A mudança para o peso-pesado promete dar um novo impulso à trajetória de Johnny Walker no Ultimate. Escalado para encarar Mick Parkin no card do UFC 332, neste sábado (3), em Salt Lake City (EUA), o carioca não apenas celebra o fim dos desgastantes cortes de peso do passado, mas também enxerga um cenário altamente favorável para se consolidar no topo da nova divisão.
Acostumado a atuar na categoria até 93 kg com grande envergadura, Walker avalia que a mobilidade, a agilidade e a versatilidade técnica serão seus principais trunfos contra os novos rivais. Ao analisar o panorama da categoria dos pesados, o brasileiro de 34 anos apontou uma brecha clara para atletas dinâmicos e criticou a falta de variação do pelotão que fica fora das primeiras posições do ranking.
“Acho a categoria bem rasa porque não tem muitos caras grandes que são tão técnicos ou atléticos. A maioria é só mão pesada e sem muita movimentação. Os caras sinistros mesmo estão no top 5. Fora dali, falta qualidade técnica. Minha ideia é ir devagarzinho, passo a passo, sem pressa. Se eu fizer por onde e merecer, o caminho até o cinturão vai acontecer naturalmente“, analisou em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight.
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Nova casa
Para colocar em prática essa leitura estratégica, Johnny promoveu ajustes significativos em sua rotina de treinos e na sua estrutura de trabalho. O brasileiro migrou para a ‘Porrada Training Center’, onde conta com a orientação de nomes como Ronny Markes e Marcelo Nunes, além de lapidar o jogo em pé com o experiente treinador Ray Sefo.
Morando próximo à sede do UFC em Las Vegas (EUA), o atleta passou a dividir sessões de sparring com o russo Alexander Volkov, atual número dois do ranking dos pesados. A convivência diária e a estrutura ao seu dispor reforçaram a confiança do brasileiro para este novo momento na carreira.
“Mudei de academia. Fui para a Porrada Training Center, treinar com o Ronny Markes e o Marcelo, e mudei o treinador de striking também, pra treinar com um dos melhores do mundo, que é o Ray Sefo. Fiz o melhor camp, treinei com os melhores e estou num lugar agora que é o sonho de um lutador. Tenho o melhor do grappling, do MMA e do striking, moro a 5 minutos do UFC e treino com o número dois do ranking, que é o Volkov. Não tem outro lugar melhor no mundo que eu queria estar hoje treinando e desenvolvendo a minha carreira. Estou no melhor lugar, no meu melhor momento“, declarou.
Sem a pressão de projetar disputas de título a curto prazo, Johnny entra no octógono neste sábado focado exclusivamente no duelo contra Mick Parkin. Recuperado, bem adaptado à nova rotina e com a preparação concluída em alta intensidade, o brasileiro busca provar que a ausência do desgaste pré-luta aliada à nova estrutura de treinos será o elemento definitivo para iniciar com vitória sua caminhada rumo à elite do peso-pesado.
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