa eu lutar, depois me paga’. Se a luta não acontecesse por esse negócio de ‘green card’, iria ficar muito puta. Mas deu bom, pegamos (o documento) segunda. Aos 45 do segundo tempo”, relatou a brasileira.

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Momento delicado

Aos 33 anos, Polyana atravessa um momento crucial para suas pretensões futuras. Vindo de três derrotas seguidas, a striker disputa, a princípio, sua última luta prevista no atual contrato com o Ultimate. Sendo assim, voltar à coluna das vitórias se mostra fundamental para pleitear uma eventual renovação de vínculo. Apesar do contexto, Viana aparentemente não deixa a pressão externa a afetar antes do duelo contra Ardelean.

Cara, tem a pressão (pelo momento). Mas estou bem treinada. Seja o que Deus quiser. Se for para ser a última luta (no UFC), vai ser a última luta. Tem essa pressão, mas não estou tão naquela de: ‘Nossa, tenho que ganhar essa luta’. Eu quero muito ganhar, vou dar tudo de mim para isso. Mas luta é luta. Vou dar um show, se Deus quiser vai ser uma luta muito boa e vou levar a vitória para o Brasil. Vou tentar nocaute, vamos ver se eu ‘desgraço’ a mão na cara daquela doida (risos)”, projetou Viana.

Polyana enfrenta Alice no card preliminar do UFC Vegas 117. Também na porção inicial do show, Nicolle Caliari encara Shauna Bannon, enquanto Ketlen Vieira e Jacqueline Cavalcanti disputam confronto 100% verde-amarelo. Já nos principais combates da noite, Daniel Willycat mede forças contra Do Hoo Choi e Melquizael Costa se testa contra o inglês Arnold Allen.

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Natural do Rio de Janeiro, Gaspar Bruno da Silveira estuda jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fascinado por esportes e com experiência prévia na área do futebol, começou a tomar gosto pelo MMA no final dos anos 2000.

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