Entrevistas

Karine Killer explica troca de time e ida para a Fighting Nerds: “Precisava de novos desafios”

Após sofrer sua primeira derrota no octógono mais famoso do mundo, Karine Silva vai buscar sua recuperação no card do UFC 319, neste sábado (16), em Chicago (EUA). E para o confronto contra uma velha conhecida, a compatriota Dione Barbosa, ‘Killer’ – como a top 15 do peso-mosca (57 kg) é apelidada – promete apresentar uma nova versão, fruto de sua recente mudança de time.

Ex-atleta da ‘Gile Ribeiro Team’, a peso-mosca agora faz parte da equipe paulista ‘Fighting Nerds’, recentemente indicada para o prêmio de ‘Melhor Academia do Ano’ do ‘Oscar do MMA’. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, Karine Killer explicou o que motivou sua decisão e exaltou sua escolha pelo time liderado por Pablo Sucupira.

Depois da minha última luta, eu fiquei muito pensativa sobre tudo. Eu precisava de novos desafios. E nada melhor que ir para São Paulo e encarar essa cidade que é maravilhosa e louca ao mesmo tempo. Eu conversei com meu empresário antes de tomar qualquer decisão, a gente olhou ao redor do mundo, literalmente, o que poderia ser mais viável para minha carreira no momento. E o melhor lugar que tinha para ir era para São Paulo, para a Fighting Nerds”, explicou a lutadora.

A mudança de ares parece ter dado vida nova para a atleta natural de Dourados, no Mato Grosso do Sul, que residia e treinava em Curitiba (PR). Aparentemente satisfeita com sua decisão de se juntar à Fighting Nerds, Karine fez questão de destacar a importância da boa recepção de seus treinadores e companheiros de time na sua adaptação à nova cidade e academia.

“O processo de adaptação foi muito bom, muito louco, mas eu gostei muito, consegui saborear todos os momentos. Fui muito bem recebida pelo time, 57 (kg), 61 e 52 – a galera é bem unida. Me ajudaram demais. Teve uma ou outra pessoa, no todo, que não conseguiu fazer parte, mas todo mundo me ajudou da melhor maneira possível. Hoje, o meu corner vai ser o Erick Tererê, o Flávio Álvaro e a Vanessinha (Melo), que me ajudou no camp”, declarou.

Pensar com inteligência

No duelo deste sábado, Karine ficará frente a frente com uma de suas algozes na carreira. Em 2019, quando ainda sequer estavam no Ultimate, Killer e Dione Barbosa se enfrentaram no ‘Katana Fight 9’, e a pernambucana levou a melhor, na decisão unânime dos juízes.

Passados seis anos, Killer acredita que muita coisa mudou. Portanto, para dar o troco e sair vencedora, a lutadora da Fighting Nerds entende que precisa abrir a mente e trabalhar com inteligência dentro do cage, como uma verdadeira ‘nerd’.

“Todos os atletas têm algumas coisas que se repetem, alguns cacoetes. Tem muita coisa que dá pra usar, e tem coisas que ficam no passado. Mas o mais importante é que a gente conseguiu pegar o material dela no Contender e as três lutas que ela tem no UFC, montar uma boa estratégia. Tem muita coisa nova. Eu também sou outra mulher, tive muitas outras lutas depois dessa luta com a Dione. Eu evolui muito, acredito que ela também. Somos duas mulheres diferentes. Então, temos que pensar de uma maneira diferente, de uma maneira nova. E nada melhor que estar na Fighting Nerds para poder pensar com inteligência”, concluiu.

No MMA profissional desde 2013, Karine Killer soma 18 vitórias – 17 delas pela via rápida – e cinco derrotas, uma delas para sua adversária deste sábado no UFC 319. No Ultimate, a nova representante dos Fighting Nerds venceu quatro dos cinco combates que disputou – retrospecto que a levou ao 11º lugar no ranking peso-mosca feminino da liga.

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