No fim da última temporada, Jaqueline Amorim tomou uma decisão importante para sua carreira e optou por deixar a ‘American Top Team’, uma das equipes de MMA mais condecoradas do mundo. E se engana quem pensa que sua saída do time baseado na Flórida (EUA) foi oriunda de algum tipo de imbróglio ou polêmica de bastidores. Às vésperas de voltar a competir no UFC China deste sábado (30), a peso-palha (52 kg) brasileira explicou o que a motivou a buscar novos ares.
Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, a faixa-preta de jiu-jitsu exaltou o papel que a ‘ATT’ teve no início de sua trajetória. No entanto, no atual momento de sua carreira, Jaqueline acredita que precisa de um acompanhamento mais pessoal e detalhado. Pensando nisso, a brasileira migrou para uma equipe de menor quórum e estrutura, mas não de menor qualidade: a ‘MMA Science’, também baseada na Flórida.
“O motivo que eu saí da ATT, não foi por nada ruim. Passei um pouco mais de dois anos na ‘ATT’. Evoluí muito no início da carreira lá, porque tinha muita gente diferente para treinar, vários treinadores. Então me ajudou bastante. Mas chegou um período da minha carreira que eu precisava de uma coisa mais focada em mim, um time menor, uma coisa que fosse me evoluir mais. E parece até meio egoísta, só ‘Eu, eu, eu’. Mas quando você está lutando no mais alto nível, você tem que ser mais egoísta, tipo: ‘Agora tenho que pensar só em mim’. Queria um camp menor, mais focado em detalhes, em evoluir o meu jogo. Agora estou treinando na ‘MMA Science’, na Flórida também. Esse foi o grande diferencial desse camp. Um camp menor, mais focado em mim, e mais técnico”, explicou Amorim.
Análise da rival
Oficialmente, o primeiro camp realizado 100% na nova casa será colocado à prova neste sábado, quando Jaqueline enfrenta Loma Lookboonmee, na luta de abertura do UFC China. Ciente das credenciais de sua oponente, uma representante do muay thai, a brasileira destrinchou o que promete ser um verdadeiro duelo de estilos opostos dentro do octógono.
“Ela é uma lutadora muito experiente. Na Tailândia, eles começam no muay thai muito cedo. E vi que ela treina desde criança. Então é bem experiente, principalmente na área dela, que é o striking. Uma lutadora perigosa no muay thai. Onde ela oferece mais perigo é, realmente, na luta em pé. E eu tenho mais a vantagem, com certeza, no jiu-jitsu. Porque é minha especialidade e acredito que seja o ponto mais fraco dela. Se eu impor meu jogo, ela vai ter mais dificuldades no grappling. É uma adversária dura, mas nesse ponto da minha carreira é a luta que tem que ser feita”, analisou a mais nova atleta da ‘MMA Sciense’.
Aos 30 anos de idade, Jaqueline desponta como um talento promissor na categoria até 52 kg. No MMA profissional, é dona de um cartel de 10 vitórias – todas pela via rápida – e apenas dois reveses. Vindo de tropeço, que atrapalhou uma sequência de quatro triunfos no UFC, a brasileira quer voltar aos trilhos para sonhar novamente com uma vaga no ranking dos pesos-palhas.
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