Entrevistas

Ícone do jiu-jitsu, Marcus Buchecha admite autocobrança excessiva no UFC: “Me travou”

Bicampeão do ADCC, 13 vezes campeão mundial de jiu-jitsu na faixa-preta – um recorde até hoje destacado no ‘Guiness Book’ – e status de maior vencedor da história da arte suave. Quando um atleta com essas credenciais chega até o UFC, o maior evento de MMA do mundo, as expectativas, como não poderiam deixar de ser, são grandes. E esse foi exatamente o caso de Marcus Almeida. No entanto, a esperança dos fãs acabou gerando uma autocobrança em excesso do próprio brasileiro. Ainda sem saber o que é vencer no Ultimate após duas rodadas, ‘Buchecha’ admite que lutou travado por conta de um peso que ele mesmo se colocou.

Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, o peso-pesado revelou que quando migrou do ONE Championship para o UFC, estreou com a mentalidade de não só vencer, mas como convencer – o que, nesse caso, seria finalizar seus rivais. A grande expectativa colocada em si próprio foi frustrada em suas primeiras experiências no octógono mais famoso do mundo. Nos dois primeiros combates, Buchecha acumula uma derrota e um empate. Após diagnosticar o que tem lhe freado em ação, o brasileiro agora tenta voltar a competir como nos tempos áureos, a fim de, finalmente, ter o braço erguido na companhia.

Eu pensei muito nisso (expectativa e autocobrança) nas últimas lutas. Entrei com essa obrigação que eu tenho que pegar (finalizar), algo que nunca tive. A gente chega (no UFC) achando que tem obrigação de fazer, provar que merece estar ali. Mas é um peso que coloquei nas minhas próprias costas que não precisava. E nas últimas lutas, entrei muito nessa pressão de ter que mostrar serviço na casa nova, de ter que pegar. Isso me travou demais. Não lutei feliz, lutei com uma obrigação nas minhas costas. No fim das contas eu pensei: ‘Quer saber? Não devo nada a ninguém’. A única pessoa que tenho que provar algo sou eu mesmo. Essa cabeça que tive no jiu-jitsu e é essa que vou continuar no MMA”, frisou o faixa-preta.

Leve pela vitória

Depois de tropeçar contra Martin Buday e Kennedy Nzechukwu, em julho e dezembro de 2025, respectivamente, Marcus Almeida volta a competir neste sábado (25), no UFC Vegas 116. O adversário da vez será o experiente Ryan Spann. Mas se os resultados recentes apontam para uma fase turbulenta na carreira, Buchecha chega com uma mentalidade mais leve do que nunca para, enfim, conquistar seu primeiro triunfo no Ultimate.

“Sou (o maior vencedor da história do jiu-jitsu). São 13 (mundiais). Já tenho uma derrota, um empate. Só está faltando um (resultado no UFC). A vitória (risos). Está faltando a vitória, isso que a gente está atrás. Vou lá, dar meu melhor, colocar meu jiu-jitsu para jogo. Sem medo de ser feliz e fazer o que sempre fiz, que é lutar indo para frente. Em busca dessa vitória, o resultado que está faltando. Vamos que vamos!”, projetou o brasileiro.

Além do confronto entre Buchecha e Spann, que abre o card principal do UFC Vegas 116, o Brasil contará com mais sete representantes em ação no show. Ainda entre os confrontos principais, Norma Dumont encara Joselyne Edwards e Raoni Barcelos enfrenta Montel Jackson. Já na porção preliminar do evento, outros cinco atletas tupiniquins vão em busca da vitória: Mayra Sheetara, Rodolfo Vieira, Talita Alencar, Jafel Filho e Julia Polastri.

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